localização atual: Novela Mágica Outras Amor Imortal: A Escolha de Carlisle Capítulo 7 — Famílias de Todas as Formas

《Amor Imortal: A Escolha de Carlisle》Capítulo 7 — Famílias de Todas as Formas

Carlisle continuou seus estudos na universidade, explorando diferentes áreas do conhecimento. Entre todas, a medicina era a que mais o atraía, embora tivesse curiosidade por praticamente tudo.

Ao longo dos anos seguintes, sua relação com John se fortaleceu. Ele continuou trabalhando na biblioteca, mas já sabia que, em breve, precisaria deixar a cidade onde havia construído uma nova vida.

Seus professores passaram a elogiá-lo constantemente, incentivando-o a seguir uma carreira acadêmica. No entanto, Carlisle tinha outros planos. Queria aprofundar seus conhecimentos em medicina e, eventualmente, tornar-se médico.

Ainda havia muito a aprender, e ele sabia que esse aprendizado não viria apenas daquele lugar. Além disso, era apenas questão de tempo até que as pessoas começassem a perceber que ele não envelhecia. Talvez pudesse ficar mais alguns anos… mas, mentalmente, já estava pronto para partir.

— Então você vai nos deixar, é isso? — perguntou John com um sorriso, enquanto organizava alguns livros fora do lugar.

Carlisle deu de ombros.

— Estou pensando em viajar… conhecer outros países, talvez.

John assentiu.

— Um jovem aventureiro, hein?

— O que eu tenho a perder? — respondeu Carlisle. — Ouvi dizer que há ótimos centros de estudo na Itália. Quero tentar seguir a medicina.

— Fico feliz por você — disse John. — Tenho certeza de que vai se sair muito bem.

— Obrigado.

— E quando pretende ir?

— Dentro de um ano… talvez quando o clima estiver mais quente.

John riu.

— Então ainda tenho mais um ano de jantares em casa?

Carlisle riu junto.

— Acho que sim.

— Você deveria pensar em se estabelecer — aconselhou John. — Eu sei como é bom ser livre, viajar… eu também já fui assim.

Carlisle apenas assentiu.

— Mas quando você encontra alguém para amar… — John deu de ombros — não há nada melhor do que isso. Mesmo quando elas são… um pouco difíceis.

Os dois riram novamente.

Carlisle manteve o sorriso, mas respondeu com certa hesitação:

— Eu já pensei nisso… só não sei.

— Quantos anos você tem agora? Vinte e sete?

Carlisle hesitou por um instante antes de responder:

— Quase vinte e nove.

John sorriu.

— Engraçado… você não parece ter mudado nada desde o dia em que entrou aqui.

Carlisle sentiu um leve aperto no peito.

— Calma — continuou John, rindo — isso não é ruim. Eu gostaria de estar assim também.

— Você também não mudou muito — respondeu Carlisle.

— Claro… como um velho bode — brincou John.

Carlisle riu e balançou a cabeça.

— Eu sei que ainda não vou embora agora, mas… obrigado por tudo, John. Não sei onde estaria sem esse trabalho… sem sua ajuda.

John o observou por um momento antes de perguntar, com cuidado:

— Você tem família?

A imagem de seu pai atravessou sua mente. Já fazia tempo desde a última vez que permitira aquela lembrança surgir com clareza.

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Carlisle se perguntou se ele ainda estaria vivo.

— Não — respondeu, por fim. — Minha mãe morreu ao me dar à luz… e meu pai faleceu alguns anos antes de eu chegar aqui.

— Sem irmãos?

— Não.

John percebeu o peso da resposta.

— Me desculpe… não quis tocar em um assunto delicado.

— Não é delicado — disse Carlisle. — É só… como as coisas são. Estou bem agora. Encontrei meu caminho novamente.

John sorriu.

— Por que não tira o resto da noite de folga? Eu posso cuidar daqui.

Carlisle negou com a cabeça.

— Não… eu não tenho ninguém me esperando em casa. Você tem. Vá ficar com sua esposa.

— Vá tomar um drink, então.

— Estou bem aqui — respondeu Carlisle. — Este lugar… é como meu lar.

John o observou por um instante, certificando-se de que ele falava sério.

— Vá — insistiu Carlisle, sorrindo. — Você merece.

John acabou concordando, e após algumas palavras finais, saiu da biblioteca.

Carlisle voltou ao trabalho, revisitando uma pilha de livros de medicina. Mesmo já tendo lido tudo várias vezes, sempre acreditava que havia algo novo a aprender.

Foi então que encontrou um livro estranho — sem título, com páginas em branco. Folheou-o várias vezes antes de decidir guardá-lo para si.

Naquele momento, decidiu começar a registrar suas experiências. Talvez, no futuro, aquilo pudesse ser útil.

Alguns estudantes entraram e o cumprimentaram rapidamente. Ele respondeu e voltou a escrever.

O tempo passou, e ele registrou memórias de vários anos… incluindo um espaço especial dedicado a Alistair.

Apesar de seu estilo solitário, Alistair aparecia de vez em quando. Conversavam por curtos períodos, e depois ele desaparecia novamente, satisfeito com sua própria companhia.

Ainda assim, Carlisle valorizava aquela amizade incomum. Até então, Alistair era o único vampiro com quem realmente havia conversado. Os outros… ele preferia esquecer.

Carlisle começou a pensar em explorar além daquela cidade. Queria conhecer outros de sua espécie — queria saber se existia alguém que vivesse como ele.

Foi interrompido por uma voz familiar.

John voltou… acompanhado de uma mulher que carregava um prato de comida.

— Carlisle, esta é minha esposa, Annie.

Carlisle se levantou e a cumprimentou com um sorriso.

— Ouvi muito sobre você — disse ela, com simpatia.

Ela era uma mulher calorosa, de expressão gentil e sorriso sincero. Seus cabelos grisalhos escapavam de uma touca, e seu vestido azul descia até os pés.

— O prazer é meu — respondeu Carlisle.

John pegou o prato.

— Achamos que você poderia querer companhia… e uma refeição quente.

Carlisle ficou tocado.

— Não precisava…

— Você é um jovem muito bonito — disse Annie. — Por que ainda não se casou?

John lançou um olhar de advertência para ela.

Carlisle riu, sem saber o que responder.

— Deixe-o comer, Annie.

— Desculpe… estou sendo curiosa demais.

— Não, está tudo bem — disse Carlisle.

Ele olhou para a comida.

Como humano, teria devorado aquilo com prazer.

Agora…

Sentia apenas repulsa.

Mesmo assim, manteve a compostura e começou a comer.

— Está muito bom — disse, forçando naturalidade.

Annie sorriu, satisfeita.

Eles conversaram por algum tempo, até a hora de fechar.

— Foi um prazer conhecê-lo — disse Annie.

— O prazer foi meu.

— Venha nos visitar qualquer dia.

— Com certeza.

Eles se despediram, e Carlisle os observou se afastarem.

Apesar do esforço para comer, aquela havia sido uma noite… boa.

Seus pensamentos voltaram ao pai.

Ele o amava.

Mas… nunca havia sentido o calor que via em John e Annie.

Sentiu culpa por pensar assim.

Seu pai era diferente.

Mas, ainda assim…

Havia feito dele quem ele era.

No fim, Carlisle chegou a uma conclusão simples:

As pessoas são diferentes.

Algumas são duras.

Outras… calorosas.

Mas todas deixam marcas.

E ele era grato por cada uma delas.

Porque, no fim…

Ele só podia controlar uma coisa:

As escolhas que fazia.

E, até ali…

Ele estava no caminho certo.

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