Naquele momento, bateram levemente na porta do escritório.
Rafael disse com indiferença: "Entre."
Era Valentina.
Rafael ao vê-la sentiu uma irritação que não esperava. Ele perguntou: "O que foi?"
Os olhos de Valentina tinham um brilho: "Rafael, o primeiro estágio do projeto foi concluído. Meu mestre confirmou a data de avaliação do instituto."
Rafael pressionou as têmporas: "Bom. Obrigado pelo esforço."
Valentina não esperava aquela calma.
Afinal, ele tinha a contratado com salário altíssimo exatamente porque ela conseguiria trazer a certificação internacional para o instituto em pouco tempo.
Ela não resistiu: "Você não quer saber quando é a avaliação?"
"Quando?" Rafael perguntou por perguntar.
O peito de Valentina ficou ainda mais pesado. Ela disse mesmo assim com serenidade:
"Daqui a três meses. Quando o projeto estiver encerrado, sem imprevistos, ao final do ano o instituto pode receber oficialmente a certificação."
Rafael acenou: "Ótimo. Você veio só por isso?"
Uma coisa resolvível por telefone precisava de uma visita?
"Eu..." Valentina ficou sem resposta por um instante.
Antes, Rafael sempre tinha sido assim com ela, e ela não sentiu nada.
Mas depois do que Rafaela tinha dito e de ver como Rafael tratava Serena, uma dor que ela não reconhecia cresceu por dentro.
Era como uma trepadeira enrolando na respiração.
Ela perguntou: "Rafael, você viu o comunicado da Aliança hoje?"
Rafael levantou os olhos: "Vi."
E então disse: "Valentina, se não tiver mais nada, pode ir, tenho trabalho para fazer."
Os olhos de Valentina ficaram levemente vermelhos. A boa criação que ela tinha não deixou nada além sair.
Ela apenas acenou: "Tudo bem. Até logo."
Ao sair do escritório, havia uma voz que gritava por dentro dela.
Ela fez esforço para calar aquela voz, mas ela não sumiu. Ficou quieta, esperando.
Ela não se atrevia a olhar para um certo canto do próprio coração. Não sabia o que aconteceria se aquilo tomasse conta.
Serena sentiu que tinha tido um sonho muito longo.
No sonho, ela estava se afogando e se debatendo, o corpo sufocando de mal-estar.
Até que um ar entrou, e depois nutrição, alimentando o corpo que estava cheio de feridas.
A consciência foi voltando, e junto com ela uma força que ela não sentia fazia muito tempo.
Ela se sentou na maca.
O ambiente estava quieto. Ela levantou e foi movimentando os membros.
Longe do pico de quando estava bem, mas muito melhor do que nas últimas semanas.
Serena lavou o rosto, se arrumou o suficiente e saiu do laboratório.
Era um pouco depois das oito da manhã. Vários pesquisadores estavam chegando ao instituto.
Serena saiu do elevador e cruzou com vários colegas.
Todos a olhavam com expressões complicadas.
Então Luo Feng tinha de fato publicado o comunicado.
Serena levantou uma sobrancelha e foi para o próprio escritório.
Mas ao chegar na porta, viu que o interior estava vazio. Tinham tirado tudo de dentro.
Ela não tinha material importante ali, mas mesmo assim aquilo irritava.
Ah, estavam achando que ela era fácil de empurrar por aí?
Serena virou e foi chamar o chefe de segurança.
O chefe de segurança subiu e viu a bagunça. Deu de ombros:
"Não sei. Ficaram sabendo que a senhorita foi excluída e foram tirando as coisas."
Ele ainda guardava rancor por causa do episódio do pen drive, quando quase tinha perdido o emprego.
"Eu fui excluída do instituto?" Serena disse com uma frieza que cortava. "Então me mostra a notificação oficial."