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《Três Filhos, Um Segredo e Uma Vingança》Capítulo 77 — Você Vai se Mudar?

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O tempo foi passando. Os dedos de Serena se moviam com uma precisão de quem faz aquilo há décadas.

Se alguém pudesse entrar e observar, veria que mesmo num laboratório, Serena tinha um jeito de fazer tudo parecer fluido e bonito.

Um dia inteiro, da destilação e extração até a fusão e conversão dos compostos, com momentos de espera no meio.

Serena aproveitou cada intervalo para descansar, até que o primeiro estágio ficou pronto. Só então percebeu que lá fora já estava escuro.

Uma batida na porta. Era Rafael: "Posso entrar?"

"Pode." Serena respondeu, saiu para a área externa do laboratório e foi alongando o corpo dolorido.

Rafael tinha trazido o jantar. Colocou a sacola na mesa e perguntou: "Como está indo?"

"Tudo nos trilhos." Serena sentiu o cheiro da comida e percebeu que estava com fome de verdade.

Os dois se sentaram para comer. Serena perguntou: "Como estão os filhos?"

"Jantaram em casa." Rafael disse.

"Ah." Serena pensou um instante: "Aliás, tem uma coisa que preciso te contar."

Rafael serviu uma tigela de sopa para ela: "O que foi?"

"Quando terminar de tomar o remédio, vou voltar pra lá."

Nesses anos lidando com Bruno, Serena tinha aprendido bem o padrão dele.

Bruno podia fazer uma emboscada de volta, mas nunca invadiria a casa do próprio patrão.

O apartamento agora era de Rafael. Alugar de volta seria seguro.

E com o corpo recuperado, ela conseguiria lidar com qualquer imprevisto.

Mas os olhos de Rafael esfriaram num instante.

Ele perguntou com um tom neutro: "E o tratamento meu e do Henrique? Vai parar?"

"Não." Serena disse. "O Quinho pode vir quando quiser. E o seu tratamento, na semana que vem começo a montar um plano."

Rafael ouviu aquilo e não disse mais nada.

Mas a atmosfera na mesa ficou pesada.

Serena estava preocupada com o laboratório e foi logo depois de comer.

Rafael recolheu tudo em silêncio e foi embora.

A noite toda foi o estágio crítico da síntese. Serena quase não dormiu, só quando amanheceu.

Por fim, dentro do recipiente de vidro, o líquido levemente rosado tomou forma.

Serena soltou o ar aliviada. Ela se deitou na maca, injetou o líquido na própria veia.

E então entrou no sono.

No prédio do grupo Duarte.

Rafael voltou de uma reunião para o escritório, e Gabriel entrou para fazer os relatórios do dia.

Depois de tudo, ele hesitou.

"Tem mais alguma coisa?" Rafael percebeu a expressão diferente.

"Sr. Duarte, é sobre a senhorita Serena..." Gabriel escolheu as palavras: "A Aliança Médica divulga comunicados importantes toda quarta às três da tarde. Estou preocupado que desta vez..."

Rafael perguntou com um tom que cortava: "Então você se preocupa muito com a Serena?"

Gabriel negou três vezes em sequência:

"Não me preocupo! Não me preocupo com ela! Como eu ousaria me preocupar com ela!"

Competir com o chefe por mulher? Ele ainda queria ter emprego.

"Então, se eu não fiz nada, você se preocupa por quê?" Rafael respondeu com uma contrapergunta.

Gabriel pegou os documentos e sumiu em velocidade.

Rafael voltou os olhos para o site oficial da Aliança Médica.

Às três em ponto, o comunicado foi publicado.

Rafael capturou duas mensagens quase instantaneamente:

Tese da farmacologista Thea comprovadamente plagiada. Certificação de farmacologista cancelada.

A Aliança Médica declara oficialmente a exclusão de Thea. Candidatura futura negada permanentemente.

Rafael leu e a mão que segurava o mouse foi apertando devagar.

Ele queria fazer alguma coisa. Mas Serena tinha pedido especificamente para ele não fazer nada.

Ele respirou fundo e abriu o conteúdo completo.

Momentos depois, Rafael fechou tudo.

Quanto mais ele lia, mais raiva sentia.

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