"Boa tarde, senhorita Thea." A voz do outro lado era séria: "Você tem disponibilidade para vir ao instituto agora?"
Serena ficou curiosa: "O que houve?"
"Quando chegar, entenderá." A voz do outro lado não deu mais detalhes.
"Certo, vou o mais rápido possível." Serena percebeu que era algo importante pelo tom.
Depois que os dois filhos terminaram os doces, Serena os deixou na escola e foi direto ao instituto.
No caminho começou a sentir sono de novo, e quando desceu do carro estava levemente tonta.
Ela sabia: precisava preparar e tomar o medicamento urgentemente.
Ela subiu direto para o seu andar, saiu do elevador e percebeu que algo estava errado.
Na porta do seu escritório havia dois seguranças.
"O que é isso?" Ela franziu o cenho.
"O assistente Gabriel está aguardando a senhorita na sala de reuniões." Um dos seguranças disse.
Serena sentiu um mal-estar crescendo por dentro.
Quando chegou à sala de reuniões e viu quem estava lá, o pressentimento de que aquilo era uma emboscada foi confirmado.
"Veja bem, senhorita Thea..." Gabriel estava claramente desconfortável com aquela situação.
Ele tinha visto como o Rafael se comportava na casa de Serena. O seu chefe já havia sido especial assim com alguma outra mulher?
Nem Rafaela, que tinha salvado a vida de Rafael, recebia metade daquela atenção.
Mas agora ele não tinha escolha senão ser imparcial:
"Um pen drive da senhorita Valentina com material muito importante foi perdido semana passada. Esta manhã, um segurança encontrou o pen drive junto à impressora do seu escritório."
Serena entendeu o que estava acontecendo ao ouvir aquilo.
Ela respondeu com uma pergunta: "E então?"
Gabriel ficou sem palavras por um momento.
Valentina não teve nenhum pudor. Disse com uma frieza direta:
"A senhorita Thea pode nos explicar por que o meu pen drive estava no seu escritório?"
"Ah." Serena levantou os olhos para ela um instante. "O seu pen drive foi até o meu escritório. Você deveria perguntar pra ele."
Valentina não tinha esperado que Serena simplesmente não assumisse nada. Um certo desprezo apareceu no fundo dos olhos dela:
"A pesquisa que fizemos é confidencial. Se alguém de fora do projeto for pego com material roubado, será banida de toda a Aliança Médica."
Serena pressionou as têmporas. Sentia o peito um pouco fechado, a cabeça cada vez mais pesada.
Parecido com a sensação daquele dia em que quase vomitou sangue.
A irritação cresceu por dentro, e ela disse sem papas na língua:
"Valentina, o que tem no seu pen drive não tem nada a ver comigo. E eu não preciso do que é seu. Nem todo mundo acha que as suas coisas são tão preciosas."
Valentina nunca tinha sido negada assim, especialmente no campo acadêmico.
Ela tremeu de raiva: "Como pode existir uma pessoa assim?"
Em seguida virou para Gabriel: "Assistente Gabriel, eu cedi, dei a ela uma saída honrosa. Ela escolheu não usar. Então o que vem a seguir não precisa da sua interferência."
Dito isso, Valentina pegou o celular e fez uma ligação.
Gabriel ficou com dor de cabeça, mas já não tinha tempo de intervir.
A ligação de Valentina foi atendida rapidamente. Ela colocou no viva-voz:
"Valentina?" Uma voz com autoridade.
"Mestre, sou eu." Valentina disse. "O material do projeto que o senhor me passou para o instituto Duarte foi roubado por uma colega. E ela também é membro da Aliança Médica..."
O presidente Luo Feng ficou visivelmente irritado ao ouvir aquilo:
"Quem foi? Esse tipo de coisa não tem espaço na nossa Aliança!"