"Gabriel vai te ajudar." Rafael olhou para a mulher no sofá lendo o livro, e disse pelo telefone: "Se houver alguma novidade, quando eu voltar amanhã faço uma varredura completa no instituto."
Valentina ficou levemente desapontada, mas disse: "Tudo bem. Então até amanhã."
Depois de desligar, Rafael foi até o sofá e viu que Serena ainda estava com aquele mesmo romance.
Ele estendeu a mão e puxou o livro da dela.
Fingiu folhear por alguns segundos, depois estreitou os olhos: "Onde você comprou esse livro?"
Serena respondeu com toda a naturalidade: "Na banca de rua."
Afinal, Rafael não sabia que ela já sabia que ele era o líder do Salvation. Ela não tinha carga de consciência nenhuma.
"Qual banca? Eu também quero dar uma olhada." Rafael estreitou os olhos, prendendo o rosto de Serena no olhar.
Ele estava cada vez mais convicto de que ela era a T.
Ela tinha um livro escrito por Lin Qinglan, e Lin Qinglan com a ajuda de um hacker de nível absurdo tinha sumido sem deixar rastro nenhum.
Mesmo Dido chamando os melhores hackers da Aliança não conseguiu recuperar as informações apagadas.
E mais: Rafael respirou mais devagar ao processar o pensamento. Se Serena era a T, ela poderia ter alguma relação com a mulher de seis anos atrás.
No começo ele tinha achado que era uma mulher comum. Mas Bruno tinha caçado por seis anos sem resultado.
Todas as evidências apontavam para alguém extremamente poderoso cobrindo as costas daquela mulher.
E se a pessoa que estava ajudando Lin agora fosse a mesma?
Rafael examinou Serena como se quisesse atravessá-la com o olhar.
Mas Serena apenas sorriu, passando o braço em volta do pescoço de Rafael:
"O Sr. Duarte gosta de romanço voltado para o público feminino?"
Rafael aproveitou e envolveu a cintura dela, a respiração quente no rosto dela: "Quero me manter sintonizado com a minha médica particular."
Enquanto falava, os lábios dele roçaram os dela de leve: "Sere, pode?"
Esse homem realmente tinha ficado seis anos sem conseguir nada?
Serena duvidava seriamente.
Ela não cedeu na frente dele, e sorriu com aquela sedução tranquila: "Pode sim. Quando a gente chegar em casa, eu levo o Sr. Rafael pra conhecer a banca."
"Combinado." Rafael a pegou no colo de repente e a deitou na cama: "Hora de dormir."
No dia seguinte, Serena e Rafael foram ao aeroporto privado e voaram direto para casa.
Ao mesmo tempo, no instituto de pesquisa, o chefe de segurança estava suando frio: "Assistente Gabriel, não estamos conseguindo identificar o motivo pelo qual as câmeras foram desligadas."
Na noite anterior, Gabriel tinha solicitado acesso às gravações.
E foi então que descobriram que, alguns dias antes, todo o sistema de monitoramento do instituto tinha ficado inativo por algumas horas.
Era claramente uma falha deles.
Aquele dia inteiro eles ficaram olhando até cansar os olhos, e não encontraram nenhuma irregularidade no escritório de Valentina.
Ou seja, o pen drive dela tinha sumido exatamente no período sem câmeras.
"A sala de monitoramento teve acesso de alguém de fora?" Gabriel perguntou.
"Essa semana foi só a nossa equipe. As pessoas que entram e saem são os administrativos de costume."
O chefe de segurança estendeu o registro de visitantes para Gabriel.
Do lado, Valentina estava com uma expressão grave: "Isso é muito sério. Se vocês quiserem continuar tendo emprego, pensem com cuidado."
O chefe de segurança ficou com a cabeça baixa: "Me desculpe, senhorita Viana. Realmente não encontramos nada."
Valentina virou para Gabriel: "Assistente Gabriel, precisamos de um nível de autorização mais alto vindo do Rafael para isso."
Gabriel acenou: "Vou informar ao Sr. Duarte como está."
E assim, assim que Serena e Rafael desembarcaram, o celular de Rafael recebeu a ligação de Gabriel.