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《O Monumento do Amor》Capítulo 8

Naquele momento, o choro de Luna finalmente deixou de ser fingido para se tornar real; um som rouco e tão desagradável que senti repulsa.

Empurrei-a na direção de Gustavo como se estivesse descartando lixo.

O mais irônico foi que Gustavo não fez menção de segurá-la.

Pelo contrário: quando Luna rastejou em prantos até ele, prestes a tocar a barra de sua calça, ele franziu o cenho e deu um passo largo para trás.

Luna ficou em choque. Com os olhos marejados e arregalados, ela não conseguia acreditar que Gustavo nem sequer olhava para ela.

Ele caminhou direto em minha direção, com um olhar suplicante, tentando jurar lealdade:

"Isadora, eu já deixei tudo claro para a Luna. Eu sempre a vi apenas como uma irmã. Aqueles contatos físicos inapropriados que te magoaram... eu juro, nunca mais vão acontecer."

Gustavo fez menção de me abraçar, mas antes que eu pudesse reagir, Thiago colocou-se firmemente à minha frente, protegendo-me.

Com um olhar de desprezo, ele disparou contra Gustavo:

"Não encoste nela sem a permissão dela..."

Thiago nem terminou a frase.

Com o rosto obscurecido pela fúria, Gustavo desferiu um soco violento contra o jovem.

"Quem você pensa que é para se meter entre mim e minha namorada?!"

Thiago cambaleou ao receber o golpe, e as veias em sua têmpora saltaram instantaneamente.

No entanto, para não me atingir, já que eu estava logo atrás dele, ele apenas limpou o canto da boca ensanguentado com um sorriso de escárnio.

Thiago podia suportar aquilo, mas eu não.

Diante de todos, dei um passo à frente e dei um tapa certeiro no rosto de Gustavo.

Olhei para ele com total repugnância:

"Gustavo, se você está doente, vá se tratar em um hospício. Pare de dar esse showzinho ridículo na frente dos outros."

O tapa não foi tão forte, mas Gustavo paralisou como uma estátua.

Ele realmente não conseguia entender como alguém, após sete anos de convivência e amor, podia simplesmente desapegar de forma tão absoluta.

Será que eu nunca o amei? Isso era impossível.

Amigos, colegas, parentes... qualquer um que nos visse juntos dizia, com inveja, que Isadora era loucamente apaixonada por Gustavo.

Até ele mesmo acreditava, do fundo da alma, que enquanto ele não terminasse, eu estaria ao seu lado para sempre.

Ele costumava ser tão seguro de si...

Em transe, Gustavo me ouviu perguntar a Thiago, com carinho, se o rosto dele estava bem.

Pelo canto do olho, viu Thiago apertar minha mão com ternura, perguntando se a minha palma não estava doendo pelo tapa.

Gustavo cerrou os punhos com força, seus olhos estavam vermelhos de sangue.

Incapaz de se conter, ele rugiu para mim:

"Isadora! Eu sou o homem que você amou por sete anos! Como pode me tratar assim por causa de um estranho?!"

Ao ouvir aquilo, eu realmente tive que rir:

"Gustavo, quantas vezes eu preciso repetir para você entender? Eu, Isadora, não quero mais você."

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Ao ver que eu segurava a mão de Thiago para ir embora, as lágrimas nos olhos de Gustavo finalmente transbordaram.

"ISADORA!!!!"

Ele gritou meu nome com o peito dilacerado.

Ele segurou meu pulso, mas com uma delicadeza tão extrema que me deu a ilusão ridícula de ser tratada como um tesouro precioso.

Nossos olhos se encontraram.

Eu nunca tinha visto uma expressão tão desolada no rosto dele.

Ele me olhou com uma humildade absoluta:

"Eu te peço perdão, Isadora. Eu não deveria ter batido no seu amigo. Me desculpa, de verdade... você pode me bater, pode me xingar, faça o que quiser. Eu não queria te deixar triste, só queria que você soubesse que eu realmente não amo a Luna..."

Enquanto ele falava, Luna — com o rosto e os olhos inchados — rastejou até os pés dele, incrédula.

Quando ela ia soltar um grito, Gustavo simplesmente pisou no rosto dela contra o chão e a chutou para longe sem piedade.

"Isadora, eu vou demitir a Luna agora mesmo. Ou, se você quiser, eu faço ela desaparecer para sempre, pode ser? Eu prometo que nunca mais terei nenhuma assistente mulher, eu vou..."

Suspirei do fundo do meu ser e o interrompi:

"Não precisa me dizer nada disso. Eu realmente não me importo."

Gustavo estancou por um segundo, balançando a cabeça levemente, com a voz trêmula:

"Isadora, você se importa comigo. Eu sei. Você só está decepcionada com o que eu fiz no passado. Mas agora eu entendi o que fiz de errado. Se você me der apenas uma chance, eu juro que vou mudar..."

"Gustavo, vou dizer pela última vez: nós terminamos."

Dito isso, voltei para o camarote com Thiago.

Como se nada tivesse acontecido, deixei a música tocar e continuei a festa.

Dois meses depois, tarde da noite.

Acabei atendendo uma ligação de um número desconhecido.

Era Gustavo. Com um tom de voz que misturava riso e amargura, ele foi direto ao ponto:

"Nós... nós tivemos um filho, não tivemos?"

Dava para notar pelo tom dele que estava completamente bêbado.

Além disso, havia um ruído de vento ao fundo da ligação.

Imaginei que ele finalmente tivesse encontrado os exames médicos que deixei para trás. Não havia por que esconder.

Por isso, não só admiti, como sorri genuinamente ao parabenizá-lo:

"Foi bom o bebê ter partido. Gustavo, você não era o homem que mais odiava ser prisioneiro de responsabilidades?"

Houve um longo silêncio do outro lado.

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