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《O Monumento do Amor》Capítulo 6

Abri meu celular, acessei o contrato de trabalho da empresa concorrente e o coloquei sobre a mesa, de forma clara, para que ele pudesse ver.

Como eu esperava, bastou um olhar para o conteúdo na tela para que o rosto de Gustavo ficasse subitamente pálido de raiva.

Gustavo sempre odiou traição mais do que qualquer coisa. Seja no trabalho ou na vida pessoal, ele seguia o lema: uma vez infiel, nunca mais utilizado.

Cruzei os braços e disse com naturalidade:

"Sr. Gustavo, eu sei que seu orgulho é grande. Mesmo que não sinta nada por mim, é difícil aceitar a palavra 'término' saindo da minha boca. Sendo assim, estou te dando a oportunidade de ser quem termina oficialmente. De agora em diante, não importa quem pergunte, direi que você me largou. Assim você fica satisfeito, não é?"

O tempo passava, segundo a segundo.

Como ele continuava em silêncio, perdi a paciência de continuar perdendo tempo. 

Quando fiz menção de levantar, a fúria no rosto de Gustavo transformou-se instantaneamente em um pânico impossível de esconder. 

Em sete anos de relacionamento, foi a primeira vez que ele usou um tom de desculpas comigo:

"Isadora, não vá. Eu sei... eu sei que andei muito focado no trabalho e acabei te negligenciando nesses últimos anos, por isso você está fazendo essa loucura. Não tem problema, eu não te culpo. É só pagar a multa rescisória. Se você prometer voltar comigo amanhã cedo, vou fingir que nada disso aconteceu. Isa, eu sinto muita falta da sua comida."

Ao mencionar minha comida, lembrei-me de uma manhã de trabalho, dois meses atrás. Gustavo me enviou uma mensagem do nada pedindo costelinhas ao molho de ameixa. Naquele dia, eu estava com fortes cólicas menstruais, mas peguei minha bicicleta sob um sol escaldante, fui ao mercado, comprei a carne mais fresca e voltei para casa com os lábios pálidos de dor.

Lutei contra o relógio para preparar uma marmita equilibrada antes do horário de almoço. 

Quando cheguei à porta da presidência, suando frio e com as pernas bambas, Gustavo estava saindo com Luna. 

Ao ver a marmita na minha mão, Luna a tomou de mim com entusiasmo, dizendo com aquela voz melosa:

"Obrigada, Isa! O meu 'docinho' adora a sua costelinha. É o prato favorito dele, depois de bisteca de porco."

"Docinho"... era o cachorro de estimação que Luna mantinha no escritório.

Enquanto Luna dava a minha comida para o cachorro na minha frente, Gustavo apenas me disse:

"Vou sair para almoçar com a Luna. Quando o 'Docinho' terminar, lembre-se de limpar a bagunça."

Voltando ao presente, olhei diretamente nos olhos dele e disse com clareza e calma:

"Gustavo, eu não vou voltar com você. O lugar onde meus pais estão é o meu verdadeiro lar. Além disso, é impossível eu me casar com você. Porque eu não te amo mais."

Gustavo pareceu em choque por um instante, então soltou uma risada amarga de puro nervoso:

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"Não me ama mais? Estamos separados há menos de uma semana e você já vem me dizer que superou o que sentia? Isadora, não acha que o que está dizendo é ridículo?"

Olhei para ele com desprezo, sem recuar um milímetro:

"Gustavo, o ridículo aqui é você. Você claramente já estava farto de mim, me tratava como alguém descartável. Você claramente prioriza a Luna, gosta dela a ponto de querer dar o mundo de presente. Por que você não admite logo que foi infiel e se apaixonou por ela? Prefere continuar se enganando, mantendo dois relacionamentos e desperdiçando a minha juventude dia após dia? Acha isso divertido?"

Após tantos anos, Gustavo estava acostumado com a minha doçura e obediência. 

Diante da minha argumentação implacável e inédita, o rosto dele passou do vermelho ao pálido. 

Somente quando os pratos servidos já estavam completamente frios é que ele falou, com a voz rouca e um tom de derrota:

"Isadora, você me entendeu mal. Eu juro que não fui infiel. Há algo que eu nunca te contei. Eu tive uma irmã que faleceu prematuramente. O nome dela era Beatriz... A primeira vez que ouvi a Luna me chamar de 'irmão', foi como se eu tivesse uma visão da Bia viva novamente. Por isso eu quis... eu quis satisfazer todos os desejos dela. Eu sei que você deve achar que é uma desculpa inventada, mas eu juro que não estou mentindo."

Para provar que Beatriz realmente existiu, Gustavo tirou do compartimento escondido da carteira a única foto que guardava com a irmã. 

Diante da explicação séria dele, apenas olhei para o relógio no celular e respondi friamente:

"O que a Luna representa para você é problema seu. Gustavo, a verdade é que, com ou sem Luna, eu teria terminado com você de qualquer jeito."

Dito isso, levantei-me. 

Dei apenas dois passos antes de sentir Gustavo segurando meu pulso com força.

 

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