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《A Traição das Cartas》Capítulo 3

Eu não ia me dar por vencida. Para mim, qualquer tipo de premonição era conversa fiada! Sem que ela visse, peguei meu celular e fiz um pedido de vários milkshakes por um aplicativo, e então desafiei: "Já que é assim, use seu tarô para descobrir o que eu acabei de comprar!"

Eu duvidava que, sem uma visão privilegiada e sob o olhar de todos, ela pudesse saber de tudo! No entanto, mais uma vez, eu a subestimei.

Bianca soltou um risinho, tirou duas cartas aleatórias e fez um bico de desdém. "A Helena comprou seis milkshakes, e um deles é de chá mate com limão." "Ah, só um aviso: o entregador vai chegar exatamente às onze e dez. E um dos copos tem gelo extra."

Minhas pupilas dilataram e minha pálpebra começou a tremer involuntariamente. Vanessa arrancou o celular da minha mão e, ao ver que o pedido era exatamente o que Bianca descrevera, sentiu-se vingada. "Estamos todos aqui, a Bia não tinha como ter olhado o seu celular! Isso prova que o dom dela é real!" "Helena! O que você tem a dizer agora?" "Você realmente queria roubar meu lugar!"

Bianca arqueou a sobrancelha, olhando para mim com diversão: "Tudo bem, Helena. O pessoal só quer que você peça desculpas para a Vanessa. Por que tanto drama?" "Peça desculpas!" "Peça desculpas para a Vanessa!"

Sob a pressão do grupo, tive que baixar a cabeça. Engoli a humilhação e falei entre dentes: "Sinto muito, Vanessa. Não tive a intenção de roubar seu crédito..."

Assim que terminei a frase, tive a nítida sensação de que o rosto da Bianca emitiu um brilho suave. Ela parecia ter ficado subitamente mais bonita. Provavelmente sentindo a mudança em si mesma, uma onda de alegria passou pelo rosto dela. Então, ela endureceu a voz: "Não é o suficiente!"

Ela não pretendia me deixar escapar. Seu tom era firme: "Você deve entregar o projeto inteiro para a Vanessa. Só ela tem o direito de ser a única responsável." "Caso contrário, seu pedido de desculpas não terá valor nenhum!"

Os olhos da Vanessa brilharam de ganância. "Exatamente. Se você me entregar todo o trabalho que fez até agora, eu acredito que seu arrependimento é sincero."

Apertei meus punhos com tanta força que as unhas quase furaram a pele. Eu queria dar um tapa em cada uma delas. Para aquele projeto, eu virei noites por uma semana inteira, fazendo inclusive a parte que a Vanessa se recusava a tocar. Todo o mérito deveria ser meu! Por que eu teria que entregar de bandeja?

Mas... Eu tinha prometido ao meu pai que, durante este ano na empresa, eu manteria o perfil baixo e não causaria problemas para ele. Respirei fundo e, com esforço, deixei as palavras saírem: "Tudo bem."

Lágrimas de frustração escorreram pelos meus olhos. Todo o meu esforço, jogado no lixo.

Vanessa finalmente relaxou a expressão e saiu liderando os outros colegas. Antes de sair, ainda me chamou de "falsiane". "Novatos devem saber o seu lugar! Eu tenho mais tempo de casa que você! Você deveria me ouvir!" "Pare de tentar subir pisando nos outros!" "Pois é! Que baranga invejosa. Notei que a Helena ficou mais feia agora, enquanto a Vanessa... parece que ficou até mais radiante..."

Fiquei ali, com os punhos cerrados e a cabeça latejando de dor. Bianca se aproximou nesse momento e, exibindo aquele rosto impecável, sussurrou no meu ouvido com um sorriso cruel: "E aí, Helena? Qual é a sensação de ver todo o seu suor escorrer pelo ralo?"

Segurei o braço dela com força, com vontade de esmagá-lo. "Por que você está fazendo isso comigo? O que eu te fiz?"

Ela mostrou a língua para mim, num gesto infantil e petulante. "Quem mandou você sempre agir como a 'garota de sucesso' do escritório?" "Sempre odiei gente como você, que faz os outros parecerem medíocres." "Quando você cair fora, eu vou ocupar o seu lugar!" "Então, vai continuar na empresa esperando eu e a Vanessa acabarmos com você?"

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