localização atual: Novela Mágica Moderno Vingança do Marido Traído Capítulo 15

《Vingança do Marido Traído》Capítulo 15

15

No dia seguinte, o edifício sede do Grupo Fontes pulsava com a agitação de sempre. Sentei-me em minha mesa de Vice-Presidente, processando a montanha de documentos que se acumulava.

Letícia enviou uma mensagem curta, contendo apenas um endereço e uma palavra:

Considere.

Desliguei o celular e pedi a Vitória que preparasse um arquivo especial intitulado "Diretrizes de Fluxo de Capital - Segundo Semestre". Superficialmente, o documento detalhava todos os planos de movimentação financeira do grupo; contudo, em seu código interno, inserimos um microvírus de rastreamento. Se alguém tentasse abrir e copiar os dados, sua localização e as informações do terminal seriam bloqueadas e enviadas para nós em tempo real.

Ao cair da tarde, tomei a iniciativa de encontrar Letícia. Escolhi um café em uma área movimentada, barulhenta o suficiente para não levantar suspeitas, mas aberta o bastante para monitorar os arredores. Usei um pouco de maquiagem para simular olheiras, parecendo exausto e atormentado.

— E então? Já se decidiu, Diretor Bernardo? — Letícia apareceu pontualmente, com uma expressão de triunfo relaxado.

Deslizei um envelope selado em sua direção. Minhas mãos tremiam levemente — uma atuação impecável.

— O que você quer está aqui. Mas tenho uma condição.

Os olhos de Letícia brilharam com uma ganância passageira ao ver o envelope.

— Diga, Diretor. Farei o que estiver ao meu alcance para satisfazê-lo. — Ela parecia ansiosa para tocar o papel.

— Assim que conseguir o dinheiro, você deve destruir todas as provas originais e jurar que nunca mais aparecerá na frente da minha irmã — sussurrei, com uma voz carregada de um desespero implacável.

— Sem problemas. Eu busco lucro, não uma guerra eterna com os Fontes — ela sorriu de forma hipócrita e pegou o envelope. Naquele momento, ela claramente se sentiu a vencedora. Achou que Bernardo era apenas um covarde que se deixou intimidar por algumas ameaças.

Mal sabia ela que, assim que saiu do café, o veículo de comando de Vitória já estava em movimento nas sombras.

— Alvo retirou o documento. Sinal de rastreamento normal — a voz fria de Vitória soou no meu ponto eletrônico.

Saí do café e vi Letícia entrar em um sedã discreto. Pelas horas seguintes, Vitória e sua equipe a seguiram como sombras. Letícia não voltou para seu escritório de advocacia; ela deu voltas pela cidade até entrar em um condomínio residencial antigo. Parou em um apartamento modesto por cerca de uma hora. Aquele, muito provavelmente, era o esconderijo temporário de Ricardo Lin após sair da prisão e o local onde guardavam todos os seus backups.

Às dez da noite, Isabela, acompanhada de uma equipe de segurança de elite, já cercava todas as saídas do condomínio. Do outro lado, eu recebia o monitoramento em tempo real do departamento técnico do Grupo Fontes. Letícia havia aberto o arquivo e conectado a um servidor externo para iniciar a transferência.

— Começar captura — ordenou Isabela.

PUBLICIDADE

O silêncio do condomínio foi quebrado pelo som frenético de passos coordenados. Quando Isabela arrombou a porta, Letícia estava diante da tela do computador, observando com euforia a barra de carregamento dos dados. No entanto, ao atingir 99%, a barra subitamente se transformou na imagem de uma enorme caveira vermelha.

“Bem-vinda.”

— Uma frase irônica em letras garrafais surgiu na tela.

Letícia virou-se bruscamente, encontrando o rosto gélido de Isabela e uma falange de homens de preto atrás dela.

— Letícia Lin... você realmente achou que a família Fontes cairia no mesmo truque duas vezes? — Isabela caminhou calmamente e fechou o laptop dela com um estalo.

Letícia estava pálida, mas ainda tentou resistir.

— Isabela Fontes! Você ousa me tocar? Eu configurei essas provas para envio automático! Se algo acontecer comigo, todo o Grupo Fontes será enterrado comigo! — ela gritou, como uma fera acuada.

Nesse momento, empurrei a porta e entrei lentamente. Joguei um pen drive reserva diante dela.

— Letícia, os arquivos que você acabou de copiar serão enviados, sim. Mas o destinatário não é a imprensa, nem o governo. É um servidor espelho falso que criamos.

— No processo, cada operação sua nos ajudou a descriptografar o sistema de contas ilegais que seu pai deixou no exterior há quinze anos. Obrigado por nos devolver o acesso total aos ativos que vocês desviaram.

Aproximei-me dela, observando seu rosto distorcido pelo horror.

— Quanto às "provas" que você diz ter... sinto muito. — Tirei do bolso um protocolo judicial. — Aqueles registros fazem parte de um relatório de auditoria interna que minha irmã entregou voluntariamente aos órgãos reguladores há três anos. O processo está legalizado e todas as multas foram pagas. Ela manteve essas brechas abertas apenas para atrair "peixes grandes" como você e seu pai.

Letícia desabou no chão, a última luz de esperança se apagando em seus olhos. Ela passou a vida planejando, apenas para ser derrotada pelo "peão" que ela mais desprezava.

— Levem-na. Entreguem-na à polícia — a voz de Isabela era indiferente, como se estivesse descartando lixo.

Enquanto Letícia era levada, vi as estrelas brilharem novamente pela janela. Isabela aproximou-se e colocou a mão no meu ombro.

— Está cansado, Bernardo?

Balancei a cabeça, com um sorriso de alívio genuíno.

— Não, irmã. Na verdade, sinto que o ar finalmente está puro.

Ao longe, o som das sirenes se distanciava. Aquela disputa de quinze anos finalmente encontrou seu desfecho naquela noite.

Heloísa Cavalcante, Thiago Costa, Ricardo Lin, Letícia Lin. Todos aqueles que tentaram controlar minha vida e pisotear minha dignidade acabaram se tornando apenas degraus na minha nova jornada.

Virei-me e olhei para o edifício iluminado do Grupo Fontes ao longe. O futuro, agora sim, era o meu verdadeiro campo de batalha.

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia