localização atual: Novela Mágica Moderno Vingança do Marido Traído Capítulo 7

《Vingança do Marido Traído》Capítulo 7

07

Do outro lado da linha, Isabela Fontes permaneceu em silêncio por intermináveis dez segundos. Foi um hiato tão longo que cheguei a pensar que ela desligaria, como costumava fazer antigamente.

Então, sua voz grave ressoou novamente, despida de qualquer sarcasmo, restando apenas uma agudeza gélida.

— Ela ousou tocar em você?

— Sim.

— Mande-me a sua localização.

As palavras dela foram secas, diretas, sem emoções desnecessárias.

— Isabela... — eu tentei dizer algo mais.

— O resto é comigo — interrompeu ela. — Lembre-se de uma coisa: a partir de hoje, se o céu desabar, sua irmã estará aqui para segurá-lo. Ninguém mexe com a nossa família e sai impune.

Ela desligou. Segurei o celular sentindo uma onda de calor emanar do peito, dissipando instantaneamente todo o frio e o medo que me cercavam.

Essa era minha irmã, Isabela Fontes. Não éramos filhos da mesma mãe; ela era fruto do primeiro casamento do meu pai, e eu, do segundo. Nunca fomos próximos. Ela sempre foi selvagem, indomável, e saiu de casa ainda adolescente para trilhar o próprio caminho. Todos diziam que ela era uma "causa perdida", a ovelha negra.

Só eu sabia que Isabela era uma tigresa adormecida. O verdadeiro império da família Fontes não residia nos negócios lícitos que apareciam nos jornais, mas nas zonas cinzentas, nos bastidores onde o poder real é exercido. Meu pai estava velho e já não conseguia controlar tudo. E eu... eu nunca fui talhado para esse mundo. Isabela era a única sucessora legítima escolhida por ele.

Há três anos, quando insisti em me casar com a então remediada Heloísa Cavalcante, meu pai e Isabela foram terminantemente contra. Isabela chegou a voltar de viagem apenas para me confrontar. Ela me encurralou no quarto e perguntou friamente: "O que você viu nela?".

Eu respondi: "Vi a ambição dela, a recusa em ser comum".

Isabela soltou uma risada de desprezo: "Você viu a si mesmo, Bernardo. Viu nela a sombra do que você deseja ser, mas não consegue. Não seja idiota, mulheres como ela só servem para dividir a miséria, não a glória. Assim que ela chegar ao topo, você será o primeiro a ser descartado".

Cego de paixão, ignorei cada palavra. Discutimos feio. No dia do casamento, ela não apareceu. Apenas mandou um cartão com dez milhões de reais e um bilhete:

"Este é o seu último bote salva-vidas. Quando quiser voltar atrás, me ligue."

Passei três anos sem tocar em um centavo daquele dinheiro, recusando-me a admitir meu fracasso. Até hoje. Agora, percebo que cada palavra de Isabela era a mais pura verdade.

Enviei o endereço da casa do Cadu para ela e disse calmamente ao meu amigo:

— Cadu, pegue suas coisas. Vamos mudar de lugar.

Cadu, vendo minha expressão solene, não fez perguntas e começou a arrumar as malas imediatamente. Mal terminamos de fechar os zíperes, a campainha tocou. Não foi um toque frenético, mas três batidas ritmadas e firmes.

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Olhei pelo olho mágico. Do lado de fora, estava uma mulher desconhecida de terno preto, postura impecável e um semblante gélido, usando um ponto eletrônico no ouvido. Ela pareceu notar minha vigilância, inclinou levememente a cabeça e disse para o nada:

— Dona Isabela, o alvo está seguro lá dentro.

Senti um alívio imediato. Abri a porta.

— Senhor Bernardo — disse a mulher com reverência. — A Dona Isabela nos enviou para escoltar o senhor e seu amigo.

— Onde está minha irmã? — perguntei.

— Ela está resolvendo algumas pendências. Nossa ordem é garantir sua segurança absoluta.

Enquanto ela falava, notei vários outros homens de terno preto posicionados no corredor e nas escadas. O andar inteiro estava sob controle. Cadu estava boquiaberto, puxando minha manga.

— Bê... que porra é essa? Desde quando você conhece gente tão pesada?

— Ela é minha irmã — resumi.

Descemos acompanhados pela escolta. Lá embaixo, uma fileira de sedãs pretos de luxo aguardava. A imponência do comboio fazia os pedestres desviarem o olhar. Entramos no carro principal e, ao partirmos, olhei pelo vidro traseiro. Vi algumas vans discretas tentando nos seguir, mas os seguranças já agiam pelo rádio.

— Alvos morderam a isca. Grupo A mantém a escolta, Grupo B faz a limpeza da área.

Fechei os olhos, recostando-me no banco de couro. Eu sabia que os capangas que Heloísa enviou teriam uma noite tenebrosa.

O carro parou diante de um clube privado com segurança máxima. Fomos levados para a suíte presidencial no último andar. O luxo era surreal, com uma vista deslumbrante da cidade iluminada. Assim que os seguranças saíram, Cadu explodiu.

— Bernardo Fontes! Pode começar a falar! Quem é você de verdade? Sua irmã é o quê, uma chefe da máfia? Isso é surreal!

— Calma, Cadu. Eu continuo sendo o Bernardo, seu melhor amigo. Quanto à minha irmã... — sorri. — Você não passou longe da verdade.

Cadu ia perguntar mais, mas meu celular tocou. Era a Dra. Fabiana.

— Senhor Bernardo — a voz dela estava elétrica. — Notícias inacreditáveis! Os advogados da Heloísa acabaram de entrar em contato. Eles aceitam

todas

as nossas condições sem questionar! Estão implorando para retirarmos todas as ações e denúncias imediatamente.

Eu paralisei por um segundo. Tão rápido? Haviam se passado menos de duas horas desde minha ligação para Isabela.

— O que aconteceu? — perguntei.

— Eu não sei — respondeu a Dra. Fabiana, confusa. — A atitude deles mudou da água para o vinho. O tom de voz deles transparecia... puro terror. Estão desesperados para assinar, como se tivessem medo de que mudássemos de ideia.

Eu entendi na hora. Foi a Isabela. Ela deve ter usado algum método devastador para esmagar a barreira psicológica de Heloísa.

— Dra. Fabiana, diga a ela uma coisa — minha voz soou fria como gelo.

— É tarde demais. Agora, sou eu quem não quer mais o divórcio consensual.

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