Rafael a segurou em seus braços, seu olhar fixo no rosto pálido de Serena. "Você escolheu bem a hora."
No entanto, a mulher em seus braços não reagiu.
Rafael gradualmente percebeu que algo estava errado. Com uma mão segurando a cintura de Serena, a outra tocou sua testa.
Um momento depois, ele franziu as sobrancelhas: "Mulher boba, está com febre e nem sabia!"
Nem consegue se cuidar direito, como entrou na Aliança Médica?
Rafael a carregou em seus braços em direção aos quartos.
Sua ferida ainda não estava curada, e Serena estava inconsciente. Depois de alguns passos, Rafael já sentia gotas de suor escorrendo de sua testa pela dor, a ferida quase se abrindo novamente.
"Você planejou bem as coisas", ele murmurou, olhando de soslaio para a porta ao lado.
Hm, ela desmaiou bem na frente do meu quarto!
Rafael levou-a direto para seu quarto. Mal a havia deitado na cama, seu celular tocou.
Do outro lado da linha, a voz de Obsidian era fria, como a de uma máquina sem emoções:
"Sr. Duarte, rastreei a área, mas não encontrei a mulher. Todas as deduções anteriores precisam ser refeitas."
Rafael tirou os sapatos de Serena e disse: "Te dou mais um mês."
"Sim", Obsidian respondeu. "Se falhar, cortarei um dedo."
Rafael desligou a ligação, seu olhar caindo sobre os pés de Serena.
Aquela mulher, normalmente tão arisca, tinha pés pequenos e delicados.
Naquele momento, desmaiada, com os olhos fechados, até mesmo a pequena marca de beleza perto de seus olhos que normalmente a tornava tão cativante parecia mais discreta, dando-lhe uma aparência inocente.
Seus dados diziam que ela tinha 24 anos, mas sua aparência era de pouco mais de vinte.
Rafael se levantou para buscar a caixa de primeiros socorros.
Revolvendo o conteúdo, encontrou o remédio para febre e foi buscar um copo d'água.
Serena continuava adormecida, imóvel, até que Rafael a ergueu.
Ele a apoiou contra seu peito e levou o comprimido até os lábios dela.
"Amargo..." Serena murmurou, instintivamente. "Não quero."
Sua voz soava um pouco melosa, suave, de uma forma inexplicavelmente provocante.
"Quer que eu aplique uma injeção?" Rafael sussurrou, baixando a voz. "Quer que eu dê uma palmada em você?"
Serena começou a acordar quando o remédio escorregou para sua boca. Ao ouvir a voz do homem, seu instinto de alerta foi acionado.
Ao abrir os olhos, encontrou o rosto de traços definidos de Rafael.
Serena franziu levemente as sobrancelhas, seus pensamentos ainda confusos. "Onde estou?"
Em seguida, tentou cuspir o remédio para febre: "Não vou tomar..."
Mas antes que pudesse terminar, Rafael, ao seu lado, de repente tomou um grande gole d'água, virou o rosto e prendeu os lábios de Serena.
Com febre e fraca, além da mente nebulosa, Serena não resistiu quando ele abriu seus lábios.
Então, ela sentiu o sabor amargo ser levado por ele, mas em seguida deslizar garganta abaixo.
Água fresca seguiu, limpando qualquer gosto residual.
Foi só então que Serena percebeu o que acontecera e mordeu.
Mas Rafael, como se tivesse previsto sua reação, afastou-se rapidamente.
Ele olhou para ela, claramente descontente. "É assim que você trata seu salvador?"
Serena rosnou: "Salvador? É só uma febre, não vou morrer por isso!"
Mas conhecer
ele
quase tinha custado sua vida!
"Você tem medo de coisas amargas?" Rafael perguntou, como se tivesse adivinhado algo.
Serena realmente detestava o gosto de remédios, especialmente os comprimidos.
Por causa de seus problemas de saúde, quando era aprendiz de seu mestre, tomava remédios como se fossem refeições. Houve um ano em que quase perdeu o paladar para qualquer outro sabor.
Portanto, se pudesse tomar uma injeção, jamais tomaria comprimidos.
"Se eu tiver febre, deixo passar sozinha", Serena disse.
"Hm, se você morrer na minha casa, vai estragar o feng shui do lugar", Rafael respondeu. Em seguida, soltou Serena, apoiando-a na cabeceira da cama, e virou-se para sair.
Ele está bravo?
Enquanto Serena se perguntava, viu Rafael voltar rapidamente.
Ele trazia algo em suas mãos, com uma expressão um tanto constrangida. "Toma."