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《Três Filhos, Um Segredo e Uma Vingança》Capítulo 37 — Os Dois Homens Ciumentos Vão Acabar se Batendo

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Ao ouvir o jeito como Heitor chamou Serena, uma vontade de matar inundou os olhos de Rafael num instante.

Ele deu um passo para frente: "Sai da frente."

Heitor não se moveu um milímetro, o sorriso sem a menor cerimônia: "Essa é a minha casa. Quem devia sair era você."

"Sua casa?" Rafael ficou com o olhar de gelo. Chamou Gabriel: "Tira ele daqui."

Atrás de Rafael, dois seguranças avançaram um passo, formando um cerco em volta de Heitor.

Heitor não ficou nem um pouco intimidado. Jogou a toalha para trás e ficou na postura de quem vai entrar na briga mesmo.

Foi então que uma voz feminina e preguiçosa cortou a tensão que estava a um segundo de explodir.

Serena apareceu na porta: "O que é todo esse barulho?"

E então se deparou com o olhar de Rafael, que parecia capaz de fatiá-la em mil pedaços.

Por dentro Serena ficou surpresa. Esse homem tinha saído do hospital e em vez de descansar estava saindo por aí?

E com essa aparência, parecia ter se recuperado bem.

"É o Sr. Duarte!" Ela curvou os lábios num sorriso e virou para Heitor, que estava fazendo de guarda-portão: "Para de bloquear o Sr. Duarte, Heitor. Visita é visita, entra pra sentar."

Heitor não se mexeu. O olhar que pousou em Serena ficou sério, com algo complexo no fundo.

Serena sentiu um cansaço leve por dentro.

Esses senhores. Um mais difícil de lidar que o outro.

Ela não estava bem e não tinha energia para assistir a uma briga.

"Tá bom, entram os dois e falam dentro, ou então os dois saem pra fora." Ela disse.

Heitor estaladou os nós dos dedos devagar, num crac satisfatório, e aí entrou de lado com uma calma que era toda afetação.

Pela Serena dele que não estava bem, ele cedeu para o tal Duarte por enquanto.

Rafael também entrou. O olhar varreu o apartamento e então ele foi sentar bem no meio do sofá, com uma naturalidade de dono do lugar que não tinha nada de visitante.

Henrique tinha ouvido a movimentação e saído. Viu que era Rafael e foi até ele: "Papai."

Rafael levantou uma sobrancelha. O filho estava comportado hoje. Fazer isso na frente de outro homem era dar pontos pro pai.

Abraçou o filho com o braço largo e colocou-o no joelho.

O peito ainda doía, mas Rafael não deixou transparecer nada.

"As empregadas foram de folga. O Sr. Duarte quer beber alguma coisa?" Heitor tinha mudado completamente o tom, e estava sendo a cordialidade em pessoa.

Rafael curvou os lábios num sorriso frio. Hm. Fazendo de dono da casa.

Sem se dignar a responder para Heitor, virou para Gabriel: "A janta hoje vai ser macarrão."

Gabriel ficou com dor de cabeça, mas manteve o rosto no neutro.

Acenou com um sorriso para Serena e foi para a cozinha sob os olhares de todos.

Serena ficou olhando para o teto.

Esse homem realmente não estava se sentindo visita em nenhum momento.

Rafael estava completamente à vontade, e perguntou para Serena: "Com fome? A massa do Gabriel é boa."

Serena bocejou: "Primeiro o tratamento do Quinho!"

Ela estava com sono de verdade. Ultimamente com a saúde abalada, e queria logo tratar Henrique e mandar esse homem embora.

Só que o bocejo dela, nos olhos de Rafael, teve uma interpretação diferente.

Os olhos dele se fecharam por um instante, e ele já estava levantando com Henrique pela mão, andando em direção ao quarto.

Serena não pensou demais, foi logo para o quarto das crianças.

Rafael ia entrar no quarto quando Heitor apareceu no caminho.

Heitor estendeu o braço: "O Quinho pode entrar. O Sr. Duarte fica aqui pra a gente bater um papo."

Rafael estreitou os olhos. Estava prestes a ignorar a ferida.

Mas o menino ao lado deu um passo à frente.

Ergueu o olhar para Heitor e abriu a boca: "Tio Heitor, seu cabelo ficou bagunçado."

Heitor levou um susto. Era a primeira vez que aquela criança falava com ele.

Mas no segundo seguinte, Rafael já tinha passado por cima dele, puxando Henrique pelo corredor até o quarto.

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