localização atual: Novela Mágica Fantasia O Favo​ & O Cão de Guarda​ Capítulo 2

《O Favo​ & O Cão de Guarda​》Capítulo 2

Dizem que, depois de ser mordido por uma cobra, a pessoa passa dez anos temendo até uma corda.

Ninguém imaginava que eu criaria outro filhote de lobo.

No início, o dono da arena subterrânea me apresentou uma grande variedade de metamorfos.

Mas eu olhei um por um.

E nenhum me agradou.

Comecei a me irritar e decidi ir embora.

Quando estava prestes a virar o corredor e sair dali,

uma mão coberta de sangue se estendeu de uma jaula no canto e segurou minha bota.

Inclinei a cabeça.

Meu olhar desceu.

Já vi inúmeros metamorfos à beira da morte.

A maioria enlouquece, perde a razão… ou implora de forma miserável.

Mas, inesperadamente,

em meio ao sangue sujo e à luz fria,

o que vi foi um par de olhos negros.

Teimosos.

Límpidos.

Ele disse que queria ser meu cachorro.

Desde que eu lhe desse algo para comer.

Olhei de relance para a etiqueta da jaula.

— Defeituoso.

O dono, que estava falando sem parar ao meu lado, empalideceu na hora.

Levantei levemente o pulso, impedindo-o de se aproximar.

Retirei a luva de couro preta.

E me agachei lentamente.

Na arena subterrânea, sempre impregnada com cheiro de ferro e podridão,

um único feixe de luz caía exatamente sobre a ponta dos meus dedos.

Ergui o queixo dele.

E o examinei com atenção.

Se ele tivesse visto como eu escolhia meus metamorfos,

saberia o quão exigente eu era.

E, no estado em que ele estava,

mal se sustentando, à beira da morte,

não tinha nenhuma chance.

O coração dele batia com força no peito.

Ele conseguia ouvir cada respiração sua.

Três minutos de avaliação

pareceram durar um século.

E, ainda assim, ele não conseguiu encontrar nenhuma emoção no meu rosto frio.

Quando o brilho nos olhos dele começou a desaparecer,

eu arqueei levemente a sobrancelha.

— Quer vir comigo?

As orelhas caídas de lobo se ergueram num instante.

Ele começou a balançar o rabo como um cachorro, desesperadamente.

Os olhos queimavam como se uma chama tivesse sido acesa dentro deles.

Esfregava-se contra meu pulso, repetindo com urgência:

— Quero.

Quero ir com você.

Quero ser seu.

Quero ser seu cachorro.

Quero ser leal a você a vida inteira.

Nunca te trair.

Ótimo.

Era exatamente o tipo de coisa que eu gostava de ouvir.

Olhei para o dono, que estava tremendo de nervoso ao lado.

E disse, com indiferença:

— Fico com ele.

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