localização atual: Novela Mágica Fantasia O Favo​ & O Cão de Guarda​ Capítulo 1

《O Favo​ & O Cão de Guarda​》Capítulo 1

O metamorfo que eu criei me enfrentou por causa de uma filha ilegítima.

Com o rosto frio, eu desferi oitenta e oito chicotadas nele.

Os comentários surgindo na minha visão praticamente explodiram em “99+”.

【Meu Deus! Essa mulher enlouqueceu de ciúmes? Ela tá batendo pra matar mesmo!】

【Qual a diferença disso pra tratar o protagonista como um cachorro? Isso é abuso, porra! Não é à toa que ele salvou a bastarda e não você!】

【Se não fosse ela sempre ameaçando e pressionando, ele já teria ido embora faz tempo!】

Ameaçar?

Ameaçar… um cachorro desleal?

Fiquei em silêncio por um longo tempo. Então soltei um riso baixo e ordenei que jogassem todas as coisas dele fora.

Logo em seguida, fui ao submundo das arenas e escolhi um novo filhote de lobo.

Até que, meio mês depois, ao descobrir a notícia, ele veio correndo sob a chuva, direto da casa da bastarda.

Agarrou meu braço com força, os olhos vermelhos, a voz trêmula:

— Você… realmente criou outro metamorfo?

1. 

Quando levei aquele filhote coberto de sangue para casa,

o silêncio tomou conta da mansão.

Ninguém esperava que, depois das ameaças que fiz no dia anterior, eu realmente traria outro metamorfo no dia seguinte.

O mordomo Augusto quase deixou cair um vaso por causa do tremor nas mãos. Recuperou-se às pressas e veio até mim, perguntando onde eu queria acomodá-lo.

Lancei-lhe um olhar de lado.

— Onde você acha que deve ser?

Metamorfos precisam ser treinados pessoalmente.

Então o quarto só poderia ficar ao lado do meu.

Ele hesitou:

— E… as coisas que já estão naquele quarto…?

— Jogue tudo fora.

Agora todos sabiam.

O metamorfo que eu criei por dez anos me enfrentou por causa de uma filha ilegítima.

E, quando nós dois caímos na água, ele nem hesitou antes de nadar na direção dela.

Ontem à noite, eu reprimi minha fúria e desferi oitenta e oito chicotadas nele.

Mas, mesmo com o sangue escorrendo, ele manteve o rosto rígido, sem emitir um único som.

Eu estava encharcada, a palma da mão ardendo.

Até que o último golpe caiu com força.

Ele cuspiu um bocado de sangue.

— Fala! — ordenei friamente.

Ele finalmente levantou a cabeça.

Seus olhos estavam completamente vazios.

— Falar o quê? O que a senhorita quer ouvir?

Mesmo sabendo que eu estava furiosa, ele continuou me provocando, frase após frase:

— Minha vida foi comprada por você. Meus ossos foram quebrados e reconstruídos por você. As regras foram gravadas na minha carne por você. E agora… o metamorfo que você mesma criou não te obedeceu. Isso feriu seu orgulho?

Achei ridículo.

Ele sabia que tinha sido moldado por mim.

E ainda assim, no momento decisivo, escolheu salvar aquela garota que queria disputar a herança comigo.

A noite ao redor era densa como tinta.

Ele curvou levemente os lábios.

— De qualquer forma, sempre tem gente ao seu redor. Você não precisa de mim.

— Não preciso de você?

Soltei uma risada curta.

— Victor Montenegro, não esqueça por que eu te criei.

O olhar dele era frio, quase zombeteiro.

A postura, orgulhosa.

— Eu nunca entendi o que se passa na sua cabeça.

— Só sei que a senhorita está sempre no topo, cercada de gente. Naquele momento, havia inúmeras mãos estendidas para você… mas atrás dela, não havia ninguém.

— Talvez a senhorita nunca tenha sentido o que é estar prestes a se afogar e só ter um último recurso para se agarrar.

— Eu já senti. E naquela cena… só eu percebi ela.

O vento noturno era frio até os ossos.

Sorri com sarcasmo.

— E daí?

Os olhos dele ficaram afiados.

Cada palavra, clara:

— Ela só tem a mim.

Só você?

A absurdidade se espalhou diante dos meus olhos.

Durante meio minuto de confronto silencioso, ele não recuou um único passo.

Soltei um riso curto, pressionando a bochecha com a língua.

— Quer ser o cachorro dela?

— Pode ser.

— Eu mesma te levo até lá.

O orgulho e a ferocidade de um lobo não permitem tal humilhação.

Mas eu fiz questão de humilhá-lo assim mesmo.

Naquela mesma noite, dirigi até a casa alugada de Sofia Almeida.

Quando o chutei para fora do carro, ele apenas franziu levemente a testa.

Depois, suportando a dor das costas ensanguentadas, levantou-se devagar.

Arrastando a perna, mancando, seguiu em direção à casa iluminada.

As costas retas.

Frias.

Orgulhosas.

Sem nunca abaixar a cabeça.

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