《O Herdeiro Escondido e a Traição da Amante》Capítulo 16

A coletiva de imprensa não foi longa.

Leonardo apenas fez uma breve aparição, anunciando oficialmente ao público que havia assumido o cargo de novo CEO do Grupo Rocha.

Os flashes não paravam.

Todas as câmeras estavam voltadas para ele.

Seu passado e seu presente eram ampliados diante de todos.

Alguns jornalistas fizeram perguntas incisivas.

Ele respondeu com calma.

Sempre controlado, elegante.

Impecável.

Entre a multidão—Isabella estava escondida.

Seu corpo tremia de emoção.

Ela não conseguia acreditar no que estava vendo.

Procurou por ele durante tanto tempo…mas nunca encontrou nenhum rastro.

Os dias sem Leonardo…foram piores do que o inferno.

Daniel havia “cometido suicídio por culpa”.

A opinião pública se voltou completamente contra ela.

Seu pai rompeu qualquer relação.

Ela foi perseguida pela mídia.

Aquelas pessoas que antes a respeitavam…agora a evitavam, ou até a pisoteavam.

Naqueles momentos…ela só conseguia pensar—se Leonardo estivesse ali…nada disso teria acontecido.

Ele sempre a protegeria.

Sempre a colocaria atrás dele.

Se ele estivesse lá—

seu pai não teria ousado tratá-la daquela forma.

E a empresa… ainda seria dela.

Em uma única noite—

ela caiu do topo…para alguém desprezado por todos.

Ela já não tinha coragem nem de mostrar o rosto em público.

Da última vez que viu o pai, ele disse apenas uma coisa:

— Se o Leonardo ainda estiver disposto a te ajudar… você pode voltar para a família.

Mas…ele ainda ajudaria?

Quando viu a notícia de que o Grupo Rocha havia encontrado o filho perdido—

Isabella ficou atônita.

Ela nunca imaginou…

que um dia Leonardo estaria em uma posição inalcançável para ela.

De repente, lembrou daquela ligação.

O Grupo Rocha só ajudou porque era por causa dele.

Ou seja—ele sempre soube quem era.

E mesmo assim… nunca contou.

Isabella olhava para o homem diante dela.

Confiante.

Brilhante.

Familiar…

e, ao mesmo tempo, completamente estranho.

Ele já não era mais o Leonardo que viveu com ela.

A coletiva terminou.

Leonardo saiu diretamente do local.

Isabella correu atrás dele.

Agarrou seu braço.

— Leo! Sou eu!

— Eu te procurei por tanto tempo!

O corpo dele enrijeceu por um instante.

Ele se virou.

Retirou o braço com calma.

E a olhou.

Frio.

Ela estava muito mais magra.

Seus olhos… sem vida.

Seu rosto… já não tinha a luz de antes.

— Leo… por que você não fala nada?

— Você ainda está bravo comigo?

— Me desculpa… eu errei… me deixa compensar… você pode me perdoar?

As lágrimas começaram a cair.

Antes…bastava ela chorar—

e ele imediatamente a consolava.

Mas agora—

ele apenas a observava.

Como se ela fosse uma desconhecida.

— Isabella.

A voz dele era calma.

— Nós não temos mais nada a ver um com o outro.

— Não!

Ela deu um passo à frente.

— Você disse que nunca me abandonaria!

— Foram oito anos… você pode esquecer tudo isso?

Leonardo sorriu.

Um sorriso frio.

— Isabella…como você ainda tem coragem de falar do passado?

— Eu já estive disposto a morrer por você.

— Você pediu para eu ir ao Sudeste Asiático… e eu fui, sem hesitar.

— Trabalhei por você durante três anos.

— E como você me pagou?

A voz dele ficou mais baixa.

— Você permitiu que o Daniel usasse minha irmã como cobaia.

— Você sabia o quanto ela era importante para mim.

— Ele disse que fui eu quem drogou ele… e você acreditou.

— Ele fingiu que a mão estava destruída…e você mandou destruir a minha.

Ele olhou para o rosto dela, coberto de lágrimas.

E riu.

— Agora que você foi expulsa da família… lembra de mim?

— Me diz… como eu deveria te perdoar?

Isabella deu um passo para trás.

Sua respiração falhava.

Ela caiu no chão.

Leonardo não olhou para ela novamente.

Entrou diretamente no carro de luxo estacionado ao lado.

Isabella viu—dentro do carro, havia uma garota.

Ela olhava curiosa para fora.

Leonardo levantou a mão.

Cobriu os olhos dela suavemente.

E fechou a janela.

Sem sequer olhar para trás.

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