《O Herdeiro Escondido e a Traição da Amante》Capítulo 15

O olhar de Leonardo se tornou afiado.

Ele desligou o telefone e imediatamente rastreou a localização de Camila.

Da última vez que se encontraram, temendo que ela fugisse de novo e se colocasse em perigo, ele havia instalado discretamente um sistema de localização no celular dela.

O ponto apareceu instantaneamente na tela.

Sem dar explicações, Leonardo saiu apressado sob os olhares surpresos das pessoas ao redor.

No andar mais alto, na área VIP—

seguranças de preto guardavam a entrada desde o elevador.

Assim que Leonardo saiu, foi barrado.

— Este andar foi reservado por um convidado especial hoje. Por favor, se retire.

Leonardo lançou um olhar frio.

E avançou.

Um soco.

Outro.

Em poucos segundos, derrubou todos.

Ele caminhou direto até a última sala.

Antes mesmo de chegar, ouviu o choro desesperado de Camila.

— Me solta! Eu não vou me casar com você! Mesmo que eu morra, nunca vou gostar de você!

— Se você encostar em mim, meu pai não vai te perdoar! Você só vai casar com um cadáver!

O coração de Leonardo se rasgou.

Ele arrombou a porta com um chute.

O vento frio invadiu o ambiente.

Camila estava perto da janela, com as roupas desordenadas, o rosto molhado de lágrimas, tentando afastar o homem que avançava sobre ela.

A mente de Leonardo ficou em branco.

Toda sua razão… desmoronou naquele instante.

— Leonardo!

O grito dela saiu quebrado.

O homem olhou Leonardo de cima a baixo, com desprezo.

— Então é você? Quer atrapalhar?

— Eu sou o noivo dela. Tenho todo o direito de estar com ela.

— Melhor não se meter…

Antes que terminasse—

o punho de Leonardo já havia atingido seu rosto.

Ele pegou um abajur e o quebrou contra a cabeça do homem.

Com um chute, esmagou suas costelas.

— Aaaah!

O grito foi agonizante.

Diante de Leonardo, ele não teve chance de reagir.

Leonardo se virou.

Tirou o próprio casaco e envolveu Camila.

O corpo dela tremia.

Ela se lançou nos braços dele, chorando sem controle.

Leonardo a abraçou com firmeza.

Sua voz, pela primeira vez em muito tempo, era suave.

— Calma… estou aqui.

— Ninguém vai te machucar.

Ele a levou para fora.

No carro, quando chegaram à casa da família Duarte, Camila agarrou seu braço com força, recusando-se a descer.

Leonardo abaixou o olhar.

Viu seus cílios tremendo, a mão ainda fria.

Sem dizer nada, pediu ao motorista que desse meia-volta.

Eles voltaram para a casa da família Rocha.

Camila parecia uma criança assustada.

Não se afastava dele nem por um instante.

Leonardo passou os dedos ásperos pelo canto dos olhos dela, enxugando as lágrimas.

— Dorme.

— Eu fico aqui. Não vou a lugar nenhum.

Os olhos dela estavam úmidos.

Sem segurança, segurou a mão dele com força.

Aos poucos, sob sua presença, adormeceu.

Na manhã seguinte—

Camila acordou em um quarto desconhecido.

Ficou atônita por um momento.

Então, lembrou-se de tudo o que havia acontecido.

Seu coração afundou.

Quase queria desaparecer de vergonha.

Ela… tinha se agarrado a Leonardo e se recusado a ir embora.

O que ele pensaria dela?

Será que acharia que foi de propósito?

Depois de hesitar por muito tempo, ela finalmente desceu.

Leonardo acabava de sair do escritório.

Os olhares se encontraram.

O rosto dela ficou vermelho imediatamente.

— Sobre ontem… obrigada por me salvar.

— E por me deixar ficar.

Sua voz era baixa.

Ela nem ousava encará-lo.

Leonardo levantou a mão e bagunçou levemente o cabelo dela.

— Tenho uma coletiva agora.

— Depois eu te levo para casa, tudo bem?

Camila assentiu apressadamente.

— Então fica no carro e me espera.

— Não sai de lá.

O carro parou em frente ao local do evento.

Antes de sair, Leonardo deu algumas instruções ao motorista.

Talvez percebendo a insegurança dela—

ele tocou de leve a cabeça dela.

Como uma promessa.

— Já volto.

— Me espera.

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