《O Herdeiro Escondido e a Traição da Amante》Capítulo 13

Camila acompanhava Leonardo durante a reabilitação.

Ajudava a se comunicar com os médicos, lembrava-o de tomar os remédios e de se alimentar nos horários certos.

Também mandava preparar sopas e tônicos nutritivos, garantindo que tudo chegasse até ele no horário.

Leonardo fez uma careta:

— Alguém como eu não precisa dessas coisas caras. Não desperdiça mais com isso.

Um leve sorriso surgiu nos lábios de Camila.

— Que tipo de pessoa você acha que é?

A pergunta o deixou sem resposta por um instante.

Que tipo de pessoa ele era?

Para Isabella… ele era alguém sem valor.

Para Daniel… um inútil.

Para muitos outros… apenas um marginal que não merecia respeito.

— Leonardo… você não deveria se diminuir assim.

Ela o olhou com seriedade.

— Para mim, você é uma boa pessoa.

A mão de Leonardo tremeu de repente.

Quase deixou a tigela cair.

Na vida inteira…

era a primeira vez que alguém o chamava de “boa pessoa”.

Ele soltou uma risada curta:

— Camila… você não está com problema de visão?

Camila ignorou o sarcasmo.

Depois que ele terminou de tomar os remédios, continuou acompanhando sua reabilitação como sempre.

Mais de meio mês depois, Leonardo finalmente recebeu alta.

Camila o levou de volta à antiga mansão da família Rocha.

Agora, toda a família dependia apenas do filho mais velho, Eduardo.

Anos atrás, um acidente em cadeia havia tirado a vida dos pais.

E Eduardo ficou permanentemente incapacitado de andar, vivendo em uma cadeira de rodas.

Por isso…

conseguir encontrar Leonardo foi o maior consolo de Eduardo depois da tragédia.

Leonardo olhou para o homem à sua frente.

Eles tinham certa semelhança.

Ele assentiu levemente.

Na época em que concordou em ir para o Sudeste Asiático, Eduardo havia perguntado:

— Tem algo que ainda te preocupa?

Leonardo respondeu:

— Cuida da Isabella por mim. Não deixa ninguém machucar ela.

Durante aqueles três anos…

o Grupo Rocha apoiou Isabella nos bastidores.

Foi isso que permitiu que ela subisse tão rápido.

— Que bom que voltou.

Eduardo falou com calma.

— Descanse primeiro. Depois eu te levo para a empresa, você precisa começar a assumir as responsabilidades da família.

Depois disso, ele voltou o olhar para Camila.

— Camila, seus pais estão insatisfeitos com você por ficar tanto tempo no hospital.

— Volte para casa, explique a situação e peça desculpas.

— O Leonardo já voltou, agora tem gente para cuidar dele.

Camila hesitou.

Claramente não queria ir.

— Então… eu volto amanhã.

— Ouvi dizer que seus pais já escolheram alguns pretendentes para você.

— Vá ver com calma. Não fuja de novo como da última vez.

Leonardo lançou um olhar discreto para Camila.

Ele não esperava que ela, sempre tão tranquila, tivesse fugido de um casamento.

O rosto dela ficou pálido.

Sem sequer se despedir, ela se virou e saiu apressada.

Depois daquele dia, Camila não voltou a procurá-lo.

Após terminar a reabilitação, Leonardo comprou um café e se sentou na rua.

Sem querer, ouviu duas pessoas conversando ao lado.

— Você soube? A Camila está sendo mantida em casa. Ela não aceitou o casamento que a família arranjou.

— Já faz dias que ela não come nem bebe direito.

— Não era ela que vivia atrás do filho mais novo da família Rocha? Indo todo dia ao hospital cuidar dele?

— A família dela deve estar furiosa. Esse Leonardo só tem o nome da família… o passado dele não é lá grande coisa.

— E com a saúde dela… será que aguenta?

— Pra mim, ela devia desistir. Esse Leonardo claramente não tem interesse nenhum nela…

Leonardo franziu levemente a testa.

Lembrou-se do olhar dela no dia em que foi embora.

Os olhos vermelhos…

Mas, entre eles…

não havia nada além do que realmente era.

Ele terminou o café e foi embora.

Enquanto esperava o sinal abrir, viu Camila dentro de um restaurante.

Ela estava sentada perto da janela, distraída, perdida em pensamentos.

Nem percebeu quando ele se aproximou.

— Ouvi dizer que você está em greve de fome…

— Então veio comer escondida?

Ao ouvir a voz dele, Camila se assustou.

Quando seus olhos encontraram os dele, suas mãos começaram a suar.

Leonardo se sentou diante dela.

Em apenas alguns dias…

ela já estava visivelmente mais magra.

Seu rosto também parecia mais pálido.

— Leonardo… como você está?

Ela olhou para a mão dele, ainda protegida por uma munhequeira.

Sua voz saiu baixa:

— Ainda dói?

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