《O Herdeiro Escondido e a Traição da Amante》Capítulo 5

Leonardo foi diretamente à festa de comemoração de Daniel.

Quando chegou, o salão estava cheio de aplausos. Todos celebravam o sucesso de Daniel ao desenvolver um novo medicamento contra o câncer, elogiando seu futuro promissor.

Isabella estava ao lado dele.

Quando alguém começou a provocá-los para que se beijassem, ela apenas corou e se deixou cair nos braços dele, sem resistir.

Leonardo pediu a um garçom que chamasse Daniel para fora.

Ao vê-lo, Daniel abriu um sorriso de vitória.

— Veio se desculpar? A Isa já me explicou tudo. Eu te perdoo, não precisava vir pessoalmente.

Leonardo tirou a foto em preto e branco de sua irmã adotiva.

— Você ainda se lembra dela?

O sorriso de Daniel congelou.

— Quem é essa?

— Sua cobaia.

A voz de Leonardo era calma, quase assustadoramente tranquila.

— Se as pessoas aí dentro souberem que você testou remédios em pessoas vivas… e ainda causou uma morte… será que ainda vão te bajular como estavam fazendo agora?

Daniel sentiu um arrepio, mas se forçou a manter a compostura.

— Aquilo foi um acidente. Além disso, a Isa também sabia disso. Você quer prejudicar ela?

O ar ao redor pareceu congelar.

O olhar de Leonardo ficou gelado.

— Daniel, você tem vinte e quatro horas. Admita tudo publicamente, peça desculpas e se ajoelhe diante da minha irmã. Caso contrário… eu faço isso por você.

O sorriso no rosto de Daniel desapareceu pouco a pouco.

Ele bloqueou o caminho de Leonardo.

— Era só uma órfã. Precisa fazer tanto escândalo assim? Você só está com raiva porque eu tirei a Isa de você.

— Mas é uma pena… você se matou de trabalhar por ela, e mesmo assim ela nunca te quis. Pelo contrário, ela quer me dar tudo de melhor.

— Um lixo como você, além de brigar e fazer coisas ilegais, tem algum valor? A Isa nem sequer deixa você encostar nela, não é?

Ele se inclinou levemente, com um sorriso malicioso.

— Comigo é diferente… toda vez que ela está comigo, parece que quer morrer nos meus braços…

Antes que pudesse terminar—

Bang!

O punho de Leonardo acertou seu rosto com força.

Em seguida, ele o chutou ao chão e pisou com força em seu pulso.

Daniel cuspiu sangue, mas em vez de reagir, sorriu de forma provocadora.

— Se tem coragem, me mata. Um inútil como você nem deveria estar vivo!

Leonardo pressionou ainda mais o pé, pronto para desferir outro golpe—

— Leonardo! Para!

O grito de Isabella ecoou.

Ela correu, empurrou Leonardo e ajudou Daniel a se levantar, protegendo-o atrás de si.

Seus olhos estavam em chamas ao encarar Leonardo.

— Leonardo! Você enlouqueceu? Veio causar confusão aqui? Depois de tudo que você fez, o Daniel nem quis te culpar, e ainda assim você insiste em ir até o fim?

Leonardo fechou os punhos com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos.

Ele olhou para aquela mulher furiosa diante dele, como se estivesse olhando para uma inimiga.

E, de repente, a dor em seu peito… começou a desaparecer.

Daniel segurou a mão de Isabella por trás e falou com voz fraca:

— Deixa pra lá… ele só não suporta ver você sendo boa comigo. Dá mais uma chance pra ele…

— Daniel, você é bom demais.

Isabella respirou fundo, sua voz ficando fria:

— Mas dessa vez não. Eu já dei chances demais, e ele só ficou pior.

— Desta vez, ele precisa aprender.

Ela se virou e ordenou ao assistente:

— Leonardo feriu alguém de propósito. Levem ele para a delegacia.

Ao ouvir que ela mesma exigia que ele fosse detido para “se corrigir”, Leonardo sentiu como se não reconhecesse mais aquela pessoa.

— Isabella… trocar a vida de uma criança pelo futuro dele… onde está a sua consciência?

Se ele soubesse que Isabella, ao se tornar CEO do grupo Costa, se transformaria nesse monstro frio… ele nunca teria dado tudo de si para colocá-la no topo.

Isabella hesitou por um instante, como se tivesse entendido do que ele falava, e desviou o olhar.

— O sucesso sempre tem um preço. Você não estava ao meu lado… não sabe o quanto eu lutei para chegar até aqui.

Leonardo riu.

Então era isso.

Ela podia ser fria a ponto de usar como cobaia aquela menina que um dia a chamou de irmã.

E ainda chamar isso de… preço.

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