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《O Lobo Que Me Escolheu》Capítulo 5

Beatriz apareceu logo cedo.

“Combinei com o Victor de irmos ao shopping.”

“O gosto dele é parecido com o meu, a gente se entende bem quando sai junto.”

“Luna… você não vai ficar com ciúmes, né?”

Havia um brilho de provocação nos olhos dela.

Normalmente… eu ficaria irritada e impediria Victor de ir.

Mas hoje… eu também tinha meus próprios planos.

“Não tenho problema.”

A expressão de desprezo de Victor nem chegou a se formar direito — ele travou, estranho.

“Luna Ribeiro… você não vai ficar brava?”

Coloquei o casaco.

“Não. Vai pra onde quiser.”

Hoje era liquidação de fim de temporada no shopping.

Eu precisava comprar algumas coisas essenciais para o lobo.

Beatriz se agarrou ao braço dele, toda manhosa:

“Não é melhor assim? Ela não cria problema.”

“Vamos logo.”

Olhando os dois tão próximos…

eu não senti mais aquela dor amarga de antes.

Calcei os sapatos e saí rápido.

O shopping popular estava cheio como sempre.

Gente simples, o ano inteiro.

Quase todos… humanos inferiores com seus homens-fera comuns.

A multidão era apertada, barulhenta…

mas todos sorriam com uma felicidade tranquila.

Sem perceber… eu fui contagiada por aquilo.

Quando eu tiver meu novo homem-fera…

talvez eu também consiga viver assim.

Sem ouvir Victor dizer que “lixo só merece coisa barata”.

Sem ele ridicularizar esse tipo de lugar…

e ir embora no meio de todos, me deixando constrangida sozinha.

No fundo…

Tudo o que eu sempre quis…

era só um parceiro comum, caloroso… alguém que ficasse ao meu lado.

Se eu não tivesse encontrado Victor naquele dia…

talvez essa vida simples… eu já teria.

Já era quase noite quando cheguei em casa.

Surpreendentemente… Victor estava lá.

Normalmente, ele só voltava tarde da noite, depois de passar o dia inteiro com Beatriz.

Ele estava sentado no sofá, braços cruzados, o rosto tomado por irritação.

“Onde você foi?”

“Nem fez comida pra mim.”

“Já basta viver essa vida miserável com você… agora nem consigo encher o estômago.”

“Você realmente me trata muito mal.”

Eu sorvi meu chá com leite, coloquei as sacolas no chão.

“Ah… achei que você fosse comer na casa da Beatriz antes de voltar.”

“Além disso, você não disse que nem queria comer?”

“No seu último aniversário, eu cozinhei a tarde inteira… e você jogou tudo no lixo.”

Victor ficou sem resposta.

Ignorei completamente e comecei a organizar as coisas que comprei para o lobo.

Brinquedo de morder.

Escova.

Óleo de peixe.

Não sei quando ele apareceu atrás de mim.

“Você está me tratando como um cachorro?”

“Eu não preciso dessas coisas de homem-fera inferior.”

“Minha pelagem vai ser arruinada com essa escova… e esse óleo de peixe nem é puro.”

“Mas já que você comprou… posso até experimentar…”

“Isso não é pra você.”

Eu o interrompi.

A mão dele parou no ar, segurando a escova.

“O que você quer dizer?”

Virei para encará-lo.

O rosto dele… perfeito como sempre.

“Eu não sou digna de um homem-fera de alto nível como você.”

“Já enviei o pedido de troca.”

“Em alguns dias… você não vai mais precisar me ver.”

O relógio marcava o tempo com um som seco, repetitivo.

Nós dois ficamos em silêncio, nos encarando.

Depois de um longo momento, a tensão no rosto de Victor se afrouxou.

“Então a Beatriz estava certa.”

“O quê?”

Ele falou com absoluta convicção:

“Você só viu a gente próximo… e resolveu recuar pra avançar depois. Quer me fazer se arrepender.”

“Agora vem com essa história de troca…”

“Ela disse que você era cheia de joguinhos. Pelo visto, é verdade.”

Ele riu com desdém.

“Você acha mesmo que, me assustando assim… eu vou agir como esses homens-fera baratos e ficar correndo atrás de você?”

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