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《O Lobo Que Me Escolheu》Capítulo 4

Na nova era, os homens-fera masculinos passaram a assumir a função de reprodução para os humanos.

Como um dos mais excepcionais, antes de descobrirem que era infértil, Victor chegou a ser leiloado por um preço altíssimo.

Mas um homem-fera que não pode gerar descendentes… ninguém quer.

Mesmo com o valor reduzido para quinhentos mil, para os humanos que buscavam reprodução… ele não passava de algo inútil.

Os superiores planejavam mandá-lo para o distrito vermelho, para recuperar parte do prejuízo.

Naquele dia, por coincidência… eu tinha ido justamente escolher um homem-fera para mim.

Victor quebrou suas restrições… e caiu de joelhos diante de mim.

“Por favor… me salva.”

Ele levantou o rosto, chorando.

Lágrimas escorriam de seus olhos lindos como pérolas.

“Eu vou te tratar bem… vou ser sua família.”

“Eu não quero morrer… por favor.”

Eu… nunca tive família.

Cresci em um orfanato.

As palavras dele tocaram algo profundo dentro de mim.

Eu sempre gostei de crianças…

mas ter apenas uma família… talvez já fosse o suficiente.

Gastei todas as minhas economias.

E ainda fiz empréstimos… para conseguir comprá-lo.

Para não ferir o orgulho dele…

nunca mais mencionei aquele passado.

Mas eu nunca imaginei…

Que, quando ele voltasse a falar disso…

seria para dizer que eu me aproveitei dele.

Discutimos.

No meio da discussão, acabei tocando na mão dele.

Ele reagiu por instinto…

e me empurrou com força.

A quina afiada da mesa rasgou meu braço.

A ferida era tão profunda que dava pra ver o osso.

Victor ficou parado por um instante… atônito.

Mas não fez nada.

“Se você não ficasse me tocando, isso não teria acontecido.”

“A culpa é toda sua.”

Ele nem quis me acompanhar ao hospital.

“Hoje eu vou sair com a Beatriz.”

“E além disso, eu indo não vai diminuir sua dor.”

“Você tem mãos e pernas. Para de jogar tudo em cima de mim.”

Enquanto a enfermeira cuidava do meu ferimento, ela suspirou:

“Um corte desse tamanho… vai deixar cicatriz com certeza.”

“Quando chover, vai doer.”

“Você e seu homem-fera não combinam… por que não termina?”

Naquele momento… eu entendi.

É mesmo…

Eu podia simplesmente… terminar.

Não havia necessidade de ficar presa a Victor pela vida inteira.

Voltei à realidade.

Antes que ele fechasse a porta, falei:

“Victor… você realmente acha que estar comigo é tão insuportável assim?”

Ele parou por um segundo.

Quando virou… ainda era aquela expressão de desprezo.

“Sim.”

“Mas você… uma humana inferior que conseguiu me comprar por sorte…”

“Vai mesmo querer me deixar ir?”

“Vou ter que carregar um peso grudado em mim pro resto da vida.”

Soltei o ar devagar.

Parece que… eu tinha tomado a decisão certa.

Victor, impaciente por não ouvir minha resposta, balançou a cauda no chão.

“Vai falar o quê afinal?”

Olhei para baixo, mexendo nos dedos.

“Preparei um presente pra você.”

“Daqui a alguns dias… você vai descobrir.”

Por um instante, algo passou pelo rosto dele.

Talvez… expectativa.

Mas logo ele voltou ao tom sarcástico:

“Não vai ser mais aquela porcaria de suplemento de baixa qualidade que nem cachorro bebe, né?”

“E ainda tenho que perder tempo jogando fora.”

Respondi com seriedade:

“Não.”

“É exatamente o que você mais quer.”

Liberdade.

Victor apenas soltou um “é bom mesmo”…

e bateu a porta.

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