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《O Lobo Que Me Escolheu》Capítulo 3

A funcionária disse que o lobo seria entregue em três dias.

Guardei com cuidado o contrato de troca dentro da bolsa.

No caminho de volta pra casa, de longe, eu já os vi.

Victor… e Beatriz.

O homem-fera de cabelos brancos estava banhado pela luz do pôr do sol.

Os traços profundos, o rosto impecável… parecia uma obra de arte.

Beatriz era uma humana de classe alta, do condomínio ao lado.

Inteligente. Elegante.

Completamente diferente de mim.

Depois que conheceu Victor, ela sempre aparecia trazendo suplementos de alta qualidade.

E os dois… estavam cada vez mais próximos.

Diminui o passo.

Beatriz me viu primeiro.

“Luna, saiu pra trabalhar de novo?”

Ela sorriu, de um jeito sutil, quase provocador.

“Luna… não é por nada, mas já que você e o Victor estão prestes a formar vínculo… você devia se arrumar um pouco.”

“Olha o que você tá vestindo…”

“Andando assim na rua… quem acredita que vocês são um casal?”

Olhei pra minha camiseta simples e o jeans.

Depois, pro vestido elegante dela.

“Eu acho que estou bem assim.”

Victor nem olhou pra mim.

A voz dele saiu baixa, indiferente:

“Ela até se arrumando continua feia.”

“Melhor fingir que nem sabe se arrumar.”

“Assim evita que os outros confirmem que ela é realmente feia.”

Beatriz deu um tapinha no braço dele.

“Victor, não fala assim com a menina!”

Victor curvou levemente os lábios.

Era um sorriso perfeito… mas cheio de sarcasmo.

“Você tenta ajudar, e ela ainda acha que você está se intrometendo.”

“Humanos inferiores não conseguem entender o pensamento dos superiores.”

“Ter sido comprado por ela… foi a maior infelicidade da minha vida.”

Na verdade… Victor não era assim antes.

Mesmo quando eu não conseguia fornecer os suplementos caros que ele precisava…

Mesmo quando as roupas que eu comprava machucavam a pele sensível dele…

Ele sempre dizia que tinha sorte por ter me encontrado.

O ponto de virada… foi naquele dia, na rua.

Encontramos uma raposa vermelha — um antigo “concorrente” dele.

Minha bolsa caiu no chão.

Victor se abaixou comigo pra juntar as coisas espalhadas.

O outro desceu do carro… e pisou na mão dele sem nem olhar.

“Ah, mas olha só… não é o tão popular Victor?”

“E aí… acabou com uma humana inferior tão feia assim?”

“Mas faz sentido… produto defeituoso com humano inferior. Combina perfeitamente.”

Naquela noite, Victor se trancou no quarto.

E eu fiquei do lado de fora… a noite inteira.

Tentei consolar ele.

Disse que não existia essa coisa de gente superior ou inferior.

Que ele ter sido classificado como “defeituoso” não importava.

A gente vivia bem… não vivia?

Quando ele finalmente abriu a porta…

Os olhos estavam vermelhos e inchados.

“Você nunca esteve no topo.”

“Então é claro que acha que viver como lixo não é tão ruim.”

Depois disso… ele conheceu Beatriz.

Ela vinha de uma família importante.

Podia oferecer tudo o que ele sempre quis.

Eles foram se aproximando cada vez mais.

Às vezes, conversando… ela simplesmente se encostava nele.

Uma vez, criei coragem e falei com cuidado:

“Você é o meu homem-fera… pode manter um pouco de distância da Beatriz?”

Victor me olhou de cima a baixo.

Frio… e cheio de ressentimento.

“Luna Ribeiro… se eu não tivesse esse defeito, você acha que teria conseguido me comprar?”

“Você só se aproveitou de uma situação.”

“E ainda quer agir como dona?”

Mas…

Naquela época…

foi ele quem implorou para que eu o salvasse.

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