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《Três Filhos, Um Segredo e Uma Vingança》Capítulo 28 — Nem o CEO Consegue Contar uma História de Ninar

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Naquele momento, Rafael já estava na porta: "Henrique?"

Henrique não teve tempo de pensar. Enfiou-se no armário rapidinho.

Lorenzo ajeitou a expressão num instante e foi abrir a porta para Rafael: "Papai!"

Rafael olhou para o filho na frente dele e franziu o cenho por instinto.

Havia algo errado, mas ele não conseguia dizer o quê.

No segundo seguinte, a mãozinha do menino já tinha pegado a dele, e ele levantou o rosto com um sorriso: "Papai, vamos pra casa?"

Esse menino. Desde quando tinha ficado tão doce assim?

Será que foi influência de brincar com a menina?

Rafael olhou para Zara, que estava sentada quietinha no canto do quarto.

Pensou um instante, foi até ela e pegou a mãozinha dela, a voz ficando mais suave: "Vou te levar pra sua mamãe."

"Obrigada, pa... tio." Zara corrigiu na hora, comportada.

Dentro do armário, Henrique espiou pela fresta e viu as costas de Rafael saindo de mãos dadas com as duas crianças.

Abaixou os olhos e olhou para a própria mão, e um pensamento pequenino surgiu no peito.

A mamãe também ia pegar a mão dele assim pra ir pra casa?

Lá embaixo, Rafael trouxe Zara até Serena: "Você está com as crianças hoje, então não precisamos fazer o tratamento do Henrique. Vou ver se ele consegue dormir sozinho."

Serena olhou para a carinha de inocência forçada de Lorenzo e conteve um sorriso: "Ótimo, aproveito pra observar o progresso."

Rafael foi embora, e Serena levou Zara para o segundo andar buscar o filho.

No armário, o menino estava encostado na madeira com a máscara, quieto e parado, os olhos com uma frieza que não combinava com a idade.

Serena encontrou aquele olhar e algo no peito dela tremeu sem aviso.

"Quinho." A voz saiu com uma leveza que escondia a emoção: "Sou sua mamãe."

Era a primeira vez que mãe e filho se apresentavam um ao outro sabendo quem eram.

Serena tirou Henrique do armário pela mão. Ele olhou para baixo, para aquela mão grande segurando a sua pequena, e ficou levemente rígido, mas uma chama pequenina começou a arder em algum lugar dentro dele.

Lá fora o movimento do salão tinha se dissipado, todos tinham ido embora mais cedo por causa da confusão do jantar.

Serena afagou o cabelo de Henrique: "Quinho, vamos pra casa."

Saiu de mãos dadas com os dois, e os três desapareceram na noite.

Logo chegaram em casa.

"Irmão mais velho, Zarinha te mostra o quarto das crianças!" Zara estava radiante, embora com uma pequena pontinha de saudade.

Se o irmãozinho do meio e o papai viessem também seria perfeito.

Ela puxou Henrique empolgada para o quarto, e foi logo colocando nos braços dele os próprios bichinhos de pelúcia.

"Irmão mais velho, a gente toma banho e depois ouve a mamãe contar história antes de dormir!"

As duas crianças normalmente dormiam no mesmo quarto, e Serena estava acostumada a contar história para os dois juntos.

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Zara pegou no sono logo. Henrique ainda estava bem acordado.

Deitado ali, ouvindo a respiração suave da irmãzinha na caminha ao lado, ele sentiu de repente que esse era exatamente o tipo de vida que sempre tinha imaginado.

"Quinho, mamãe vai fazer o seu tratamento agora..."

Serena começou a massagear os pontos de pressão dele.

O corpo foi ficando pesado aos poucos. Quando a consciência começou a escorregar, Henrique murmurou bem baixinho: "Mamãe..."

Ele disse tão de leve que quase não havia som. Mas Serena ouviu.

Os olhos arderam. Ela se inclinou e deu um beijo na testa do filho.

Enquanto isso, na mansão de Rafael, era outra cena completamente diferente.

Lorenzo tinha acabado de sair do banho quando ouviu Rafael terminando uma ligação que mencionava alguma ordem de caçada.

A raiva apertou por dentro. Os olhinhos se estreitaram, e ele já tinha um plano.

O papai estava sendo muito malvado. Ele ia ajudar a mamãe a dar o troco.

"Papai, quero uma história de ninar!" Lorenzo apareceu no escritório de Rafael de pijama, abraçando a perna dele sem soltar.

Rafael estava no meio de uma videoconferência. Falou baixo, sem paciência: "Não sei contar história. Pede pra Dona Marta."

"Não quero da Dona Marta, quero do papai!" Lorenzo insistiu.

Rafael nunca tinha lido livro infantil na vida. Respirou fundo: "Te leio um poema em inglês."

"Não quero, quero conto de fadas pra dormir!" Lorenzo fez a cara mais coitada do mundo: "Todo mundo tem história de ninar. Eu nunca tive mamãe, e o papai também não me ama. Sou uma criança abandonada pela sorte..."

A veia do templo de Rafael começou a pulsar. Ele fechou o notebook com uma palmada, pegou o filho no colo e foi andando em direção ao quarto.

Conto de fadas? Tudo bem, vai ser conto de fadas.

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