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《Três Filhos, Um Segredo e Uma Vingança》Capítulo 24 — Será Que Quem o Salvou Foi Serena?

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Serena por instinto foi morder, mas no último segundo se conteve com esforço.

Uma mão bonita daquelas, tinha dó de machucar. Essa obsessão com mãos bonitas ia acabar sendo a perdição dela.

Serena pressionou os dedos na própria testa com um leve aborrecimento e, ao notar a expressão fechada de Rafael, curvou os lábios.

Como ela não tinha percebido antes que a noite na academia seis anos atrás tinha deixado um trauma daquele tamanho no então jovem Rafael Duarte, que tinha vinte e um anos na época?

Visto por esse ângulo, a primeira vez dela tinha ido embora por causa disso. Talvez não fosse um mau negócio.

Até dava pra entender por que ele ficou seis anos tentando matá-la. Por isso mesmo, ela precisava guardar bem a identidade dela.

Serena decidiu não provocá-lo por enquanto: "Tudo bem, mas as condições eu proponho."

Rafael arrancou o celular de volta e bloqueou a tela. "As de sempre." A voz era fria.

O teste que ele tinha feito dentro do armário já tinha lhe dado a resposta que precisava.

Ele sentia algo por aquela mulher.

Mesmo que ela já tivesse sido casada e tivesse filhos, o próprio corpo não mentia.

Ele não sabia explicar por que era ela especificamente, mas se ela era diferente das outras, não havia motivo para não deixá-la tratar dele.

Serena arrumou a roupa e olhou para a marca de batom que tinha ficado no rosto de Rafael, curvando os lábios com satisfação.

Os dois saíram juntos.

Rafaela já tinha suspeitado que Serena estava no vestiário, mas quando viu a marca de batom no rosto de Rafael, os olhos quase saíram da órbita de raiva.

Serena fez uma cara de quem estava notando só agora, puxou levemente o braço de Rafael com um tom sedutor:

"Ai, descuido meu..."

Dito isso, sem nem ligar para o olhar interrogativo de Rafael, ficou na ponta dos pés e foi limpar a marca do rosto dele.

"Rafa, não foi o que eu estou pensando, foi?" Rafaela perguntou com olhos marejados.

Rafael fixou o olhar no rosto de Rafaela com aquelas lágrimas prestes a cair, e um pensamento surgiu de repente.

A pessoa que tinha salvado ele naquela época, era mesmo Rafaela?

E se tivesse sido Serena? Afinal, as duas eram do mesmo vilarejo.

A capacidade de Rafaela ele conhecia de perto. Sem talento natural, e não fosse a gratidão pela vida que ela tinha salvado, ela não teria competência nem para ser assistente no instituto.

Já Serena, ele sempre sentiu que o dossiê dela escondia mais do que revelava.

Agora mesmo ele tinha percebido, os movimentos de Serena eram de alguém capaz de derrubar dois Gabrieis sem esforço.

Mas no histórico dela, sobre isso, havia apenas uma lacuna em branco.

"Você está exagerando." Rafael respondeu para Rafaela com um descaso calculado.

Mas quanto a Serena, ele ia investigar mais fundo.

Os três foram juntos para o salão do jantar.

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Serena entrou primeiro, já completamente recomposta, elegante como se nada tivesse acontecido.

Varreu o salão com o olhar. Os três pequenos não estavam no salão.

Provavelmente estavam em algum cantinho, prontos para assistir ao espetáculo que estava por vir.

No palco, Rafaela, como apresentadora, já tinha se recuperado emocionalmente com rapidez.

Naquela noite, ela tinha preparado um presente especial para Serena.

As luzes do palco foram baixando devagar. Rafaela ficou em frente ao microfone e sorriu para todos:

"Esta noite é o jantar de boas-vindas da nossa Thea, e estamos muito felizes em tê-la conosco!"

"Alguns colegas talvez não acompanhem muito as novidades do instituto parceiro, então vamos conhecer um pouco mais sobre a Thea através de um pequeno vídeo!"

A tela de LED no centro do palco acendeu, e todos os olhares foram para ela esperando ver o currículo de Thea.

O que apareceu, porém, foi o seguinte:

"Boa noite, querido, fiz um chazinho pra você!"

Uma voz toda adocicada e dengosa, e na tela apareceu uma pessoa. Era Rafaela.

Ela estava com um uniforme de empregada doméstica, com uma bandeja na mão, se dirigindo ao nada e atuando sozinha.

Na terceira tentativa ela ficou satisfeita porque o decote dela roçou num objeto de cenário.

A câmera mudou de ângulo. No centro da cena, havia uma cadeira.

Rafaela, de renda preta, deu passos exagerados de gata e começou a dançar segurando o encosto da cadeira.

O salão inteiro ficou em silêncio absoluto, e todos os olhares foram para Rafaela.

A expressão dela naquele momento era de choque puro virando desespero. Ela correu para os bastidores aos gritos: "O que está acontecendo? Quem colocou esse vídeo? Desliga logo!"

Num quartinho no segundo andar, os três pequenos estavam espremidos em frente à tela, assistindo ao que chegava pela câmera do salão lá embaixo.

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