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《Três Filhos, Um Segredo e Uma Vingança》Capítulo 23 — O Grande Rafael Duarte... Não Consegue?

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Serena quase soltou uma risada de puro espanto com aquela lógica sem nexo de Rafael.

Esse homem era narcisista demais.

Ela ia dizer alguma coisa quando o homem de repente puxou a cintura dela: "Tudo bem, então vou te dar o que você quer, já que fica com aquela fome toda."

Serena se lembrou do histórico de Rafael, sempre querendo deixar marcas nela como se fosse marcar território. Igual a um animal.

E ela ainda estava com os filhos por perto. Não ia deixar ele chegar nem perto disso.

Fazia anos que ela não usava força, desde que tinha se machucado, mas não se importava de fazer uma exceção para ele.

Ela atacou rápido, cotovelo, cintura e joelho disparando ao mesmo tempo.

Só que os golpes que tinham derrubado homens sem esforço em outras ocasiões pareciam uma cócega em Rafael.

Ele curvou os cantos da boca num sorrisinho leve: "Gosta de variedade?"

E com um movimento mínimo de força, os dois caíram juntos dentro do armário.

As roupas penduradas escorregaram dos cabides e caíram todas em cima de Serena.

No instante em que a visão mergulhou no escuro, ela sentiu os lábios serem mordidos.

Uma respiração estranha, invasiva, que não pedia licença.

Aquele homem impossível. Foi lá e mordeu de verdade.

Serena levantou a mão e os dedos foram certeiros em direção a um ponto de pressão nas costas de Rafael.

Mas aquele homem parecia ter olhos na nuca. Virou o pulso e prendeu as mãos dela antes que chegassem.

As mãos dele eram de ferro, e num movimento só levantou os braços dela acima da cabeça.

Ela tentou resistir, mas acabou caindo para frente, indo parar diretamente no peito dele.

Dessa vez foi Serena que bateu os próprios lábios contra os de Rafael.

O peito dele vibrou numa risada baixa, e aproveitando que ela ficou desatenta por um segundo, ele fez o que queria.

Serena ficou de verdade surpresa. Não esperava que Rafael fosse assim.

O dossiê que ela tinha levantado sobre ele indicava apenas que era o herdeiro da família Duarte, criado na riqueza desde sempre.

Ela estava machucada e não podia usar força máxima, mas os golpes que ela usava eram de precisão cirúrgica, aqueles que desequilibram sem precisar de força bruta. E em Rafael, não tinha funcionado nada.

Serena de repente se lembrou do avião de Rafael seis anos atrás. O aparelho tinha sido modificado.

E por que ele usava farda militar?

No meio dessa dúvida, os cantos da boca dela foram mordidos de novo. Por instinto, ela levantou o joelho.

A perna foi travada pela mão livre de Rafael, e a voz rouca dele chegou pertinho da orelha dela:

"Fica quieta, se não quiser que eu rasgue esse vestido."

Serena rangia os dentes de raiva, mas a verdade era que não conseguia vencer aquele homem.

E pelo que ela estava calculando, mesmo se chamasse Heitor e mais uns dois, provavelmente não ia adiantar.

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Foi então que bateram na porta lá fora. Era Rafaela: "Rafa, você já terminou de trocar?"

Ela tinha percebido um pouco antes que Serena tinha sumido, tinha procurado por todo lado e não tinha encontrado.

Não precisava nem pensar. Serena com certeza tinha ido atrás de Rafael.

Rafaela segurou a raiva que ardia dentro dela e respirou fundo:

"Rafa, está quase na hora, todo mundo está esperando você."

Dentro do armário apertado, Serena ainda estava presa por Rafael.

Mas ela parecia ser a mais tranquila dos dois. Sorriu: "E então, sua governanta veio te chamar e você não vai?"

"Vocês tiveram algum problema antes?" A voz de Rafael tinha a certeza de quem não está perguntando, está confirmando.

"Me investigou?" Serena curvou os lábios. "Tivemos sim. Na mesma cidade, não cabia as duas como a mais bonita. O título ficou comigo, e ela nunca me perdoou."

"A mais... bonita da cidade?" A mão de Rafael pousou nas costas lisas de Serena num gesto que tinha mais de provocação do que de inocência, mas a voz saiu perigosa: "Não quero descobrir que você tem outros objetivos aqui."

Serena deu de ombros, indiferente. Dívida de coragem nunca pesa no bolso de quem já deu tudo.

Ele tinha mandado uma ordem de caçada global contra ela. Uma ameaça a mais não mudava nada.

Rafael a soltou: "A partir de amanhã, você é minha médica particular."

"Ah é?" Serena ignorou as batidas que continuavam do lado de fora e perguntou: "E o que isso significa na prática?"

Rafael não respondeu. Puxou ela para fora do armário.

Em dois gestos rápidos, abriu um relatório no celular e passou para ela com uma expressão rígida.

Serena leu e não conseguiu segurar a risada: "Nossa, o grande Rafael Duarte não consegue..."

A palavra não saiu, porque a palma da mão de Rafael já estava cobrindo a boca dela.

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