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《Três Filhos, Um Segredo e Uma Vingança》Capítulo 21 — O Vídeo no Celular de Rafaela

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Quando Lorenzo virou a esquina e sumiu de vista, Zara acenou devagar com a cabeça.

Ela sabia o que precisava fazer.

Levantou os olhos para Serena e puxou a barra do vestido dela com delicadeza: "Mamãe, Zarinha vai ajudar o irmão agora."

Serena, ao ver os dois pequenos chegarem, já tinha adivinhado mais ou menos o que estava acontecendo.

Abaixou-se até a altura da filha: "Zarinha, não se preocupa. Mamãe também vai lá segurar o seu papai."

Não tinha jeito, as crianças eram espertas demais e já tinham confirmado que Rafael era o pai delas.

Zara acenou com a cabeça e saiu bamboleando em direção à saída.

Naquele dia, Lorenzo e Zara tinham ido ao instituto por causa de Henrique.

Depois de aceitar a missão, Lorenzo tinha conseguido acesso aos vídeos que Rafaela guardava.

Só que enquanto apagava o material, ele viu também as fotos de Henrique que estavam no celular de Rafaela.

Lorenzo normalmente respeitava a privacidade dos clientes, mas depois de ver aquelas fotos, como ia simplesmente ignorar?

Então os dois pequenos se esconderam debaixo do cobertor e assistiram ao vídeo juntos.

No vídeo, Henrique estava fora de si. Os olhos vermelhos, o corpo inteiro como um bicho selvagem em fúria.

Ele tinha perdido completamente o controle, mordia tudo que aparecia na frente.

Alguém empurrou um pedaço de carne crua para perto dele, e ele avançou e mordeu no mesmo estado.

O rosto dele, os cantos da boca, ficaram todos manchados de sangue. Era perturbador de ver.

Zara começou a chorar ainda durante o vídeo. Lorenzo ficou em silêncio por um bom tempo.

Ele apagou todas as fotos e vídeos de Henrique que encontrou.

E de quebra, achou outros vídeos de Rafaela também.

Rafaela aparentemente estava seguindo algum tutorial para parecer mais sedutora. Estava com um vestido de renda preta semitransparente, dançando na frente da câmera.

Além de dançar, praticava uma voz adocicada e dengosa sem parar. Era evidente que estava treinando.

Presente do destino. Lorenzo finalmente tinha o brinde para entregar a Henrique.

Se ia ajudar o irmão a se vingar, era preciso se encontrar pessoalmente com ele.

Então Lorenzo combinou o encontro no instituto, dizendo que tinha um vídeo para entregar na mão.

Por isso, Henrique também devia estar a caminho.

Zara caminhou até a entrada do instituto e ficou espiando lá fora com ansiedade.

Não sabia quanto tempo tinha passado quando um carro parou lá na frente.

Henrique desceu, de camisa e calça social.

Tinha apenas cinco anos, mas carregava no jeito uma elegância fria e contida.

Aquela caminhada parecia uma página de livro ilustrado.

Os olhos de Zara acenderam. Que irmão bonito.

Henrique andava sem desviar o olhar para nenhum lado, os passos rápidos, e chegou à porta em segundos.

O segurança o viu e ficou com a cara de quem não entende nada.

Desde quando o senhorinho tinha saído e voltado com uma roupa diferente?

Quando Henrique se aproximou, Zara correu para recebê-lo: "Irmão!"

Só que ela foi lenta demais. Henrique já tinha passado por ela.

"Irmão!" Zara se apressou e saiu bambolenado atrás.

Na frente, Henrique ouviu a voz e virou a cabeça. O olhar era frio e neutro.

A cinco metros atrás, a menina sorria para ele, os olhinhos curvados, pretos e brilhantes, como se tivessem estrelas dentro.

Mas no segundo seguinte, o pé esquerdo pisou no pé direito, o equilíbrio foi embora, e Zara foi direto para o chão.

"Ai..." Ela prendeu o ar com a dor, e as lágrimas tomaram conta dos olhos numa fração de segundo.

Henrique olhou com frieza. Nunca tinha visto criança tão desajeitada na vida.

Desviu o olhar e continuou andando.

Tinha recebido uma mensagem do hacker chamado "Torre" para vir ao instituto, que teria um vídeo para entregar. Só que agora mandou mensagem e o hacker ainda não tinha respondido. Ele estava um pouco impaciente e pensou em ir ao salão do jantar procurar.

Zara viu Henrique ir embora assim sem mais nem menos. Os olhos arregalaram, e as lágrimas rolaram de verdade: "Irmão, dói..."

O elevador deu um

ding

e a porta abriu. Henrique entrou.

Quando se virou, viu a menina com os olhos cheios d'água, olhando na direção dele.

A porta fechou.

Mas no segundo seguinte, abriu de novo.

Henrique voltou a caminhar até Zara com o cenho franzido.

Ele mesmo não sabia por que tinha voltado. Não era da sua natureza se meter nos problemas dos outros.

E não gostava de crianças desajeitadas.

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