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《Três Filhos, Um Segredo e Uma Vingança》Capítulo 10 — Sou Uma Pessoa Que Guarda Rancor

Serena também levou um susto por dentro.

Se Henrique contasse para Rafael, ela e as crianças estariam expostas.

Na época em que fugiu com Lorenzo e Zara logo depois do parto, ela tinha apagado todos os registros do nascimento deles.

Rafael não sabia que ela tinha tido três filhos.

Então o único jeito agora era torcer para que Henrique não dissesse nada antes do encontro dela com ele naquela noite.

Ela foi pensando em estratégias durante todo o caminho, e quando chegou ao estacionamento da escola e parou o carro, o veículo de trás bateu com força na traseira dela.

"Lorenzinho, Zarinha, estão bem?" ela perguntou preocupada.

"Mamãe, eu tô bem." Lorenzo respondeu e foi logo checar a irmã.

"Zarinha também tá." A menina respondeu no ritmo dela, devagar.

Serena desceu do carro com uma raiva contida, e viu que o veículo atrás era um esportivo vermelho.

"Na porta da escola, como se pode dirigir assim tão rápido?" ela disse franzindo o cenho.

A dona do carro esportivo parecia ser também mãe de alguma criança. A mulher usava óculos escuros e olhou Serena de cima abaixo com escárnio:

"Quem eu pensei que era. É só uma qualquer."

O rosto de Serena esfriou num instante, e o olhar que ela lançou para a mulher tinha uma frieza que cortava: "Peça desculpas."

A mulher recuou um passo por instinto diante daquela presença, mas se recompôs logo e respondeu com arrogância:

"Filhos sem pai, o que mais podia ser?"

Ela conhecia Serena de vista. Linda demais, mas sem homem nenhum por perto.

O filho dela mesmo tinha contado que as crianças de Serena nunca mencionavam pai na escola. Dava para imaginar como tinham vindo ao mundo.

Serena olhou para aquela mulher cheia de si e segurou o impulso de bater nela.

Fazia muito tempo que ela tinha parado com a violência.

Pegou o celular e ligou:

"Nina, te mando a localização. Traz um caminhão cheio de galinhas pra cá agora."

A mulher viu Serena só ficar no telefone, sem responder nada, e achou que tinha ganado. A empáfia aumentou mais ainda:

"Mãe que não dá exemplo, filho que cresce e não presta!"

"Pá!" Uma bofetada estourou no rosto da mulher, os óculos saindo voando.

Serena tinha chegado no limite. Com ela, tudo bem. Com os filhos dela, não.

"Você me bateu! Vou chamar a polícia!" A mulher gritou e foi em direção a Serena para revidá-la.

"Já chamei." Uma voz grave e baixa soou ali perto. Era Rafael, que tinha acabado de chegar.

Ele olhou para a mulher com indiferença total: "Além disso, você difamou minha esposa. A notificação do advogado chega em breve."

A mulher olhou para Rafael perplexa, depois para a placa do carro ao lado dele, e a cor do rosto mudou completamente.

"Papai é demais!" Zara se pendurou na perna de Rafael, o rosto erguido para ele, a voz saindo mole e fofa: "Papai ajudou mamãe dar uma lição na tia malvada!"

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Rafael sentiu aquela vozinha doce e fofinha fazendo algo dentro dele derreter.

Ele levantou a mão e afagou os cabelinhos macios de Zara.

Há pouco, depois de deixar Henrique na escola, ele tinha passado por ali e visto Serena no meio de uma briga.

Zara veio cambaleando na direção dele, se agarrou na perna e o chamou de papai.

Naquele momento, Rafael foi lá ajudar quase sem perceber o que estava fazendo.

"Eu só falei umas coisinhas, ora. A culpa é do seu marido que nunca aparece." A mulher percebeu que Rafael não era pessoa para se mexer e a voz foi afundando: "O carro de vocês, eu pago."

Serena não deu bola para ela. Pegou Zara da perna de Rafael e disse: "Vai pro colégio, meu bem!"

"Sim, mamãe, tchau!"

Os dois pequenos foram de mãos dadas para dentro da escola.

Serena esperou a professora levá-los para a sala e só então virou para Rafael: "Obrigada."

Rafael levantou uma sobrancelha e estendeu a mão para ela: "Se vai fazer teatro, faz completo."

Serena olhou para aquela mão bonita e sentiu um coceirinha por dentro.

Uma mão bonita daquelas, dava vontade de levar para casa e guardar de lembrança.

Ela colocou a própria mão sobre a dele.

As palmas se encostaram, a dele quente e larga, a dela macia e delicada, e encaixaram de um jeito que era bom demais para ser coincidência.

Os dois subiram juntos no carro de Rafael.

Nina já tinha chegado com a equipe dela, e atrás do carro deles havia um outro veículo com galinhas cacareando pra todo lado.

Seguindo as ordens de Serena, a mulher tinha que ficar ali observando as galinhas botarem ovos, e não podia sair antes de assistir ao espetáculo completo.

O barulho de cocoricó tomou conta da rua.

E o cheiro que acompanhava não era dos melhores.

Rafael fechou o vidro do carro com uma careta, olhou para a cena lá fora e perguntou para a mulher ao lado: "Você que organizou isso?"

Serena acenou que sim, com um sorriso carregado de significado: "Sou uma pessoa que guarda rancor. Quem me faz mal, cedo ou tarde, recebe de volta em dobro."

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