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《Três Filhos, Um Segredo e Uma Vingança》Capítulo 8 — Era o Meu Filho

Rafael estreitou os olhos, o olhar preso em Serena como o de uma águia que não solta a presa: "Não precisa."

Era um assunto da família Duarte. Ele não ia deixar uma mulher que conhecia há um dia se meter nisso.

Além do mais, ele não acreditava que Serena pudesse fazer alguma coisa.

Mas naquele instante, de dentro do quarto veio uma voz infantil e cortante: "Aaaah!"

Serena ouviu aquele grito e o coração apertou sem motivo aparente.

O corpo agiu antes da cabeça. Ela já tinha empurrado a porta com força.

O quarto estava mergulhado na penumbra por cortinas pesadas, mas dava para ver a bagunça espalhada pelo chão.

Um menino estava sentado no chão, com um vaso quebrado na mão.

A borda do vaso tinha cortado a mãozinha dele, mas ele parecia não sentir nada.

Quando a porta se abriu, ele quase que por instinto arremessou o vaso na direção de Serena.

Ela ia levantar o braço para se defender, mas um outro braço passou por cima do dela.

Rafael pegou o vaso no ar com precisão, atravessou o quarto em passos largos e segurou o menino do chão com firmeza: "Henrique, se acalma!"

Henrique se debateu nos braços dele como um leãozinho enfurecido.

Num momento de descuido, as unhas do menino arranharam a lateral do rosto de Rafael, deixando um risco de sangue.

Rafael não ligou. Continuou prendendo o menino no colo e caminhou com ele para fora do quarto.

Sob a luz clara do corredor, Serena viu o rosto do menino e ficou paralisada.

Por que aquele menino era idêntico a Lorenzo?

O coração de Serena levou um choque tão forte que ela sentiu o sangue subir pela garganta, os ouvidos zumbindo.

Do lado, o Dr. Tân, vendo que Henrique estava com o rosto vermelho e à beira de um colapso total, apressou-se a tirar a seringa que tinha preparado.

Quando ele foi em direção a Henrique para aplicar a injeção, Serena reagiu como se tivesse tomado um susto: "Espera!"

Ela não sabia de onde veio aquela força, mas praticamente arrancou Henrique dos braços de Rafael.

Segurou o menino no colo, a voz saindo trêmula mas incrivelmente suave: "Não tem medo."

Os olhos vermelhos de Henrique se voltaram para Serena.

"Está se sentindo mal em algum lugar?" Serena se esforçou para manter a voz firme.

Os olhos ardiam, a garganta apertava, a vontade de chorar era enorme, mas ela segurou com tudo que tinha.

Era o filho dela. Ela reconheceu num segundo.

Então ele estava vivo. Tinha ficado do lado de Rafael o tempo todo.

Mas por que ele estava assim? O que tinham sido esses cinco anos para ele?

Serena pressionou a dor e a saudade que ameaçavam transbordar, segurou Henrique com um braço e com a outra mão pousou os dedos no pulso dele.

Henrique tinha uma aversão instintiva a qualquer proximidade. Os olhos vermelhos se voltaram para a mão de Serena e ele abriu a boca para morder.

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Mas Serena foi mais rápida. Os dedos finos e brancos voaram para alguns pontos de acupuntura no corpo do menino e começaram a massagear com delicadeza.

Alguns segundos depois, Henrique foi relaxando aos poucos.

"Rique, pode dormir. Não tem perigo." A voz de Serena saiu baixa e mansa.

Logo em seguida, o menino fechou os olhos como num milagre.

A respiração foi ficando cada vez mais pausada e profunda. As mãozinhas que estavam cerradas foram se abrindo devagar.

Rafael observou tudo aquilo com os olhos arregalados.

Henrique não dormia direito havia muito tempo.

Desde dois anos atrás ele começou a ter problemas de sono, e foi piorando sem parar.

Nesses dois anos, Rafael tinha buscado os melhores especialistas do mundo. Metade dos laboratórios do próprio instituto estava trabalhando nesse problema.

Mas nada funcionava. Como hoje, quando até o Dr. Tân, um dos maiores especialistas em sono do país, tinha dito que o único caminho era o sedativo.

E Serena tinha conseguido fazer Henrique dormir.

Serena não fazia ideia do que se passava na cabeça de Rafael. Ela levantou o rosto e perguntou: "Sr. Duarte, tem uma caixa de primeiros socorros?"

A empregada foi buscar na hora.

Serena deixou o menino recostado no próprio colo, ergueu a mãozinha dele e tratou o corte com cuidado.

A mão do menino era branca e macia, cabia na palma da mão dela como um pequeno pedaço de algodão, e fez o coração de Serena derreter por completo.

Depois de cuidar do ferimento, ela perguntou para Rafael: "Sr. Duarte, ele sempre tem esse problema para dormir?"

Era por causa da privação crônica de sono que Henrique estava com o sistema nervoso tão esgotado e irritado a ponto de perder o controle daquele jeito.

"Sim." Rafael acenou com a cabeça, o olhar preso em Serena. "Me diz o valor. Pode ser qualquer um, desde que você o cure."

"Eu consigo tratar." Serena conteve a alegria de poder ver o filho todos os dias e respondeu com calma: "Quanto ao preço, ainda não pensei nisso."

"Tudo bem." Rafael a estudou por um momento.

Se aproximou e baixou a voz: "Mas não exagera."

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