localização atual: Novela Mágica Fantasia Romance Coração Selvagem: Ouvindo a Voz das Feras CAPÍTULO 3: Cumprindo o Desejo de um Gato de Rua

《Coração Selvagem: Ouvindo a Voz das Feras》CAPÍTULO 3: Cumprindo o Desejo de um Gato de Rua

Viviane manteve o sorriso suave. "Ótimo, estou esperando."

Jogando a frase no ar, Viviane virou-se e saiu da delegacia.

Assim que Viviane partiu, uma figura alta, vestindo roupas casuais, correu em passos largos em sua direção, seu rosto ainda carregando uma ansiedade incontrolável.

Leonardo parou, ofegante, em frente a Letícia, examinando-a de cima a baixo. Ele deu um leve peteleco na cabeça dela, sua voz cheia de preocupação. "Está machucada? Por que não me ligou assim que aconteceu? Quando recebi sua mensagem, quase morri de susto."

Letícia não queria preocupar demais o irmão, então explicou com um sorriso: "Tive sorte, só alguns arranhões leves."

"Eu queria te ligar imediatamente, mas meu celular quebrou. Só pude te contatar depois, usando o celular da delegacia."

"No começo, eu já sentia que aquele Felipe não era uma boa pessoa. Fiz de tudo para você não ficar com ele, mas você não quis ouvir, achava que ele era a melhor pessoa do mundo. E veja só, nem casaram direito e a raposa já mostrou a cauda. Ainda bem que você teve sorte..." Leonardo, com medo de magoar Letícia, não continuou.

"Irmão, eu sei que errei. Também não imaginava que Felipe fosse esse tipo de pessoa. Você realmente tem um olhar afiado para gente. Eu prometo, se eu for arrumar um namorado de novo no futuro, vou deixar você ver primeiro. Só vou ficar com ele se o irmão aprovar." Letícia balançou o braço de Leonardo, fazendo manha.

Desde criança, Leonardo sempre teve muito esse lado "paternal".

"Você contou isso para os pais?" Letícia perguntou, percebendo tardiamente.

Leonardo fez uma cara brava. "Você queria esconder algo tão grande deles? Já contei. Só que eles estão ocupados agora, não conseguem voltar ainda, e me pediram para te dar uma boa lição."

Depois de bravo, a voz de Leonardo suavizou. "Vou te levar ao hospital primeiro."

Letícia foi com Leonardo ao hospital tratar os arranhões. Depois, implorou a ele que a levasse de volta ao campus da Universidade de Jiang.

No caminho, eles pararam para comprar um monte de carne crua.

Letícia foi até o canteiro de flores e chamou baixinho: "Vocês ainda estão aí?"

Assim que sua voz ecoou, a cobra-nariz-de-porco de ontem rastejou para fora da grama.

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Humana, eu até pensei que você ia quebrar sua promessa.

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"Nem pensar! Só fiquei um pouco atrasada com uma coisa. E trouxe umas coisas para você e seus amigos comerem." Letícia espalhou a carne crua na grama.

Enquanto a cobra-nariz-de-porco ia chamar os amigos, Letícia pegou uma caixa térmica que já tinha preparado e colocou na beirada do canteiro. Dentro da caixa também tinha carne.

Embora conseguisse entender a língua das cobras, Letícia ainda tinha dificuldade em aceitar ver tantas jantas ao mesmo tempo.

Quando a cobra-nariz-de-porco deu o sinal, Letícia disse: "Entra, querida. Vou te levar de volta para a sala de incubação."

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Eu gosto do seu cheiro.

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A intenção da cobra era clara: ela queria rastejar para cima de Letícia.

Letícia instintivamente quis recuar, mas se segurou. "Querida, eu tenho um pouco de medo de você. É melhor você entrar na caixa térmica."

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Tudo bem.

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A cobra-nariz-de-porco, com uma pontinha de decepção, deslizou para dentro da caixa térmica.

"Leti, então essa era a 'coisa importante' que você precisava fazer? Você não tinha medo de cobra desde pequena? Quando aprendeu a se aproximar delas, e até a se comunicar?" Leonardo olhava para a irmã com uma expressão de desconfiança.

Sobre o assunto do "Sisteminha", mesmo sendo o irmão, Letícia não pretendia contar por enquanto. "Aprendi um pouco há um tempo, seguindo alguns materiais de pesquisa. Pensei que, como tenho uma clínica veterinária, e hoje em dia as pessoas gostam de ter animais exóticos, se algum vier à nossa clínica, saber um pouco pode ajudar."

"O medo dá para superar. Não dá para deixar dinheiro na mesa, né? E também não posso ficar dependendo de vocês para me bancar."

Depois de se formar, Letícia não quis trabalhar em um hospital comum e abriu sua própria clínica veterinária. Mesmo em um local bom, os negócios eram ruins, e ela frequentemente dava prejuízo.

Um lampejo de dor passou pelos olhos de Leonardo. "Se faltar dinheiro no futuro, fala com o irmão."

"Irmão, estou precisando agora mesmo. Dá para me dar uns milhares para gastar? Sem renda, não sei nem como vou pagar o salário dos funcionários deste mês." Letícia olhou para o irmão com olhos suplicantes.

Leonardo não pôde evitar de revirar os olhos. Falou cedo demais.

Esqueceu que essa irmã era mestra em abusar da confiança.

Sob a vigilância constante de Leonardo, Letícia foi forçada a descansar em casa por três dias.

Finalmente, depois de muita manha e promessas, Leonardo concordou em deixá-la voltar para a clínica veterinária.

A Clínica Veterinária Fofura foi aberta com a ajuda dos pais depois que ela se formou. Mas quase seis meses depois da abertura, se conseguisse cinco ou seis bichinhos doentes por mês, já era muito.

Ela ainda tinha três funcionários para pagar.

No momento em que Letícia empurrou a porta de correr, um sino tocou. Os funcionários dentro da clínica, pensando que era um cliente, se levantaram animados para receber. Ao ver que era a própria patroa, uma decepção involuntária brilhou em seus olhos.

Mesmo decepcionado, Fábio não pôde evitar de perguntar, preocupado: "Patroa, ouvi dizer que você sofreu um acidente de carro. Como está? Por que não descansou mais alguns dias em casa?"

"Nada grave. Como estão os negócios da clínica recentemente?"

"Só atendemos um, e foi só para pegar remédio para inflamação. A maioria dos clientes daqui foram absorvidos pela clínica do outro lado da rua. Irmã Leti, se a Clínica Fofura continuar tão vazia assim, acho que vamos ter que fechar as portas." Fábio abandonou sua expressão descontraída de sempre.

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Letícia sentou-se na cadeira giratória, balançando as pernas para frente e para trás, batendo levemente os dedos na testa. "Que tal fazermos uma campanha de consultas gratuitas? Para atrair clientes primeiro."

O rosto de Fábio iluminou-se instantaneamente. "Acho que a ideia da irmã Leti é boa!"

Depois de um dia de preparativos, a campanha de consultas gratuitas da Clínica Veterinária Fofura começou a todo vapor.

Letícia usou a conta da clínica para postar vários vídeos de promoção. Até agora, ninguém deu atenção, nem mesmo as visualizações eram poucas.

Os tutores que passavam com seus bichinhos pegavam um panfleto, mas não paravam muito.

"Será que vamos falir tanto que nem para uma campanha gratuita aparece gente?" Fábio, segurando os panfletos sob o sol forte, não conseguia esconder a reclamação no rosto.

Justo quando Letícia estava prestes a tentar animar Fábio, um miado fraco veio da esquina da rua.

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Canalha, fique longe do gato, o gato tem medo de pegar doença.

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Desde que se vinculou ao "Sisteminha", sua audição para sons de animais ficou especialmente aguçada. Onde pessoas normais não ouviam, ela ouvia primeiro.

Que tipo de canalha faria um gato xingar tão alto?

[Missão do sistema publicada. Por favor, hospedeira, cumpra o desejo do gato de rua: expor a verdadeira face do canalha.]

Esta era a terceira vez que ela ouvia a voz do sistema desde o vínculo.

A mesma voz mecânica de sempre. Mas a tal "missão" do Sisteminha era a primeira vez que ela via.

"Que benefícios tem completar a missão?"

[Muitos benefícios. Completar missões concede pontos. Pontos podem ajudar este sistema a fazer upgrade, ou podem ser trocados por qualquer coisa na loja do sistema. Tudo na loja tem preço fixo.]

Letícia enfiou os panfletos nas mãos de Fábio. "Ouvi um miado ali. Vocês cuidam daqui, vou ver o que está acontecendo."

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