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《Três Filhos, Um Segredo e Uma Vingança》Capítulo 2 — Destino Cruel

Cinco anos depois.

No terminal internacional do aeroporto de Dìchéng, uma jovem mulher atravessou as portas de chegada de mãos dadas com dois lindos bebês.

Ela usava um vestido vermelho, a pele branca como porcelana, e mesmo com os óculos escuros não conseguia esconder a elegância provocante que transbordava de cada detalhe.

Era Serena Viana.

"Mamãe, desta vez vai ficar tudo bem mesmo?" perguntou Lorenzo, o filho, caminhando ao lado dela.

Serena acenou com a cabeça. "Destruí todos os meus registros. Seu papai não vai me encontrar."

Há cinco anos ela tinha viajado para o exterior para tratar um paciente com uma doença rara, e foi numa academia que acabou esbarrando em Rafael Duarte.

Os dois eram completos estranhos, mas naquela época Serena tinha dezoito anos e tinha sido envenenada. O único jeito de expulsar o veneno do próprio corpo era engravidar, e entre todos os homens no mundo com o perfil genético compatível com o que ela precisava, Rafael Duarte era um deles.

Por isso, quando viu o rosto dele, ela parou de lutar.

O problema era que, no começo, quem tinha tomado a iniciativa foi Rafael. E mesmo assim, depois daquela noite, ele passou seis anos inteiros tentando matá-la.

Por isso ela não teve escolha a não ser fingir a própria morte para escapar.

Ela tinha engravidado de três filhos, mas por conta da perseguição acabou perdendo o filho mais velho no hospital, e até hoje não havia conseguido encontrá-lo.

Foi então que uma agitação tomou conta da área de chegadas internacionais ali à frente.

Serena ergueu os olhos para ver o que era.

O homem que vinha na frente do grupo usava farda militar, e o tecido camuflado contornava um físico alto e imponente. As feições eram marcadas e profundas, com um olhar frio que cortava o ar.

A forma como andava era a de quem está caçando o tempo todo. O olhar escuro, a farda, tudo nele exalava uma selvageria contida, quase ascética.

O terminal barulhento pareceu congelar no instante em que ele apareceu.

Rafael Duarte.

Ao lado dele caminhava uma mulher de vestido branco, pequena e de aparência frágil.

Serena sentiu as pupilas se contraírem. Era Rafaela Sousa, uma conhecida da mesma cidade natal que ela.

Foi Rafaela quem, no dia do parto de Serena, dedurou sua localização para Rafael. A perseguição que veio depois foi o motivo pelo qual ela perdeu o filho mais velho.

Um ódio fundo e silencioso subiu do fundo dos olhos de Serena.

Mas ela tinha voltado desta vez para encontrar o filho. Não podia fazer nada agora que chamasse atenção.

Serena se virou rápido para o filho e correu para colocar a máscara no rosto dele, cobrindo aquele rosto que era a cópia perfeita do pai.

Só que naquele exato momento, a bolinha de cristal que Zara segurava nas mãos escapou e caiu no chão com um som oco, rolando e rolando até parar bem aos pés de Rafael.

Era a bolinha da sorte dela, a que realizava todos os pedidos.

A menina entrou em pânico e saiu cambaleando para recuperá-la.

Zara tinha nascido com um problema de equilíbrio e coordenação motora.

A inteligência dela era perfeita, mas como os movimentos não acompanhavam bem os pensamentos, ela sempre parecia um pouquinho atrasada nas reações, com um jeito meio sonhador de ser.

Ela não conseguiu se equilibrar direito, e ao passar por Rafaela esbarrou no sapato dela e foi direto sentar no chão.

A menina caiu mas não chorou. Já Rafaela soltou um grito exagerado: "Ai, que dor!"

Dito isso, ela se abaixou de propósito, usando o próprio corpo como biombo, e levantou a mão com as unhas apontadas bem para a panturrilha branca e macia de Zara.

Serena Viana estava viva. Ainda viva.

E tinha conseguido fugir com aquelas duas crianças, que já estavam desse tamanho.

Rafaela rangia os dentes de raiva.

Cinco anos atrás ela não tinha conseguido deixar Serena morrer na mesa de parto. Cinco anos depois, precisava acabar com as três de uma vez por todas.

E o filho mais velho, que ficou na casa de Rafael, estava sob os seus "cuidados carinhosos" e já tinha se transformado numa criança fechada e cheia de traumas.

Se Serena um dia o visse assim, será que ela ia sofrer?

Só de imaginar, Rafaela sentia um prazer amargo e satisfeito.

Os olhos dela brilhavam de veneno enquanto as unhas afiadas desciam direto em direção à veia de Zara.

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