localização atual: Novela Mágica Fantasia Romance Coração Selvagem: Ouvindo a Voz das Feras CAPÍTULO 2: Pedindo Ajuda à Cobra-Nariz-de-Porco

《Coração Selvagem: Ouvindo a Voz das Feras》CAPÍTULO 2: Pedindo Ajuda à Cobra-Nariz-de-Porco

Letícia tentou se abaixar o máximo possível, mas lembrando que cobras, sendo animais de sangue frio, podem ser muito agressivas, não ousou se aproximar demais. Muito menos tentar tocar a cabeça da cobra-nariz-de-porco.

Seria o mesmo que pular na boca do lobo.

Ela só ousou pegar um galho caído por perto e esfregá-lo suavemente na cabeça da cobra. "Me ajude a morder aquele homem. Mas tenha cuidado, ele é muito cruel e pode tentar te machucar."

A cobra-nariz-de-porco tem um veneno leve. Uma mordida causa inchaço e paralisia do sistema nervoso, o que poderia dar a ela tempo para fugir.

'Então eu posso chamar meus amigos para te ajudar também.'

"Que ótimo!" Um lampejo de animação surgiu no rosto de Letícia, mas logo desapareceu.

Com o assobio da cobra-nariz-de-porco, um grande ruído de folhas sendo mexidas veio da grama alta. Ela olhou na direção do som e viu mais de uma dúzia de cobras de cores diferentes se aproximando. Para alguém que sempre teve medo de cobras desde criança, foi de arrepiar os cabelos.

Seus pés recuaram involuntariamente, até que suas costas colidiram com os arbustos atrás dela, só então parando.

Letícia ficou rígida, observando as cobras passarem por ela e se reunirem em frente à cobra-nariz-de-porco.

Sem cerimônia, a cobra-nariz-de-porco começou a discutir o plano de ataque diante de Letícia.

Foi nesse momento que Felipe apareceu.

Usando o pedaço de madeira, Felipe afastou a grama à sua frente. "Letícia, pode sair. Já te encontrei."

Ele tinha revirado todos os arbustos por perto sem encontrar Letícia. Só faltava aquele.

"Parabéns então." Letícia começou a bater palmas enquanto se levantava.

Assim que suas palavras terminaram, a cobra-nariz-de-porco, enrolada em um galho, lançou-se como uma mola em direção a Felipe. Antes que ele pudesse reagir, a cobra enterrou suas presas em seu pescoço.

Depois de morder, a cobra-nariz-de-porco não se prendeu, rastejou pelo corpo de Felipe e desceu.

Felipe agarrou o pescoço latejante e gemeu de dor. "Que droga! Por que tem tantas pestes hoje à noite?"

Assim que as palavras de Felipe saíram, mais de uma dúzia de cobras emergiram da grama. Lideradas pela cobra-nariz-de-porco, avançaram em formação semicircular em direção a ele.

Uma cobra, ele não ligava. Mas de repente ver tantas... Felipe sentiu um calafrio. Enquanto tentava afastá-las com o pedaço de madeira, recuava continuamente. "Se afastem, pestes! Vão embora!"

Com mais e mais cobras se aproximando, Felipe, aterrorizado, jogou a "arma" e correu em direção ao dormitório, rastejando e tropeçando. "Socorro! Socorro!..."

Junto com o grito de Felipe, veio o som de sirenes. Pela primeira vez, Felipe achou o som de uma sirene tão melodioso.

Vendo vários homens de uniforme se aproximando ao som das sirenes, Felipe nem pensou. Ignorando as cobras que tentavam se enrolar nele, ele se atirou nos braços do homem que estava à frente. "Policial, salvem-me! Não sei de onde vieram tantas pestes aqui embaixo do dormitório, e elas atacam as pessoas! Vocês precisam sacrificá-las, por favor!"

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Ao ouvir as sirenes, Letícia relaxou. Deu passos largos para fora de seu esconderijo nos arbustos.

Ela nunca havia percebido antes que o homem que amou por quatro anos pudesse ser tão cruel.

Felipe realmente era um ótimo ator.

Letícia rapidamente piscou para a cobra-nariz-de-porco líder, fazendo um sinal discreto com a mão.

Recebendo o sinal, a cobra-nariz-de-porco liderou o grupo de serpentes de volta para a grama alta.

Sacrifício não era algo da alçada da delegacia.

O homem à frente, o líder, acalmou Felipe. "Fique tranquilo. Vamos ligar para os bombeiros, eles vão ver o que está acontecendo. Se necessário, vão capturar as cobras e soltá-las em outro lugar."

"Eu sou Douglas, vice-comandante da primeira equipe de investigação criminal. Quem de vocês chamou a polícia?" Douglas mostrou sua identificação.

Antes que Felipe pudesse reagir, Letícia falou rapidamente. "Fui eu, oficial. Eu quero denunciar Felipe e minha ex-colega de quarto, Viviane. Eles conspiraram para adulterar os freios do meu carro, causando um acidente na estrada de montanha nos arredores da cidade. Além disso, ele me ameaçou, tentou me matar para me silenciar."

"Meu carro ainda está na estrada de montanha. Vocês podem mandar rebocá-lo. Deve haver evidências lá."

"Além disso, aqui está a prova de que Felipe me ameaçou e tentou me matar." Enquanto falava, Letícia entregou uma pequena câmera a Douglas.

A câmera de bordo tinha sido esmagada no acidente, não sobrou nenhuma evidência. Mas ao vir encontrar Felipe, ela se preparou, colocando uma câmera em uma árvore para gravar um vídeo, deixando registrada a confissão de Felipe.

Vendo a evidência fornecida por Letícia, a ficha finalmente caiu para Felipe. "A câmera de bordo era falsa! Não havia nenhuma evidência! Letícia, você me enganou de propósito!"

"Eu vou te matar, sua vadia!" Felipe se atirou em direção a Letícia.

Antes que ele pudesse tocar em Letícia, os homens trazidos por Douglas o imobilizaram rapidamente.

Quando fez sua maldade, Felipe nem tinha prestado atenção na câmera de bordo. Foi só que, ao ver Letícia de repente, ficou tão nervoso que se entregou.

Letícia se aproximou de Felipe, levantou a mão e deu duas bofetadas nele, até sua própria mão ficar inchada. "É isso mesmo. A câmera de bordo não pegou nada. Eu originalmente não tinha provas. Foi você mesmo que confessou, e ainda deu um show. Então vá para o inferno, seu canalha nojento."

Enquanto falava, Letícia deu alguns chutes nas pernas de Felipe, ainda sem sentir que sua raiva tinha passado.

Douglas originalmente pensou em interferir, mas depois de ver o conteúdo da gravação, não avançou.

A garota era muito coitada. Tão jovem e já enganada por um canalha.

E quase morreu.

Depois que Letícia desabafou, Douglas ordenou que levassem Felipe para a viatura. Então, virou-se para Letícia. "Moça, você precisa vir conosco à delegacia para prestar depoimento."

Letícia entrou obedientemente na viatura e foi com Douglas à delegacia para o depoimento.

Quando saíram da delegacia, o céu já clareava, com tons de pérola no horizonte.

Saindo junto com Letícia estava Viviane, a quem ela havia denunciado. Embora Felipe tivesse mencionado Viviane, a polícia não encontrou evidências diretas de seu envolvimento no crime, então não podiam mantê-la detida.

Tiveram que liberá-la por enquanto, mas com a ordem de não deixar a cidade de Jiang até o caso ser resolvido, podendo ser convocada a qualquer momento.

Viviane, com seus cabelos cacheados, usando um vestido justo vermelho-vivo e saltos altos e finos, caminhou diretamente até Letícia. Seu rosto impecável contrastava fortemente com o de Letícia.

Não que Letícia fosse feia, mas ela foi do local do acidente direto para a Universidade de Jiang, e depois levada à delegacia, sem tempo para trocar de roupa. Sua roupa estava rasgada em vários lugares, e ela estava toda suja.

Um sorriso bonito surgiu nos lábios de Viviane. "Leti, eu sei que você não gosta de mim, suspeita que eu e Felipe agimos juntos contra você. Mas como pode falar algo tão grave sem provas?"

"Não pense que não sei das coisas sujas que você e Felipe fizeram pelas minhas costas. Posso não ter provas agora, mas não significa que nunca vou ter. Conspiração para assassinato... você não vai ficar por aí se gabando por muito tempo." Letícia quase cuspiu as palavras, seus punhos ao lado do corpo se apertando com força.

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