《Um Amor de Outra Vida: O Preço do Sacrifício》Capítulo 23

No dia em que Ana Beatriz estava prestes a partir, Leonardo apareceu novamente.

Os olhos vermelhos, o olhar fixo nas malas ao lado dela.

A respiração pesada.

“Aninha… você vai embora de novo… não é?”

Nesse momento, ele já não tinha mais nenhuma razão.

Não suportaria vê-la desaparecer outra vez diante dos seus olhos.

Ele enlouqueceria.

Antes mesmo de terminar de pensar, já havia avançado e agarrado o pulso dela.

“Aninha, vem comigo…”

A força era grande demais.

Ana Beatriz sentiu dor e tentou se soltar, mas não conseguiu.

Paulo avançou imediatamente, puxando-a para trás e protegendo-a.

“Sr. Leonardo, se controle.”

Essa frase foi o estopim.

A raiva de Leonardo explodiu.

Ele deu um soco violento no rosto de Paulo.

“Cala a boca!”

“O que eu tenho com a Aninha não diz respeito a você!”

Paulo recebeu o golpe, mas revidou na mesma hora.

Os dois começaram a brigar.

Ana Beatriz pegou o celular imediatamente, pronta para chamar a polícia.

Ao mesmo tempo, o assistente de Leonardo chegou com vários seguranças.

Em segundos, Paulo foi contido.

Só então Leonardo voltou a olhar para Ana Beatriz.

Ao ver que ela realmente pretendia denunciar, o olhar dele se tornou ainda mais sombrio.

“Aninha, vem comigo.”

Nos olhos dele, uma obsessão inquieta.

Ela lutou com todas as forças.

Mas foi completamente dominada.

Leonardo a arrastou à força até o carro.

Paulo, imobilizado pelos seguranças, gritou desesperado:

“Leonardo, solta ela!”

“O corpo dela não aguenta isso!”

“Você vai matar ela!”

Mas Leonardo não ouvia mais nada.

Na cabeça dele, só havia um pensamento:

Ele não podia deixá-la ir.

Quando a porta do avião particular se fechou, ele finalmente sentiu um traço de realidade.

Ana Beatriz o encarou, furiosa.

“Leonardo, isso é sequestro!”

“Você enlouqueceu?!”

Ele não respondeu.

Apenas levou um copo de água morna até os lábios dela.

A voz estranhamente suave:

“Aninha, você está cansada.”

“Dorme um pouco.”

“Quando acordar… estaremos em casa.”

Ana Beatriz riu, fria, e virou o rosto.

“Casa?”

“Que casa nós ainda temos?”

A voz fraca.

Mas cortante.

“Leonardo… você não sente nojo de si mesmo?”

O coração dele se contraiu com força.

Ele fechou os olhos por um instante, tentando conter o que transbordava.

Sabia que ela não cederia.

Então escolheu outro caminho.

Segurou o queixo dela.

E forçou a água, misturada com sedativo, garganta abaixo.

Ela tossiu, lutou.

Mas a consciência foi cedendo.

Afundando na escuridão.

Leonardo a segurou quando o corpo dela perdeu força.

Encostou a testa na dela.

A voz baixa, quebrada:

“Me desculpa, Aninha…”

“Eu só… não posso te perder de novo.”

“Vai dar certo…”

“Vai dar…”

Quando ela acordou novamente, já estava no quarto da antiga casa da família Arantes.

A porta foi aberta suavemente.

Leonardo entrou, carregando uma bandeja com mingau e acompanhamentos.

O rosto cauteloso.

“Aninha… você acordou?”

Ele caminhou rapidamente até a cama, colocou a bandeja de lado e estendeu a mão para tocar a testa dela.

“Você está se sentindo mal?”

“Está com fome?”

“Eu pedi para prepararem o mingau de frango que você gostava…”

Antes que seus dedos tocassem, ela virou o rosto bruscamente.

E evitou o contato.

Ana Beatriz se apoiou e se sentou.

O rosto pálido como papel.

“Leonardo…”

“Você só vai me deixar em paz quando eu morrer?”

A mão dele ficou suspensa no ar.

Sem saber onde pousar.

O rosto perdeu toda a cor.

A voz tremia:

“Aninha… não fala assim…”

“Tem um mal-entendido entre a gente…”

“Me dá um tempo…”

“A gente conversa com calma…”

“Se você ficar… a gente pode voltar ao que era antes—”

“啪!”

O som seco do tapa ecoou.

Ela o atingiu com força no rosto.

“Não existe mais ‘antes’, Leonardo!”

O rosto dele virou para o lado.

Uma marca vermelha surgiu rapidamente.

Mas ele parecia não sentir dor.

Em vez disso, olhou para a mão dela, nervoso.

“Doeu?”

“Aninha… você não se machucou?”

O foco dele…

Sempre distorcido.

Sempre errado.

Ana Beatriz puxou a mão de volta com força.

Como se tivesse tocado algo sujo.

A dor familiar voltou ao peito, causada pela agitação.

Ela não quis mais olhar para ele.

Fechou os olhos.

Exausta.

“Sai.”

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