No segundo mês neste mundo, Valentina partiu para estudar no exterior.
A Inglaterra ficava a milhares de quilômetros, e ela estava sozinha. Ao ficar de pé no saguão do aeroporto, não pôde evitar sentir-se desanimada, como se tivesse voltado ao dia em que fora mandada para a Islândia.
Mas desta vez era diferente.
"Val!"
Um chamado veio de trás, Valentina virou a cabeça e viu sua mãe, pai, irmã e irmão vindo em sua direção.
Leonardo não estava.
Valentina inconscientemente olhou para trás deles, ainda não vendo sua figura, e retirou o olhar, um pouco desapontada.
Olhando novamente para a família, os olhos da Sra. Valentina estavam vermelhos, como se tivesse chorado antes de chegar.
O orgulhoso Eduardo também tinha os olhos vermelhos, mas virou a cabeça, não querendo admitir.
O Sr. Valentina e a irmã Sofia pareciam mais calmos, mas os olhos também estavam cheios de saudade.
A Sra. Valentina segurou a mão de Valentina primeiro: "Val, se tiver algum problema na Inglaterra, tem que nos contar logo, se faltar dinheiro também manda mensagem, não pode perder o contato com a família, entendeu?"
Eduardo interveio ao lado: "Posso mandar mensagem para a irmã se ficar sem dinheiro?"
"Não." Sofia agarrou sua orelha, puxando a cabeça que se aproximava.
Então ela entregou a Valentina uma pequena caixa: "Aqui tem remédios comuns, não tome qualquer remédio de lá, se ficar doente me manda mensagem ou liga, não faça qualquer coisa na pressa, entendeu?"
Valentina pegou, o local da alça ainda tinha o calor residual da palma da irmã.
O calor passou de sua pele para seu coração, aquecendo-a: "Entendi, mãe, irmã."
O Sr. Valentina não disse nada, apenas deu um cartão a Valentina: "Leva, sozinha fora não mostre que tem dinheiro, ouvi dizer que lá fora é perigoso, e não faça amizade com qualquer um."
Valentina acenou obedientemente: "Entendi, pai, vou para estudar, só vou ficar entre a escola e o dormitório."
O Sr. Valentina finalmente ficou satisfeito.
A família já tinha dito o que precisava, e logo chegaria a hora de embarcar.
O olhar de Valentina novamente se voltou incontrolavelmente para a direção da porta do aeroporto.
Sofia, vendo seu gesto, entendeu imediatamente quem procurava.
Ela se aproximou, baixando a voz: "Não procure, o Grupo Leonardo tem uma reunião importante hoje, Leonardo provavelmente não consegue chegar a tempo."
Valentina hesitou, e o sorriso forçado ficou um pouco tenso: "Eu… não estou procurando ele."
Sofia olhou para os outros, puxando-a para o lado: "Está tudo bem entre vocês?"
Valentina também não sabia.
A mensagem que ele enviou era de meio mês atrás, e nestas duas semanas, ele a tratou como sempre, mandando mensagens de vez em quando, convidando-a para jantar.
E sobre o outro eu, ele nunca mais mencionou, nem falou sobre o pedido de casamento ou o anel.
Mas Valentina conseguia sentir que a distância entre os dois ainda existia.
Como hoje, na verdade Leonardo não prometera vir despedi-la, mas também não dissera que não viria.
Mas ele tinha compromissos e não veio, e não a avisou.
Valentina teimou em não admitir, Sofia percebeu, mas não a expôs.
Foi então que o anúncio do saguão do aeroporto ecoou—
"Passageiros do voo CL78763, preparem-se para o embarque, voo de Pequim para Londres…"
O coração de Valentina deu um salto.
Estava na hora de ir.
Na despedida, os olhos de todos finalmente ficaram vermelhos.
Valentina também sentiu pela primeira vez a sensação de ser querida, a solidão ao embarcar sozinha para a Islândia finalmente compensada neste dia.
"Pai, mãe, irmã, Eduardo, vou indo."
Valentina conteve as lágrimas, ergueu a caixa de remédios dada pela irmã e acenou, então virou-se para partir.
Justo quando estava prestes a entrar no corredor, passos apressados surgiram atrás.
"Val—!"
Valentina olhou para trás.
Leonardo chegou apressado, e no pulso que erguia alto para acenar, o colar de sândalo branco era especialmente visível.