《Um Amor de Outra Vida: O Preço do Sacrifício》Capítulo 22

Quando voltou a si, Leonardo já estava deitado em uma suíte de hotel.

Assim que a consciência clareou, ele se sentou bruscamente, como se tivesse se lembrado de algo importante, e saiu cambaleando da cama em direção à porta.

“Aninha…”

No instante em que abriu a porta, a voz parou.

Do lado de fora, havia apenas o assistente.

Leonardo puxou um sorriso amargo.

“Claro… ela me odeia agora.”

“Por que viria?”

O assistente, vendo o estado dele, tentou consolar:

“Sr. Leonardo, não fique tão mal… talvez a Srta. Ana ainda esteja com raiva, só isso…”

Leonardo não respondeu.

Foi direto até o bar.

Pegou uma garrafa de bebida forte.

E bebeu de uma vez.

“Sr. Leonardo…”

O assistente olhou para ele, preocupado com aquele comportamento quase autodestrutivo, mas não conseguiu terminar a frase.

A garrafa foi largada com força sobre a mesa.

Um som seco ecoou.

Leonardo levantou o olhar.

Os olhos completamente vermelhos.

A voz rouca:

“Sai.”

“Mas o senhor—”

“Sai!”

O assistente não ousou insistir.

Abaixou a cabeça.

E saiu.

A porta se fechou suavemente.

O quarto voltou ao silêncio absoluto.

Restavam apenas o som da chuva lá fora.

E a respiração pesada, contida, de Leonardo.

Ele caiu no sofá.

Exausto.

A garrafa rolou pelo tapete.

Ele inclinou a cabeça para trás, olhando fixamente para o lustre de cristal no teto.

Luxuoso.

Frio.

Os olhos vazios.

Quando fechou os olhos, a imagem apareceu.

Os olhos distantes de Ana Beatriz.

E a cena dela caminhando lado a lado com Paulo.

Aquilo cortava seu coração, repetidamente.

Já despedaçado.

De repente, como em um delírio, uma voz fria e mecânica ecoou em sua mente:

【Hospedeiro, se você desistir, o sistema de suporte de vida de Ana Beatriz será encerrado simultaneamente. Tem certeza?】

Sim.

Ele havia desistido.

Três anos atrás.

Ela segurou a vida dele com a própria vida durante aqueles três anos.

E, quando ela mais precisou—

Ele soltou a mão.

Ela tinha todo o direito de odiá-lo.

Ela não lhe devia nada.

“Heh…”

Leonardo riu baixo no quarto vazio.

Um riso seco.

Rouco.

Cheio de desprezo por si mesmo.

Ele levantou a mão e cobriu os olhos.

O líquido quente escorria entre os dedos.

Enquanto a embriaguez o arrastava, a cena diante dele mudou de repente.

Ele voltou àquele quarto de hospital.

O cheiro de desinfetante no ar.

Ana Beatriz, pálida, chorando, segurando a mão dele com força.

Os olhos cheios de medo e súplica:

“Vamos ficar juntos assim, tá bem?”

“Mesmo que seja só um dia… uma hora…”

“Por favor… não vai mais…”

“Eu não quero viver até os cem anos…”

“Eu só quero que você viva…”

“Que você fique bem…”

As palavras que ele antes via como um fardo—

Agora eram flechas envenenadas.

Voltando uma a uma.

Perfurando-o.

Ele pegou outra garrafa.

Sem nem olhar.

E despejou o álcool garganta abaixo.

Quando a consciência estava prestes a afundar completamente—

A porta foi aberta de repente!

O assistente entrou, ofegante:

“Sr. Leonardo! Acabamos de receber uma informação!”

“A Srta. Ana comprou uma passagem para amanhã!”

“Ela vai sair da Suíça!”

A mente entorpecida de Leonardo foi atravessada por um choque gelado.

Ele despertou instantaneamente.

Agarrou o pulso do assistente com força.

Os olhos injetados de sangue:

“Para onde ela vai…?”

“Ela vai fugir de mim de novo?”

Sem esperar resposta, ele entrou em um estado quase insano.

A voz rouca, desesperada:

“Não… não pode…”

“Eu levei tanto tempo para encontrá-la…”

“A Aninha é minha…”

“Ela não pode ir embora!”

Ele se levantou, cambaleando.

Nos olhos, uma chama obsessiva voltou a arder.

“Organiza tudo.”

“Agora.”

“Eu vou levá-la de volta para Porto Azul.”

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