《Um Amor de Outra Vida: O Preço do Sacrifício》Capítulo 11

As pupilas de Leonardo se contraíram de repente:

“O que você disse? Isso é impossível… o sistema deve estar errado!”

O funcionário foi intimidado pela ferocidade em seus olhos.

A voz saiu trêmula:

“Senhor… o sistema não erra. Aqui consta que… o vínculo matrimonial de vocês realmente foi encerrado.”

Leonardo seguiu o dedo dele.

Olhando para a tela.

Dois nomes lado a lado:

Leonardo Arantes.

Ana Beatriz Ribeiro.

E, no campo de status—

Aquelas palavras, afiadas como lâminas:

Vínculo matrimonial encerrado.

A ponta dos dedos dele pressionou a tela.

Como se quisesse atravessá-la.

“Nós não nos divorciamos…”

“Eu nunca me divorciei dela.”

“Eu nem sabia disso…”

“Isso é falso! Só pode ser falso!”

Ele se virou abruptamente.

Agarrou o colarinho do assistente ao lado:

“Os documentos— aqueles que ela me deu para assinar naquele dia!”

O assistente ficou sem ar.

Respondeu apressado:

“Er… eram os documentos de transferência de ações…”

“O senhor assinou pessoalmente… agora estão guardados no cofre da empresa…”

Antes que terminasse—

Leonardo já o empurrou com força.

Na mente dele—

Restava apenas o rosto calmo de Ana Beatriz.

E aquela frase leve:

“Assina aqui antes de ir. Não vai levar nem cinco minutos.”

Então era isso.

Ela havia escondido o acordo de divórcio—

No meio dos documentos.

Ela já tinha—

Desistido dele há muito tempo.

“Sr. Arantes, se não houver outros familiares diretos, então os procedimentos posteriores só podem ser realizados por…”

O funcionário tentou continuar, com cautela.

“Eu sou a única família dela!”

Leonardo rugiu.

“Crescemos juntos! Ela só tinha a mim!”

Seu punho bateu com força sobre a mesa.

Um som pesado.

Nesse momento—

Uma voz fria veio da entrada:

“Já não é mais.”

Dr. Ricardo entrou lentamente.

O olhar passou pelos olhos vermelhos de Leonardo.

Colocou um documento sobre a mesa:

“Isto é uma autorização assinada em vida pela Srta. Ana.”

“Ela me designou como responsável por todos os assuntos posteriores.”

O olhar de Leonardo fixou-se naquele papel.

O nome de Ana Beatriz—

Claro.

Impossível de ignorar.

Ele estendeu a mão para pegar.

Mas Ricardo pressionou o documento antes.

“Sr. Arantes, solte.”

A voz dele era calma.

Mas havia desprezo nos olhos:

“Ela já não te ama mais.”

“Você está mentindo!”

Leonardo afastou a mão dele com violência.

“A Aninha me ama tanto… ela nunca se divorciaria de mim!”

“Ela só está brava porque eu vou me casar com outra…”

“Ela só está fazendo birra… ela não faria isso de verdade…”

A voz dele—

Foi diminuindo aos poucos.

Até perder completamente a força.

“Desde o momento em que descobriu que você a enganou…”

Ricardo o interrompeu.

Palavra por palavra:

“Ela já não te amava mais.”

O rosto de Leonardo ficou instantaneamente pálido.

Essa pergunta—

Ele nunca havia feito.

Ou melhor—

Nunca teve coragem de fazer.

“Você sabe como ela viveu esses três anos?”

Ricardo deu um passo à frente.

A voz baixa, fria:

“Ela guardou aquele caixão de gelo por três anos inteiros.”

“Ela não ousava morrer, porque sentia que devia a você noventa e nove vidas.”

“Ela queria sustentar a família Arantes por você… queria viver do jeito que você desejava.”

Os lábios de Leonardo começaram a tremer.

As mãos—

Frias.

Ricardo continuou:

“Enquanto você fingia estar morto… e vivia com Valentina…”

“Ela se trancava no porão.”

“Olhando, repetidamente, para aquelas fotos das suas ‘provas de amor’.”

“Ela tomava o dobro dos remédios.”

“Vomitando sangue… mas não ousava parar.”

“Porque tinha medo de desperdiçar o tempo que você trocou com a própria vida.”

Ricardo soltou uma risada curta.

Fria.

“Você sempre quis saber por que ela ficou ‘cruel’, não é?”

“Porque aqueles três anos…”

“Para ela…”

“Eram uma tortura lenta.”

“E você…”

“Era quem segurava a lâmina.”

A última cor do rosto de Leonardo desapareceu.

Ele recuou.

As costas bateram na parede fria.

Mal conseguindo se manter de pé.

Quis falar.

Quis explicar.

Quis justificar seu “sofrimento”.

Mas as palavras—

Pareciam ridículas até para ele mesmo.

“Ela ainda poderia viver… pelo menos mais seis meses.”

Ricardo lançou-lhe um último olhar.

“Mas foi você quem fez com que ela desistisse.”

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