《Um Amor de Outra Vida: O Preço do Sacrifício》Capítulo 10

Valentina veio correndo, ofegante.

Ao ver Leonardo ajoelhado entre as cinzas, completamente perdido—

Primeiro se assustou.

Nos olhos, um brilho estranho passou rapidamente.

Mas logo—

Substituído por uma expressão de dor e indignação:

“Leo… o que aconteceu com você?”

“Como a Ana pôde ser tão cruel?!”

“Hoje era o nosso casamento… ela fez isso de propósito, só para destruir tudo!”

“Ela sempre foi assim… usando a própria doença, usando a sua culpa para te prender…”

As palavras que viriam a seguir—

Foram interrompidas abruptamente.

Pelo olhar de Leonardo.

Aqueles olhos—

Que antes mostravam ternura, até indulgência—

Agora estavam tomados por veias vermelhas.

Seu rosto sujo de fuligem e sangue.

E o olhar—

Frio.

Cortante.

Carregado de uma intenção de matar quase palpável.

Um arrepio percorreu o corpo de Valentina.

Ela recuou, involuntariamente.

No instante seguinte—

Leonardo se levantou de repente.

E a agarrou pelo pescoço!

“—!”

Valentina perdeu o ar imediatamente.

Os olhos se arregalaram.

As mãos tentaram, em vão, soltar os dedos dele.

“Ana Beatriz… morreu.”

A frase caiu no ar.

Pesada.

Nos olhos de Valentina—

Um traço de alegria passou, rápido demais para ser percebido.

Os dedos de Leonardo se apertaram ainda mais.

Os olhos, vermelhos de sangue:

“Ela morreu… você está feliz, não está?”

Valentina lutava para respirar.

Negando desesperadamente:

“Como… como poderia… eu também estou triste…”

“A morte da Ana foi tão repentina…”

Leonardo soltou uma risada estranha.

“Repentina?”

“A ponto de nem conseguir fugir…”

“Você sabe por quê?”

O olhar de Valentina começou a vacilar.

“Leo… você está entendendo errado…”

“Eu estive com você o dia inteiro…”

“Além disso, agora que a Ana se foi… você pode finalmente esquecer o passado e começar de novo…”

“Começar de novo?”

Leonardo curvou os lábios.

“Não tem mais recomeço.”

“A minha Aninha morreu.”

A força em sua mão aumentou subitamente.

Os olhos de Valentina começaram a revirar.

O rosto ficou arroxeado.

“Leonardo! Solta ela!”

Uma voz velha, mas firme, ecoou.

Dona Helena, apoiada pelos empregados, caminhou rapidamente.

O rosto, pálido como papel.

Ao ver o filho fora de controle e Valentina à beira da morte—

Fechou os olhos.

A voz tremia:

“Você ainda vai errar até quando?!”

“Ana morreu… no dia do seu casamento!”

“Você ainda não entendeu?”

“Isso é o castigo dela para você!”

O corpo de Leonardo tremeu.

Como se toda a força tivesse sido arrancada de repente—

Ele soltou a mão.

Valentina caiu no chão.

Agarrando o pescoço, tossindo violentamente.

O rosto cheio de terror.

Leonardo não olhou para ela.

Virou-se para a mãe.

Os olhos—

Vazios.

Como se toda emoção tivesse sido consumida pelo fogo.

A voz rouca, perdida:

“Mãe…”

“A Aninha morreu…”

“O que eu faço agora?”

Dona Helena levantou a mão—

E lhe deu um tapa forte.

“Eu te avisei desde o começo!”

“Você escolheu esse caminho!”

Apesar da dureza—

Ainda era seu filho.

Ao ver o estado dele—

Sua voz suavizou um pouco:

“Primeiro… vá ao crematório.”

“Deixe a Ana partir com dignidade.”

“O resto… você resolve depois.”

Leonardo permaneceu em silêncio.

Depois—

Assentiu levemente.

Virou-se.

Caminhou em direção ao carro.

Os passos—

Instáveis.

Como um corpo sem alma.

O assistente correu atrás.

Abrindo a porta para ele.

O carro partiu.

Rumo ao crematório.

O caminho—

Silencioso.

Leonardo permaneceu olhando para fora da janela.

Sem foco.

Ao chegar—

Era necessário verificar a identidade.

O assistente entregou a pasta com os documentos.

Leonardo abriu.

Retirou os papéis.

Um a um.

Entregou.

Após verificar—

O funcionário pareceu hesitar.

Levantou os olhos:

“Senhor… desculpe.”

“De acordo com as normas, apenas familiares diretos podem realizar o procedimento.”

“O sistema mostra que… o seu vínculo matrimonial com a Sra. Ana Beatriz…”

“Já foi encerrado.”

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