A expressão de Luna era ainda mais misteriosa que a de Valentina: "Sim, o que foi? Não me diga…"
Ela cobriu a boca, surpresa: "Não me diga que brigou com ele?"
"Não." Valentina rapidamente interrompeu as divagações de sua mente.
Mas também não podia contar a Luna as dúvidas em seu coração, afinal, nem ela mesma entendia o que estava acontecendo.
Neste momento, Valentina sentiu o quão bom era viver em um mundo tecnologicamente avançado.
Ela abriu seu celular, acessou o WeChat, e no topo da lista de contatos estava Leonardo.
Em seguida, pai, mãe, irmã, Eduardo.
Ela não se apressou em ver o histórico de conversas com essas pessoas, mas deslizou para baixo.
Então viu a nota que ela mesma dera para Luna—
Bu Jinyi.
Por que ela mudou de nome?
Valentina entrou no histórico de conversas com "Luna", eram todas conversas comuns entre boas amigas.
Rolando mais para trás, "Luna" disse: [Val! He Zhou se declarou para mim! Estamos juntos! Agora também podemos fazer aquelas viagens em quartetos!]
Valentina virou a cabeça levemente para olhar na direção de Luna.
O rapaz sentado ao seu lado estava sorrindo alegremente, falando algo com ela.
Então ele era "He Zhou".
Isso não existia nas memórias anteriores de Valentina, naquela época Luna nunca tinha namorado, não havia um rapaz ao seu lado.
Ela até aconselhara Luna, se houvesse um rapaz adequado, a tentar namorar.
Mas na época, Luna recusou sua sugestão com uma expressão muito estranha.
Certamente este mundo era diferente.
Muitas coisas mudaram, e todos se tornaram diferentes.
Isso significaria… que toda a dor que ela sofreu antes não se repetiria?
Valentina não conseguiu prestar atenção em nada da aula, ela leu todo o histórico de conversas entre ela e todos.
Como percebera, neste mundo seu pai e sua mãe a amavam muito, sua irmã também, e Eduardo, que deveria ser o mais mimado, tornara-se o de posição mais baixa em casa.
E ela e Leonardo…
Neste mundo, ela nunca o chamou de tio, como Luna… não, Bu Jinyi dissera, ele era seu vizinho.
Uma coisa permaneceu igual: era o terceiro ano deles juntos.
Mas a diferença era que, em sua vida passada, foi ela quem se declarou primeiro, e a partir daí sempre foi a parte ativa no relacionamento.
E desta vez, foi Leonardo quem se declarou, e quem sempre manteve a iniciativa.
Tudo estava invertido, de cabeça para baixo.
Valentina olhou para as conversas aparentemente melosas na caixa de mensagens dos dois, difícil acreditar que do outro lado era o próprio Leonardo conversando com ela.
Mas lembrando-se do carro de manhã, quando Leonardo tomou a iniciativa de pedir um beijo, tudo isso parecia fazer sentido.
Após ver tudo, Valentina largou o celular, restando apenas um pensamento em seu coração—
Muito absurdo.
Tudo era muito absurdo.
O que ela sentia, ouvia, via, tudo parecia um belo sonho cuidadosamente preparado e feito sob medida para ela.
Ela realmente ainda estava viva?
O mundo em que vivia era mesmo real?
Será que tudo isso era um sonho passageiro antes de sua morte?
Valentina sentiu a garganta apertada, os olhos perdidos.
Foi então que o professor no pódio, Prof. Lin, de repente direcionou o olhar para ela: "Aluna Valentina, venha aqui explicar seu trabalho de design para todos."