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《Traída por Dois Corações》Capítulo 7

Ao ver aquelas palavras, Bruno fechou o diário de repente.

Como se não tivesse coragem de continuar lendo.

Arrumou as coisas às pressas.

Comprou a passagem mais cedo possível.

E partiu para a Nova Zelândia.

Trabalho.

Carreira.

Tudo foi deixado para trás.

Naquele momento, ele finalmente entendeu…

Que não é só o futuro profissional que define uma vida.

O amor também.

Sem amor…

De que adianta ter tudo o resto?

Dentro do avião, ele manteve as mãos unidas.

Em silêncio.

Rezando repetidamente.

Rezando para conseguir me ver novamente.

Três meses depois de me mudar para a Nova Zelândia…

Eu vivia sozinha.

Cortei todos os contatos.

Desapareci completamente em um pequeno vilarejo.

Todos os dias, ao nascer do sol…

Eu me deitava na grama.

Sentindo aquela paz que há muito tempo eu não conhecia.

Foi então que percebi…

Nem toda felicidade precisa vir de outra pessoa.

Eu também podia me fazer feliz.

Naquele dia, eu estava tomando café.

Quando alguém bateu à porta.

Era um funcionário do consulado.

Fiquei confusa.

Já estava pronta para explicar que minha residência ali era legal.

Mas ele logo acenou, negando.

— Não é isso.

— É que um familiar seu… está procurando por você.

— Ele registrou um desaparecimento seu aqui na Nova Zelândia.

Eu já sabia.

Era coisa do Bruno.

Recusei de imediato.

— Eu não quero ir.

O funcionário, constrangido, insistiu:

— A senhora precisa comparecer pessoalmente para assinar.

— Caso contrário, o registro vai seguir como desaparecimento real.

Mesmo sem vontade…

Para não causar problemas…

Acabei indo.

Assim que entrei no salão do consulado…

Eu o vi.

Bruno Almeida.

Depois de três meses sem vê-lo…

Ele parecia outra pessoa.

Exausto.

Consumido.

Aquele ar elegante que ele sempre teve… havia desaparecido.

Até a postura, antes reta…

Agora estava curvada.

— Assine aqui.

O funcionário me entregou o documento.

Depois lançou um olhar para Bruno, não muito longe dali.

E disse, surpreso:

— Você sabia? Seu namorado caminhou por quase dois meses na Nova Zelândia procurando você!

— Ele percorreu cidades, vilarejos… até gastar a sola dos sapatos!

Só então eu percebi.

Bruno estava descalço.

A pele, que antes era clara, agora estava escurecida pelo sol.

Sem qualquer traço daquela imagem refinada de antes.

— Posso ir agora?

Depois de assinar, me virei para sair.

Mas Bruno segurou meu braço.

— Cami… eu preciso falar com você.

Virei o rosto.

Segurando o incômodo dentro de mim.

— Bruno, tudo que precisava ser dito… já foi dito.

— E o que não foi… não precisa mais ser.

Antes, era por amor…

Que eu desperdiçava tempo com ele.

Acreditando que ele poderia mudar.

Mas agora…

Sem amor…

Eu não tinha mais tempo a perder.

A minha indiferença o feriu.

Ele afrouxou o aperto na minha mão.

Como se estivesse recuando.

— Não…

— Eu vim me desculpar.

— Eu errei. Eu te machuquei.

— Agora eu entendi tudo.

— Eu quero compensar você… quero recomeçar…

— Quero voltar com você…

Quanto mais ele falava…

Mais baixa ficava a sua voz.

Antes, ele era tão seguro.

Nunca teve medo de me perder.

Sempre acreditou que eu ficaria ao lado dele para sempre.

Mas agora…

Ele já não tinha essa certeza.

O olhar frio.

O meu afastamento.

Tudo isso…

Era uma forma de ir embora.

Soltei um suspiro leve.

E disse, com calma:

— Vamos parar por aqui.

— Antes que tudo fique ainda mais feio… vamos terminar com dignidade.

Quando estávamos juntos…

Foi intenso.

Então, ao nos separarmos…

Que ao menos reste respeito.

Há coisas…

Que não voltam pelo mesmo caminho.

O amor que foi pisoteado…

A sinceridade que foi quebrada…

Tudo isso vai se dissipando com o tempo.

Até que, um dia…

Desaparece por completo.

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