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《Traída por Dois Corações》Capítulo 6

O coração de Bruno pareceu parar por alguns segundos.

Só voltou a si quando o celular caiu no chão, produzindo um som seco.

As mãos tremiam tanto…

Que ele mal conseguia pressionar os botões corretamente.

Respirou fundo, tentando se controlar.

Ligou de novo.

E de novo.

E de novo.

Mas nenhum milagre aconteceu.

Aquele número que ele sabia de cor…

Agora era apenas um número inexistente.

WhatsApp, TikTok, todas as redes onde poderia me encontrar…

Ele abriu uma por uma.

Mas, sempre que enviava uma mensagem…

Aparecia apenas um ponto de exclamação vermelho.

E, ao atualizar…

A conta já tinha sido excluída.

A inquietação que ele vinha ignorando à força…

Explodiu de vez naquele momento.

Bruno sentiu que, se não fizesse algo agora…

Seria tarde demais.

Ele não se importou com o chamado das enfermeiras.

Não se importou com Larissa, que ainda precisava de alguém ao lado.

Virou-se…

E saiu correndo.

Ele nem sabia há quanto tempo estava correndo.

Mas não ousava parar.

Em casa, tudo que era meu ainda estava lá.

Inclusive a mala que ele tinha chutado.

Eu não a levei.

A mesa, arrumada…

Tinha apenas uma folha de papel a mais.

“Bruno Almeida, eu te odeio.”

De todas as palavras possíveis…

No fim, restou apenas uma:

Eu te odeio.

O que eu odiava…

Nunca foi só a traição.

Mas o fato de ele não ter me contado.

Nem ter escolhido cortar relações com Larissa.

Eu o conhecia bem demais.

Qualquer mudança mínima…

Eu perceberia.

Por que precisava esperar…

Até eu descobrir tudo da pior forma?

Até eu ficar destruída?

Só então ele admitiria?

Admitiria que…

A felicidade que prometeu…

Já tinha desmoronado.

Bruno apertou o papel com força.

E caiu no chão.

As lágrimas escorriam, uma após a outra.

Ele gritou, desesperado.

Ele também se odiava.

Odiava a si mesmo por ter destruído tudo.

Por ter destruído uma felicidade que estava tão perto.

Faltavam apenas quinze dias.

Quinze dias…

E ele teria me visto vestida de noiva.

Segurando minha mão…

Caminhando comigo até o altar.

Mas agora…

Tudo tinha virado cinzas.

Bruno passou dias e noites sem parar.

Percorreu todos os lugares onde estivemos juntos.

Ligou para todos os meus amigos e parentes.

Mas só ouvia uma resposta:

— Eu não sei.

Eles não sabiam de nada.

Ainda estavam felizes.

Me parabenizando.

Dizendo que, depois de oito anos juntos…

Finalmente teríamos um final perfeito.

Quando ouvia isso…

Os olhos de Bruno ficavam vermelhos.

Mas ele não tinha coragem de contar a verdade.

Não tinha coragem de dizer…

Que perdeu a pessoa que mais o amava.

Larissa perdeu o controle no hospital.

Por dias seguidos.

Quebrou tudo que podia.

Nem comia, nem bebia.

Ameaçou o hospital…

Exigindo que ligassem para Bruno.

E quando, finalmente, ele ligou…

As palavras que disse foram frias como gelo:

— Já que você quer tanto morrer, vai pular de um lugar onde ninguém veja.

— Não traz azar para o hospital.

Depois disso…

Ele desligou.

Sem se importar com os gritos desesperados do outro lado.

Enquanto revirava minhas coisas…

Bruno encontrou um diário.

As páginas estavam cheias.

Registrando cada pedaço do nosso passado.

Só de ler…

Era possível sentir o quanto fomos felizes.

Mas, em algum momento…

O tom mudou.

As palavras de felicidade desapareceram.

E deram lugar à dor.

Mais de uma vez…

Eu pensei em acabar com a própria vida.

Até que, na última página, escrevi:

“Se for possível… quero ir para um lugar onde ninguém me conheça.”

“Quero reaprender a viver.”

“Talvez… Nova Zelândia.”

“Tem vilarejos que eu gosto.”

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