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《Traída por Dois Corações》Capítulo 5

Quando Bruno chegou ao quarto do hospital, Larissa estava segurando o celular com força.

O olhar dela… carregado de ansiedade.

Como se temesse, a qualquer segundo, que ele não aparecesse.

— Lari…

Só quando Bruno a chamou, ela ergueu a cabeça de repente.

Soltou um suspiro de alívio.

— Me abraça…

Larissa fez um biquinho, com um ar de quem se sente injustiçada.

Bruno se aproximou.

Ergueu os braços…

De forma quase mecânica.

A mente dele ainda estava presa na cena de antes.

Nas palavras que tinha dito.

Em como, pouco a pouco, foi cravando cada uma delas no meu coração.

Ele não entendia.

Por que tinha dito coisas tão cruéis?

Palavras que nem ele próprio conseguia suportar.

Mas, quando voltou a si…

Eu já tinha ido embora.

Por orgulho…

Ele se forçou a manter a postura.

Segurou o impulso de correr atrás de mim.

Mas, no instante em que me viu desaparecer do seu campo de visão…

Sentiu medo.

— Bruno… o que foi?

Larissa percebeu algo errado.

Se afastou do abraço.

— É por causa da Cami?

Era óbvio demais.

Desde o momento em que ele disse, dentro da ambulância, que ia voltar…

Ela já tinha percebido.

Ele não conseguia me deixar ir.

Nas quatro horas em que ele não apareceu no hospital…

Larissa ligou inúmeras vezes para ele.

Exatamente como eu costumava fazer.

A mesma sensação de impotência, de pânico…

Se espalhando pouco a pouco pelo peito.

Antes…

Ela podia se deitar nos braços dele.

Jogar o celular de lado.

E ordenar que ele não atendesse.

Mas hoje…

Ela começou a ter medo.

Medo de se tornar eu.

Medo de que qualquer palavra minha…

Fosse suficiente para fazê-lo mudar de ideia.

E se afastar dela.

Bruno não respondeu.

Apenas perguntou, em voz baixa:

— Eu fui longe demais?

— Foi por isso que a Cami ficou tão irritada?

Larissa congelou por um instante.

Depois o abraçou com força.

A voz tremendo.

— Não…

— Mesmo que ela vá embora… então deixa ela ir.

— A gente pode ficar junto.

— O nosso filho também precisa de um nome… de um lugar.

Um lugar onde possa existir sob a luz do dia.

Sem ser julgado.

Mas Bruno a afastou.

— Ela é sua melhor amiga.

— Você não sente nada?

— Não tem medo de perder ela? De perder a mim?

Os olhos de Larissa começaram a se despedaçar.

— O que você se importa… é com a última parte, não é?

— Você tem medo que ela termine com você.

— E eu? E o nosso filho?

Ela puxou a camisa dele com força.

Descarregando toda a sua revolta.

— Bruno Almeida, já que alguém vai sair machucado…

— Então para de pensar nela!

— Agora eu estou grávida do seu filho. Do seu sangue!

— Não importa o que aconteça… ela nunca vai nos perdoar, você entende?!

Ela queria sacudi-lo.

Fazê-lo acordar.

Fazê-lo aceitar que não havia mais volta.

Mas o que Bruno se importava…

Não era isso.

Ele recuou, passo a passo.

O olhar carregado de repulsa.

— Então você sabia desde o começo?

— Todas aquelas vezes que você veio pedir desculpa…

— Era só para fazer ela ir embora mais rápido?

— Larissa… ela é sua melhor amiga!

— Vocês cresceram juntas!

Larissa riu.

Um riso vazio.

Ela não sabia…

Para quem ele estava encenando aquela “profundidade”.

Como se aquele filho…

Ela pudesse ter gerado sozinha.

Naquela época…

Ele recusou?

— E daí?

— Desde que eu seja feliz… pouco importa quem sofra.

Ela desabou na cama.

Já sem forças.

Sem a mesma energia de antes.

A enfermeira entrou, trazendo o soro.

E aquele confronto silencioso…

Foi interrompido.

Bruno saiu.

Sentou-se no banco de ferro do lado de fora.

O olhar vazio.

Depois de pensar e pensar…

Ele pegou o celular.

Como se finalmente tivesse decidido resolver tudo.

Mas, do outro lado da linha, só veio uma voz fria:

— Desculpe, o número que você ligou não existe.

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