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《Traída por Dois Corações》Capítulo 2

Meu peito parecia esmagado por uma pedra enorme.

Eu mal conseguia respirar.

Sempre foi assim.

Sempre que o assunto envolvia Larissa, Bruno se tornava inflexível.

Mesmo com minhas lágrimas escorrendo até os lábios, ele continuava impassível.

— Ela já pediu desculpa. É você que não sabe valorizar!

Depois de gritar isso, ele segurou a mão de Larissa… e foi embora.

O som da porta batendo com força ecoou como um tapa no meu rosto.

Sem forças, desabei no chão.

Ao meu lado, ainda estava o cachecol inacabado.

Todos os invernos, eu tricotava um para Bruno com antecedência.

Ele tinha a saúde frágil — bastava pegar um resfriado para ficar dias com febre.

Mas este ano era diferente.

Era vermelho.

O modelo que ele mesmo insistiu que eu fizesse.

— No dia do casamento, vou usar esse cachecol e mostrar para todo mundo!

— Quero que meus amigos saibam que tenho uma esposa talentosa assim!

Naquela época, estávamos tão próximos…

Sonhando juntos com o casamento que estava por vir.

O calor da respiração dele roçava minha orelha.

Eu realmente achei…

Que finalmente estava prestes a ser feliz.

Mas então, o telefone tocou.

E tudo se despedaçou.

— Estou grávida.

— O filho é do Bruno.

As palavras de Larissa eram diretas. Cruéis.

Elas se tornaram a lâmina que destruiu minha última defesa.

Logo depois, Bruno me ligou.

Sua voz estava baixa, quase leve.

— Eu não tenho escolha.

— Fui eu quem causou isso. Preciso assumir a responsabilidade.

— Se você quiser… o casamento ainda pode acontecer. Só que, depois disso…

Depois disso…

Ele não poderia cumprir o que tinha acabado de prometer.

Não poderia cortar contato com ela.

Não poderia desaparecer da vida dela.

A “responsabilidade” dele agora… só me parecia ridícula.

Durante cinco anos ao lado dele, Bruno sempre pensou apenas no próprio prazer.

Nos momentos mais intensos, ele ofegava, com o rosto corado, jurando me amar para sempre.

Mas, depois…

Jogava um comprimido na minha direção.

— Toma isso.

Meu corpo já não era mais como antes.

Tonturas intermitentes, náuseas… me perseguiam como um fantasma.

O médico disse que os efeitos colaterais eram fortes demais.

Que eu deveria parar.

Mas Bruno disse:

— Você ainda é jovem. Não tem problema.

Até que, um dia, engravidei por acidente.

E a frieza dele… me destruiu por completo.

— A gente não tem condições de criar um filho agora.

— Aborta. Depois a gente pode ter outro.

Ele marcou a cirurgia com toda naturalidade.

Mas, no dia…

Foi embora por causa do trabalho.

E me deixou sozinha, deitada naquela mesa de operação fria.

E agora…

Agora ele dizia que queria ser um bom pai.

Toda a minha revolta, toda a minha dor…

No fim, viraram apenas um silêncio exausto.

Eu não gritei.

Não discuti.

Apenas respondi com um leve “tá bom”…

E desliguei.

Naquela noite, não esperei por ele como sempre fazia.

Fui dormir cedo.

Pela primeira vez em muito tempo.

Na manhã seguinte, Bruno me acordou com cuidado.

— Cami… você não disse que queria montar aqueles beadzinhos? Quer que eu vá com você?

Era a primeira vez.

A primeira vez que ele não só lembrava do que eu tinha dito…

Mas também cancelava o trabalho para me acompanhar.

Mas, quando chegamos à loja…

Ele estava completamente distraído.

Os olhos presos no celular o tempo todo.

A funcionária não resistiu e comentou:

— Senhor, quando está com a namorada, precisa prestar mais atenção, viu?

Só então ele percebeu.

Eu já tinha terminado meu trabalho.

Enquanto o dele… nem sequer havia começado.

Até o desenho que tínhamos combinado mudou.

Antes, seria uma imagem fofa de duas pessoas juntas.

Mas, no final…

Ficou apenas uma pessoa.

Sozinha.

Ele parecia querer dizer algo.

Mas eu já tinha me levantado para pagar.

Bruno veio atrás de mim, tentando segurar minha mão.

Mas eu andava rápido demais.

Ele falhou… uma, duas, várias vezes.

— Camila Soares!

Ele finalmente me chamou em voz alta.

Eu parei.

Virei para olhar para ele.

— Você está…

Antes que pudesse terminar a frase, o celular dele tocou.

Mesmo cobrindo o telefone…

Eu ainda ouvi a voz de Larissa.

Ao ver a hesitação, a culpa estampada no rosto dele…

Eu sorri.

— Bruno… vai.

Eu não preciso mais de você.

Nem agora.

Nem nunca mais.

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