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《O Amor Que Eu Não Merecia》Capítulo 1

No dia do nosso quinto aniversário de casamento, encontrei um celular antigo no cofre de Leonardo Vargas.

A senha era o aniversário de sua primeira namorada.

Lá dentro, estavam registrados todos os momentos doces do passado deles.

E no álbum de fotos atual dele, não havia uma única foto minha.

“Alice, é divertido bisbilhotar a privacidade dos outros?”

Me virei e olhei para o homem à porta. Não discuti, nem fiz escândalo.

Apenas disse, com calma: “Vamos nos divorciar.”

Leonardo Vargas formatou o celular na minha frente, a expressão tão indiferente que era impossível ler qualquer emoção.

“Pronto. Satisfeita?” ele perguntou. “Ainda quer o divórcio?”

Eu balancei a cabeça com convicção. “Sim.”

...

“Chega disso. Para de fazer cena.”

Leonardo franziu a testa, demonstrando uma certa impaciência.

“Seja boazinha. Quando o projeto de fim de ano terminar, arrumo um tempo para te levar a Hokkaido ver a neve, está bem?”

Vendo que eu permanecia em silêncio,

Leonardo puxou um canto da boca, com aquela despreocupação habitual, e bateu de leve na minha testa com a ponta dos dedos.

“Desta vez não é mentira. É verdade.”

Senti um desejo repentino de rir.

Desta vez não me engana.

Então ele também sabia que havia me enganado tantas vezes antes.

A viagem para Hokkaido, prometida há tanto tempo, foi adiada por ele ano após ano.

Em encontros e sessões de cinema, era sempre eu quem ficava esperando sozinha na porta do cinema, até o filme começar.

Ele disse que viria me buscar, e eu fiquei encharcada pela chuva torrencial sem nunca ver o carro dele.

Leonardo Vargas sempre falhava com suas promessas para mim.

E agora, ao dizer aquelas palavras, ele achava que era uma concessão, uma recompensa.

“Não precisa.” Respirei fundo e repeti com firmeza. “Leonardo Vargas, eu quero o divórcio.”

Desta vez, a expressão do homem ficou fria, e ele perdeu completamente a paciência.

“Alice, você é completamente irracional.”

“Hokkaido, que vá para o inferno. Eu te dei uma chance.”

“Não venha depois choramingar para mim, dizendo que não cumpri minha promessa.”

Dito isso, ele pegou o casaco no sofá, virou-se e saiu.

Sem sequer tocar no jantar cuidadosamente preparado no sabor dele sobre a mesa.

Eu também permaneci em silêncio.

Pela primeira vez, não o detive como costumava fazer no passado, nem mesmo para que ficasse mais um minuto.

Leonardo parou à porta, hesitou por um instante e olhou para trás, para mim.

Eu já havia me sentado, pegado meus pauzinhos e começado a comer em silêncio.

A porta foi fechada com força.

Como se estivesse descontando alguma raiva.

Meu coração já não doía mais, restando apenas um vazio desolador.

Antes, eu sempre pensei que um homem como Leonardo Vargas, tão elevado e distante,

nunca se envolveria com as trivialidades do mundo comum.

Mas afinal, ele também cozinhava para a garota que amava.

Para receber um elogio dela.

Os cortes nas mãos, as bolhas de queimadura, tudo parecia ter se tornado medalhas de amor.

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Ele também havia dito aquelas palavras de amor tão infantis:

Ler todos aqueles registros foi o que me fez perceber com clareza, pela primeira vez,

o quão ridícula eu havia sido.

No dia seguinte, combinei de encontrar minha melhor amiga, a advogada Beatriz, em um café, para que ela me ajudasse a redigir o contrato de divórcio.

“O que aconteceu com vocês dois? Desta vez foi tão sério assim?” Beatriz perguntou, com o rosto cheio de surpresa.

Ela era quem mais sabia o quanto eu amava Leonardo Vargas.

Sempre que tínhamos desentendimentos antes, no máximo entrávamos em um período de guerra fria.

“Estou realmente cansada.” Eu disse, olhando o tráfego intenso pela janela. “Sabe, ela voltou ao país.”

Apenas com esse pronome, Bia entendeu.

Clara Mendes.

O primeiro amor inesquecível de Leonardo.

Aquele nome era como uma agulha fina, cravada no meu coração.

Não sangrava, mas de vez em quando me causava dor.

Eu nem mesmo a tinha visto pessoalmente, mas sua existência já me afetou por cinco anos inteiros.

Leonardo dizia que o espaço pessoal era importante, mas ele e Clara compartilhavam uma conta de música.

Leonardo não gostava de expor a vida pessoal, mas suas antigas redes sociais estavam repletas de rastros daquela garota.

A exposição de arte que me levou para ver era do pintor favorito de Clara.

Reclamava que fazer compras comigo era perda de tempo, mas a havia acompanhado a todos os mercados de antiguidades da cidade.

Dois anos de namoro e três de casamento, e Leonardo nunca a removeu verdadeiramente do fundo do coração.

E eu, eu era mais como uma companhia para seu período de vazio, um hábito.

Também uma escolha de segunda opção.

“Tudo bem, deixa o contrato de divórcio comigo, não vou deixar você sair perdendo!” Beatriz disse, preocupada. “Mas, Alicezinha, você realmente tomou uma decisão?”

“Eu sempre disse que esse homem não era para você, o coração dele não estava completamente vazio. Ficar com ele era se humilhar demais.”

“Mas você simplesmente mergulhou de cabeça apaixonada, e não adiantava tentar aconselhar.”

Eu baixei os olhos, mexendo o café na xícara.

“Algumas paredes, só batendo a cabeça com força até sangrar, é que a gente concorda em se virar.”

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