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《De Inútil a Rainha: Minha Jornada no Mundo das Feras com um Sistema de Fofura》Capítulo 48 — Quem foi que disse que coelho não pode comer coelho assado?

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Theo procurou alguns galhos grossos e retos, tirou a casca e entregou para Matheus.

Dante colocou mais lenha seca na fogueira.

As chamas subiram mais alto, e a luz alaranjada fez os olhos dourados dele brilharem ainda mais:

— Luninha, como você sabe que isso serve para temperar?

— Foi o vovô imortal que me ensinou!

Luna inventou na hora, enquanto pensava consigo mesma: eu não posso exatamente falar que isso é tempero de churrasco do mundo moderno, né?

— Para de perguntar tanto e faz logo! Vai ficar tão gostoso que vocês vão querer lamber os dedos!

Sebastian roubou um sachê de tempero, abriu, sentiu o cheiro e os olhos vermelhos se iluminaram:

— Isso cheira bem demais! É ainda melhor do que pó de osso de fera!

— Não encosta!

Luna bateu na mão dele.

— O tempero só entra quando estiver quase pronto! Se colocar antes, vai queimar!

Todos se dividiram naturalmente.

Matheus e Theo ficaram encarregados de espetar a carne dos coelhos.

Leonardo e Dante ficaram assando.

Sebastian ficou ao lado do fogo, virando os espetos de vez em quando.

Adrian continuou de guarda na entrada da caverna.

Hao e Bruno também ajudavam, colocando lenha no fogo.

Luna ficou sentada perto da fogueira, olhando a carne dos coelhos ir mudando de cor devagar.

A gordura pingava nas brasas, fazendo

tzzz tzzz

, e o cheiro ia ficando cada vez mais forte.

Ela engolia saliva sem parar.

— Tá quase! Tá quase! Joga o tempero!

Luna apressou.

Matheus pegou os sachês e, do jeito que ela tinha ensinado, espalhou o tempero de forma uniforme sobre a carne.

O aroma de cominho e pimenta explodiu no ar na mesma hora.

Até Adrian, que estava na entrada, não resistiu e virou a cabeça para olhar.

— Caralho, isso tá cheiroso demais!

Sebastian não aguentou e já esticou a mão para pegar um.

Luna deu um tapa na mão dele:

— Que pressa é essa? Ainda não terminou de assar!

……

Só que, do outro lado, os outros grupos não estavam vivendo esse conforto todo.

A névoa estava mais espessa.

O vento frio doía até os ossos.

Perto do pântano do lado leste, alguns membros-besta caíram no lodo e só conseguiram manter a cabeça para fora.

Quanto mais lutavam, mais afundavam.

Os gritos deles eram desesperados:

— Socorro! Alguém salva a gente!

Mas não havia ninguém por perto.

Só os rugidos das feras respondiam à distância.

Na floresta do lado oeste, alguns membros-besta estavam encolhidos no alto das árvores, tremendo de frio.

A barriga roncava de fome.

Eles só podiam olhar para as aranhas venenosas lá embaixo, quase babando de desespero:

— Se eu soubesse que ia ser assim, nunca teria ido roubar erva! Agora não tem nem o que comer, e ainda temos que ficar cuidando dessas aranhas!

Mais para dentro da floresta do oeste, cinco membros-besta estavam encolhidos dentro de um buraco na árvore, com o estômago roncando sem parar.

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Só conseguiam mastigar frutas silvestres amargas.

Um deles era justamente o raposa-besta que tinha prometido ajudar Camila a matar Luna.

Ele cerrou os dentes e falou:

— Quando amanhecer, a gente vai atrás da Luna. Se eu matar ela, a Camila vai ser minha!

No terreno aberto do norte, alguns membros-besta tinham sido cortados por ervas venenosas.

O corpo inteiro estava inchado e coberto de manchas vermelhas.

Eles gemiam de dor no chão:

— Tá doendo demais! Se eu soubesse que essa competição era tão perigosa, nunca tinha vindo!

……

Enquanto isso, dentro da caverna de Luna, o churrasco finalmente ficou pronto.

Leonardo pegou uma coxa de coelho assada, soprou um pouco e levou até ela:

— Já esfriou um pouco. Come.

Luna pegou e deu uma mordida.

A parte de fora estava dourada e crocante.

Por dentro, a carne estava macia.

O sabor da carne, misturado com o tempero, explodiu na boca dela—

e, por ter sido criada no espaço, aquela carne tinha uma textura ainda melhor.

Era até mais gostosa do que muita coisa que ela tinha comido em hot pot.

— Caralho! Isso tá bom demais!

Os olhos dela brilharam.

Em poucas mordidas, acabou com a coxa inteira e já estendeu a mão para pegar mais um espeto.

Dante também pegou um e levou até a boca dela:

— Luninha, come devagar. Vai acabar se engasgando.

— Eu não preciso que você me dê na boca! Eu tenho mãos!

Luna reclamou, mas mesmo assim abriu a boca e mordeu o pedaço que ele ofereceu.

Sebastian balançou as caudas, roubou o maior espeto de todos e começou a comer cheio de gordura no canto da boca:

— Sua maluquinha, esse tempero é mágico demais! Você ainda tem mais?

— Não tenho! Só vieram esses poucos!

Luna revirou os olhos, mas por dentro já fazia contas:

quando juntar pontos suficientes, eu vou trocar um depósito inteiro de tempero de churrasco. Vou comer até enjoar.

Matheus, em silêncio, pegou um espeto e o entregou para Rafael. Depois pegou um para si e começou a comer devagar, enquanto os olhos de lobo voltavam vez ou outra para Luna, só para confirmar que ela estava comendo feliz.

Adrian comeu dois pedaços e voltou para a entrada da caverna.

Mas, mesmo vigiando lá fora, as orelhas continuavam atentas aos sons aqui dentro.

Luna estava comendo com gosto quando ouviu o aviso do sistema:

【Ding! A hospedeira está apreciando comida deliciosa e ficou de bom humor! Pontos de fofura +100! Os companheiros de equipe também estão felizes com a refeição, acionando recompensa extra! Pontos de fofura +500! Pontos atuais: 260150!】

— Ah, vai se foder! Comer churrasco também dá ponto?

Os olhos de Luna se arregalaram.

Ela ficou ainda mais animada.

— Então pronto! Daqui pra frente eu vou comer churrasco todo dia até chegar aos trezentos mil!

【Hospedeira! Você não consegue ter um objetivo mais elevado, não?】

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Borboleta resmungou.

【Os pontos por churrasco são pouquinhos. Você ainda precisa matar mais feras e colher mais ervas!】

— Tá, tá, eu sei!

Luna respondeu sem dar a menor importância, enquanto terminava mais um espeto.

……

Ao mesmo tempo, na casa de palha do Vale Valente, Helena estava sentada ao lado do fogo, costurando uma pele de fera, mas o olhar fugia para a porta o tempo todo.

As sobrancelhas estavam cada vez mais franzidas.

— Augusto… como será que a Luninha tá agora? Será que ela tá passando frio? Será que conseguiu comer alguma coisa? Quantas ervas já colheram?

Augusto estava ao lado dela, segurando um osso de fera já lixado, entalhando um brinquedo para o bebê que ainda nem tinha nascido.

Ao ouvi-la, colocou o osso de lado e segurou a mão dela:

— Fica tranquila. A Luninha está com Rafael, Theo e os outros cinco. Nada vai acontecer com ela.

— Mas eu continuo preocupada!

Helena soltou um suspiro.

— A Floresta Nebulosa é tão perigosa… ainda por cima o pessoal do Zhu Liang tá mirando nela. E ela é a única fêmea da tribo participando dessa competição. Mesmo sendo maluquinha, ela continua sendo minha filha.

— Ela não é uma fêmea comum.

Augusto sorriu de leve.

— Você não percebeu? Desde que ela acordou, ficou diferente. Mais corajosa. Mais esperta. Sabe lutar contra feras, entende de ervas… talvez essa competição ainda traga uma grande surpresa pra nós.

— Surpresa não é o que mais me importa. Eu só quero que ela volte viva.

Helena passou a mão sobre o próprio ventre.

— Quando ela voltar, eu vou fazer o mingau de Erva Qingling com carne que ela mais gosta. E também vou assar cervo para ela comer até cansar.

Augusto assentiu, e os olhos ficaram ainda mais suaves:

— Se o Zhu Liang ousar tocar em um dedo dela, mesmo que eu tenha que colocar minha vida nisso, vou fazer ele pagar.

……

Na caverna, Luna já tinha acabado o terceiro espeto de coelho.

Deu um tapinha na barriga e soltou um arroto satisfeito:

— Tô cheia! Isso sim é vida! Melhor do que aquelas latas que eu roubava no apocalipse!

Leonardo lhe entregou um cantil:

— Bebe água. Não vai se engasgar.

Luna pegou o cantil, bebeu um gole e se recostou na pedra, olhando os homens ao redor da fogueira—

Leonardo colocava mais lenha no fogo,

Dante juntava os ossos que restaram dos coelhos,

Matheus limpava a lâmina com cuidado,

Sebastian estava brincando com um sachê de tempero,

Adrian seguia de guarda na entrada,

Rafael e Theo conferiam a lista das ervas do dia seguinte.

Hao e Bruno já estavam praticamente deitados, descansando.

Foi então que Luna sentiu, de repente, que estava esquecendo alguma coisa.

Ela ergueu os olhos e olhou para Dante.

Isso.

O cio dele tinha passado só quatro dias.

Ainda faltavam três.

Puta merda.

Como foi que eu esqueci isso?

Melhor eu me fingir de morta e ficar bem quietinha.

【Hospedeira! Olha só esse seu jeito sem futuro. Tá começando a achar bom ter eles por perto, né?】 Borboleta provocou.

— Até que vai… — Luna respondeu.

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