《Traição e Vingança: A Promessa Quebrada》Capítulo 7

Quando minha consciência já estava se apagando… Gabriel Torres, meu amigo de infância, entrou no meio das chamas e me salvou.

Mas ele estava sozinho.

Não teve escolha… teve que abandonar Dona Celina, que já havia dado seu último suspiro.

Ele, assim como eu, cresceu no orfanato.

O sentimento que tinha por ela era mais forte que qualquer laço de sangue.

Nós nos abraçamos e choramos.

Mesmo assim, ele ainda tentou me consolar:

— Lívia… a culpa não é sua.

— Quem está errado são eles.

Depois que recebi alta, Gabriel já havia entrado em contato com as autoridades e conseguido as cinzas da Dona Celina.

Fomos juntos ao cemitério… enterrá-la.

Coloquei girassóis — suas flores favoritas — ao lado da lápide.

Meus olhos estavam vermelhos.

— Me ajuda…

— Eu vou fazer a Vanessa pagar por isso.

Gabriel usou seus contatos para entregar todas as provas à polícia.

No momento em que vi as imagens das câmeras de segurança… meu coração se partiu completamente.

Vanessa havia levado pessoas até o hospital, sequestrado Dona Celina e a amarrado no sótão do orfanato.

Já debilitada pela idade, Dona Celina mal conseguia se mover…

Nem mesmo pegar o remédio para o coração que estava no chão.

Só quando me viu… foi que fechou os olhos pela última vez.

Gabriel me puxou para seus braços.

— Mesmo que o Fernando tente protegê-la… eu não vou deixar isso acontecer.

Ele fez uma pausa, depois acrescentou:

— Ouvi dizer que ele acha que você também morreu no incêndio…

— Está completamente destruído.

— Melhor assim.

— Já está na hora de ele provar o gosto do desespero.

No dia do funeral de Dona Celina…

Vanessa apareceu.

No instante em que me viu, parecia ter visto um fantasma.

— Você… você ainda está viva?!

O ódio nos meus olhos era impossível de esconder.

— O que você está fazendo aqui? Sai daqui agora!

Peguei uma xícara de chá e a arremessei na direção dela.

Ela desviou com facilidade, olhando ao redor com desprezo.

— Vim ver a minha própria obra, claro.

— Aquela velha me chamou de amante… mereceu esse fim.

Ela sorriu, cruel:

— Lívia Andrade… por que você não morreu junto com ela?

— Você só ficou viva pra disputar o Fernando comigo.

Meu sangue ferveu.

Forcei-me a conter a raiva que quase explodia dentro de mim.

— Se você não é amante, então o que é?

— Some daqui. Eu não quero mais te ver!

Vanessa, furiosa, estava prestes a avançar sobre mim—

— Vanessa Ribeiro, pare agora!

A voz de Fernando surgiu.

Ele apareceu no momento exato.

Ao me ver, ficou atordoado por um instante… e então me puxou imediatamente para trás dele, me protegendo.

— O julgamento está prestes a começar.

— Como você ainda consegue agir assim sem limites?

Os olhos de Vanessa se encheram de lágrimas, o rosto tomado por uma falsa fragilidade.

— Fernando… você vai acabar cedendo, eu sei…

— Você não vai ter coragem de me deixar ir pra prisão…

Ela lançou um olhar venenoso para mim:

— E essa mulher? De que adianta estar viva?

— Ela não passa de uma bastarda… por que você insiste em tratá-la como um tesouro?

Fernando soltou um riso frio.

— E você?

— Sua mãe também não era amante?

— Se não tivesse engravidado de você, teria passado a vida inteira como amante.

— Com que direito você julga a Lívia?

As pessoas ao redor começaram a cochichar.

O rosto de Vanessa ficou roxo de vergonha, completamente perdida.

— Não… eu não sou filha de amante! Eu não sou!

— A Lívia é uma bastarda!

— Ela nunca vai ser melhor do que eu!

Fernando virou-se para mim e segurou minha mão.

O olhar dele estava cheio de uma emoção intensa, impossível de esconder.

— A Lívia é a pessoa mais importante da minha vida.

— Não importa de onde ela venha… ela é minha esposa.

Enquanto todos ao redor demonstravam inveja—

Eu, sem expressão, soltei a mão dele.

— Senhor Duarte… você esqueceu?

— Você já assinou o acordo de divórcio.

— Nós… não somos mais marido e mulher.

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