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《Renascida das Sombras》Capítulo 3

4 A Queda da Fortaleza Estelar

Dois meses depois, a notícia chegou: a Fortaleza Estelar havia caído.

Duas semanas mais cedo do que eu me lembrava.

Havia pouquíssimos sobreviventes, dispersos por várias Zonas Seguras remanescentes. Nós recebemos quinze deles. Entre eles, não estavam Lorenzo nem Viviane.

Senti um alívio, mesclado com uma estranha pontada de perda. Embora tivessem me traído duas vezes, afinal, foram as pessoas mais próximas que já tive.

“Ana Luz, alguém pediu para vê-la.” Um dia, após o turno, Sílvia me encontrou.

Confusa, segui-a até a ala médica. No leito mais isolado, vi uma figura tão ferida, tão desfigurada, que mal parecia humana.

“Ele não para de chamar pelo seu nome.” Disse um dos paramédicos.

Aproximei-me da cama e finalmente reconheci aquele rosto – era Lorenzo. Ele conseguira sobreviver.

Seus olhos se abriram lentamente, e ao me ver, arregalaram-se. Seus lábios ressecados tremularam: “Ana Luz… me perdoe…”

“O que aconteceu?” Perguntei com frieza.

“O núcleo de energia… foi corrompido… todos… Viviane, ela…” Suas palavras eram desconexas, seus olhos cheios de terror. “Ela se transformou em outra coisa… ainda está me procurando…”

Um calafrio percorreu minha espinha. Viviane não morrera, mas fora transformada pela energia esquecida. Isso não acontecera na vida passada.

“Descanse.” Virei-me para sair.

“Espere!” Lorenzo agarrou minha mão de repente. “Ela me contou uma coisa… sobre suas origens…”

Parei. “Que origens?”

“Você não é filha biológica dos nossos pais… eles a encontraram em uma ruína esquecida…” A respiração de Lorenzo ficou ofegante. “Viviane disse… você é a chave… que pode abrir um certo portal…”

Eu queria perguntar mais, mas o paramédico sinalizou que eu devia sair. “Ele precisa descansar. A condição é instável.”

Naquela noite, refleti repetidamente sobre as palavras de Lorenzo. Eu era adotada? Aquilo explicava muitas coisas – por que meus pais sempre me tratavam de forma diferente de Lorenzo, por que às vezes eu tinha reações estranhas à energia esquecida.

De repente, sirenes de alarme soaram por todo o abrigo.

“Atenção, todo o pessoal, alerta nível três! Repito, alerta nível três! Ocorrência de ruptura interna!”

Agarrei meu equipamento e corri para a sala de comando. Marcos e Sílvia já estavam lá, expressões sérias fixadas nas telas de monitoramento.

“O Setor Oeste-B foi completamente corrompido, a barreira está falhando.” Marcos informou de forma breve. “Os Adoradores abriram uma pequena passagem, trouxeram algo para dentro.”

Na tela, uma figura distorcida se movia rapidamente pelo corredor. Outrora humana, agora parecia mais uma sombra com forma humana, deixando para trás um rastro de corrupção por onde passava.

“O alvo é o núcleo de energia.” Sílvia apontou seu padrão de movimento.

“Deixe-me ir detê-la.” Ofereci-me voluntariamente. A experiência acumulada da vida passada me ensinara como lidar com essa existência esquecida, conhecida como ‘Andarilha das Sombras’.

Marcos hesitou por um instante, depois acenou com a cabeça. “Leve o esquadrão tático. Intercepte-a antes que alcance o núcleo.”

Liderando cinco soldados, dirigi-me rapidamente ao ponto de interceptação previsto. Todos sabiam o risco da missão – a Andarilha das Sombras era letal não apenas fisicamente, mas também atacava a mente diretamente.

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Montamos uma emboscada em uma junção de corredores. Quando a Andarilha das Sombras apareceu, reconheci imediatamente aquele rosto distorcido – era Viviane.

“Fogo!” Ordenei.

As armas de energia tiveram efeito limitado, mas suficiente para chamar sua atenção. Ela se virou para nós, soltando um guincho que arrepiou a alma.

“Disperce! Lembrem-se do treinamento!” Gritei, enquanto lançava uma granada de interferência mental.

A explosão da granada fez a forma de Viviane vacilar por um momento. Aproveitei a chance, avançando e cravando um limitador de energia especializado em seu corpo.

Ela soltou um grito ensurdecedor, e então subitamente silenciou. Aqueles olhos que não eram mais humanos fitaram-me, e a boca se contorceu em um sorriso horrendo.

“Ana Luz… nós somos iguais…” Disse com uma voz distorcida. “Quando passei pelo portal… eu vi a verdade… você também é parte do portal…”

“Que portal?” Perguntei, apertando minha arma.

“O portal acima da realidade… esperando pela chave para abri-lo…” Ela de repente começou a lutar contra os limitadores. “Ele está vindo! O Senhor do Medo está vindo!”

Mais limitadores foram cravados em seu corpo, até que ela finalmente parou de se mover.

Mas dentro de mim, mais dúvidas foram despertadas. Portal? Chave? O que isso tinha a ver com minhas origens?

De volta à sala de comando, as expressões de Marcos e Sílvia eram complexas.

“Bom trabalho, mas sua conversa com ela foi gravada.” Marcos encarou-me diretamente. “O que é esse ‘portal acima da realidade’? Por que você é a ‘chave’?”

Reportei honestamente as palavras de Lorenzo e minha própria ignorância.

Sílvia ponderou por um momento. “Talvez haja pistas nos pertences que seus pais deixaram.”

Fiquei paralisada. “Pertences?”

“Sim. Lorenzo e Viviane trouxeram algumas coisas na época. Estão no cofre.”

Dirigi-me imediatamente ao cofre. Dentro de um saco lacrado, encontrei o diário de minha mãe – ou melhor, de minha mãe adotiva.

A última página do diário dizia: “Hoje encontramos uma menina bebê na Sétima Ruína. Nenhum sobrevivente por perto, apenas símbolos estranhos e resíduos de energia. Decidimos adotá-la e batizá-la de Ana Luz. Espero que não seja um erro.”

No final da página, havia um símbolo desenhado à mão – idêntico àquele que eu via nas memórias dos Adoradores do Esquecido.

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