《Traição e Vingança: A Promessa Quebrada》Capítulo 6

— O quê? O que você disse?!

Fernando Duarte nem esperou o assistente terminar.

Tropeçando, correu de volta para o local do incêndio.

Diante dele… um corpo completamente carbonizado.

— Isso… isso é quem?

— Minha esposa? Não… não pode ser ela, certo?

Um funcionário se apressou em explicar:

— Não, senhor. Já confirmamos pelo DNA. A vítima se chama Celina Souza.

Era a diretora do orfanato.

Mas a tensão no peito de Fernando não diminuiu nem um pouco.

— Como ela pode ter morrido queimada?

— Ela não estava no hospital? Eu já tinha providenciado a cirurgia de transplante de coração pra ela…

Desde que Lívia concordou em pedir desculpas, ele havia contatado o doador e iniciado os preparativos para a cirurgia.

Então por que… Dona Celina estava ali?

O funcionário respondeu, impotente:

— Ela foi sequestrada e levada até o orfanato. Já confirmamos isso com o hospital.

— Quanto ao responsável, ainda estamos investigando.

— E sobre o incêndio… suspeitamos que tenha sido provocado de propósito. Provavelmente obra de uma única pessoa.

Lívia sempre tratou Dona Celina como família.

E agora… ela havia morrido assim, diante de tudo.

Fernando desviou o olhar, incapaz de encarar aquela cena.

Mas, ao mesmo tempo… ficava cada vez mais inquieto com o desaparecimento de Lívia.

Quando tentou ligar novamente—

De algum lugar próximo… soou um toque familiar.

Passo a passo, ele se aproximou e pegou um celular quase totalmente queimado no chão.

— Isso… é o celular da minha esposa.

O funcionário ao lado explicou:

— Encontramos no local.

— Se sua esposa realmente entrou aqui… não podemos descartar a possibilidade de que ela também…

— Cala a boca!

Fernando gritou, completamente fora de si.

— Minha esposa não pode ter morrido! Vocês estão falando besteira!

Sua visão ficou turva.

Ele já não conseguia pensar com clareza.

Lívia ainda estava discutindo com ele há pouco… como poderia…

Nesse momento, os seguranças trouxeram Vanessa à força.

— Senhor Duarte, verificamos as câmeras. Foi ela quem sequestrou a Dona Celina.

Vanessa se debatia desesperadamente:

— Me soltem! Eu sou a mulher do Fernando! Quem vocês pensam que são pra me prender?!

— Fernando, me escuta! Eu só queria dar um susto na sua esposa… eu não sabia que ia pegar fogo…

Antes que terminasse—

Um tapa violento caiu sobre seu rosto.

— Foi você?

O olhar de Fernando estava gelado.

— Você realmente me surpreende.

— Sequestrar alguém… você tem noção de que matou a Dona Celina? E que minha esposa pode estar desaparecida por sua causa?!

Ele não conseguia acreditar… que a mulher que ele havia protegido e mimado era capaz disso.

Vanessa, com sangue no canto da boca, ainda tentou se defender:

— Foi ela que me forçou!

— Por que ela pode te obrigar a me deixar? Por que ela pode te monopolizar assim?!

— Você enlouqueceu?!

Fernando estava à beira de explodir.

Ele pisou com força na mão dela.

— Por que você acha que, eliminando a Lívia, você poderia tomar o lugar dela?

— Escuta bem: se algo tiver acontecido com a Lívia… eu faço você pagar com a sua vida!

Com um simples olhar, os seguranças entregaram Vanessa à polícia.

— Fernando! Você não pode me entregar assim! Eu sou quem realmente te ama!

— Por favor, me salva! Fernando, me salva!

Os gritos dela foram desaparecendo ao longe.

Fernando pressionou a testa com a mão… mas não conseguia conter a crescente sensação de pânico.

O assistente perguntou com cautela:

— Senhor Duarte… devemos nos preparar para o pior? Sobre a senhora…

— Preparar o quê?!

Fernando o interrompeu furioso.

— Não encontraram nenhum corpo!

— Eu disse que ela não morreu, então ela não morreu!

Depois de um longo silêncio, ele acendeu um cigarro com mãos trêmulas.

A voz saiu rouca:

— Procurem.

— Enquanto não houver prova da morte… ela ainda está viva.

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