《Traição e Vingança: A Promessa Quebrada》Capítulo 5

— Chamem a polícia! Está pegando fogo!

As pessoas entraram em pânico, correndo em todas as direções.

O incêndio só aumentava, e ondas de calor vinham em direção a eles sem parar.

Fernando Duarte olhava para a cena, o coração apertado — e, de repente, pensou em Lívia.

— Cadê a Lívia? Ela sabe que o orfanato está pegando fogo?

O assistente discou rapidamente, mas logo balançou a cabeça.

— Senhor Duarte… a senhora não atende.

— Mas aqui é no meio do nada… as crianças já devem ter ido pra escola. Provavelmente não tem ninguém lá dentro.

Ao ouvir isso, Fernando finalmente relaxou um pouco.

— Chame os bombeiros agora. Tentem controlar o fogo… e salvar o que for possível.

Quando ele estava prestes a ligar para Lívia novamente, Vanessa segurou sua mão discretamente.

— Fernando… será que não foi a sua esposa que provocou esse incêndio?

— Ela sabia que viríamos hoje à noite… talvez tenha feito isso de propósito, pra nos deixar mal diante da mídia…

Ao ouvir aquilo, Fernando imediatamente se lembrou da forma descontrolada como Lívia tinha atacado Vanessa pouco antes.

— Você tem razão… hoje ela estava claramente contra você.

— Quando foi que ela ficou tão calculista assim?

Desde o acidente entre Lívia e Vanessa, ele tinha ido direto ao hospital ver Vanessa.

Lívia parecia… profundamente triste.

E também muito decepcionada.

Fernando murmurou para si mesmo:

— Qual é a diferença entre três e quatro vezes… que mesquinharia.

Mesmo dizendo isso, ao ver o incêndio violento diante dele, uma dor inexplicável apertava seu peito.

Quando os bombeiros chegaram e começaram a apagar o fogo, Fernando olhou novamente para as ligações não atendidas de Lívia… e sentiu uma inquietação crescente.

Ele se virou e deu ordens ao assistente:

— Fique aqui. Me avise se houver qualquer novidade. Vou pra casa.

— Sim, senhor Duarte.

Vanessa tentou entrar no carro junto com ele, mas, pela primeira vez, Fernando demonstrou impaciência.

— Vou mandar o motorista te levar. Estou ocupado.

Depois de dizer isso, ele nem percebeu quando Vanessa foi esbarrada pelo carro —

o veículo já tinha partido em alta velocidade.

Durante todo o caminho, ele pensava em como contar para Lívia que o orfanato tinha pegado fogo.

Afinal… aquele lugar era praticamente a casa dela.

Ela ia lá quase toda semana.

Agora… estava reduzido a cinzas.

Ela com certeza ficaria devastada.

Fernando tentou deixar de lado a irritação que sentia por ela.

No caminho, parou para comprar um buquê de flores.

— Lívia… você ainda está brava?

Ele entrou em casa com as flores nas mãos, mas logo percebeu que ela não estava na sala.

Subiu até o quarto.

Nada.

— Dona Marta!

A empregada veio apressada.

— A senhora ainda não voltou? Por que ela não está em casa?

Dona Marta balançou a cabeça.

— Senhor… desde que saiu com o senhor, ela não voltou.

— Eu liguei pra perguntar o que ela queria jantar, mas ela também não atendeu.

O coração de Fernando afundou.

Ele se virou abruptamente para descer as escadas—

E várias folhas de exames médicos caíram no chão.

【Dez pontos no ombro】

【Febre alta: 39°C】

【Infecção grave na ferida】

Cada palavra saltava diante dos seus olhos.

Só então ele percebeu… Lívia tinha ficado gravemente ferida no acidente.

Não era à toa que ela estava tão pálida… tão abatida.

Quando ele pegou a última folha—

Seus olhos se arregalaram.

— Acordo… de divórcio?

Não só havia a assinatura de Lívia… como também a dele.

De repente, o pânico tomou conta.

Por que Lívia teria preparado um acordo de divórcio?

E por que ele tinha assinado… sem perceber?

Antes que conseguisse pensar melhor—

O telefone tocou.

Era o assistente.

— Senhor Duarte, aconteceu algo grave!

— Encontraram o corpo de uma mulher no incêndio!

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