《Traição e Vingança: A Promessa Quebrada》Capítulo 4

Meu coração se contraiu com força.

Quando levantei a cabeça, vi o sorriso cada vez mais vitorioso de Vanessa.

Sob os olhares cheios de desprezo de todos ao redor, cambaleei em direção a ela, os olhos vermelhos.

— Ela é a única família que eu tenho… você não encosta nela!

Minha voz tremia incontrolavelmente.

Meu corpo inteiro tremia.

As pessoas começaram a cochichar.

O rosto de Fernando ficou tenso, visivelmente incomodado.

Ele me empurrou com força.

— Lívia Andrade, você não tem limite?!

Fui lançada diretamente contra a torre de taças de champanhe.

Inúmeros cacos de vidro perfuraram minha pele.

Fernando deu um passo à frente por instinto, mas Vanessa foi mais rápida e veio me “ajudar” a levantar.

Ela se inclinou perto de mim e sussurrou:

— Você é bem esperta mesmo… percebeu de cara que fui eu quem levou aquela velha.

Ela riu baixo.

— Agora tenta adivinhar… o que eu vou fazer com ela?

Meu coração disparou.

Quando percebi, minhas mãos já estavam apertando o pescoço dela com força.

— Eu não vou deixar você encostar nela!

No segundo seguinte, uma força brutal me arremessou para longe — e mais um tapa veio logo depois.

— Lívia Andrade, eu já fui bom demais com você!

— O que a Vanessa te fez, hein? Olha pra você… está parecendo uma louca!

Nos olhos dele, eu me refletia… descontrolada, ridícula, humilhante.

Mas, na minha mente… só existia uma coisa—

Dona Celina… entre a vida e a morte.

No instante seguinte, agarrei uma faca que estava ao meu alcance e avancei na direção de Vanessa.

— Ah! Fernando, me salva!

Eu não esperava…

Fernando se colocar na frente dela e receber o golpe nas costas no lugar dela.

Ele virou o rosto, furioso, e ordenou aos seguranças:

— A senhora enlouqueceu! Façam ela se ajoelhar e bater a cabeça cem vezes como pedido de desculpas. Isso vai ajudar a acordar!

Fui pressionada ao chão.

Uma vez…

duas…

três…

Minha testa logo se abriu, sangue escorrendo sem parar.

Mas, ao levantar a cabeça em um dos movimentos, vi Vanessa balançando o celular na minha direção, com um sorriso triunfante.

Na tela…

O orfanato onde cresci estava envolto em fumaça.

E… era possível ouvir o pedido de socorro da Dona Celina.

Meu mundo desmoronou.

— Me solta! Fernando, por favor… me deixa sair!

Tentei me soltar.

Mas Fernando me segurou com força nos braços.

— Enquanto não completar cem vezes, você não sai daqui!

Eu não podia mais pensar.

Continuei batendo a cabeça contra o chão, uma e outra vez.

O sangue já embaçava completamente minha visão.

Meu olhar cheio de ódio percorreu cada pessoa ali.

Por um instante, Fernando pareceu hesitar.

Ele deu um passo à frente para me segurar.

Mas eu o empurrei com toda a força que me restava e corri, sem olhar para trás, para fora do salão.

O olhar dele me seguiu o tempo todo.

E, por algum motivo, seu coração começou a afundar… cada vez mais.

Quando cheguei ao orfanato… o fogo já tinha tomado todo o andar superior.

Corri para dentro como uma louca.

Com as mãos tremendo, tentei soltar as cordas que prendiam Dona Celina.

Ela já estava à beira da morte.

Mesmo assim… sorriu para mim.

E então… deu seu último suspiro.

Fiquei parada, imóvel.

Naquele instante… meu coração morreu junto com ela.

Mas no segundo seguinte—

BOOM!

Uma explosão repentina.

Tudo à minha volta mergulhou na escuridão…

……

Como representante do jantar beneficente, Fernando Duarte foi até o orfanato acompanhado por jornalistas.

Assim que abriu a porta do carro—

O mar de chamas diante dele

o fez congelar no lugar.

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