《Traição e Vingança: A Promessa Quebrada》Capítulo 2

Naquela mesma noite, minha ferida inflamou.

A febre subiu quase a 40 graus.

Fui sozinha chamar o médico, sozinha pagar as despesas.

Atrás de mim, ouvi as enfermeiras cochichando:

— A senhorita Vanessa só teve ferimentos leves, mas o namorado já colocou ela num quarto VIP… e olha essa aqui, nesse estado, completamente sozinha.

Soltei um sorriso de deboche e me virei.

Mas Fernando veio na minha direção e me deu um tapa.

— Lívia Andrade, você passou dos limites!

— Quem mandou você usar meu cartão adicional? A Vanessa vai descobrir quem você é!

— Eu já deixei bem claro que vou terminar com ela, só preciso de tempo! Já fiz tanto, o que mais você quer?

Meu corpo, já fraco, quase não se sustentava.

A marca ardente do tapa fez meus olhos ficarem vermelhos.

Só então Fernando suavizou o tom, avançou e me abraçou.

— Nesse mundo, só eu te amo de verdade. Você consegue sentir isso, não consegue?

— Se você souber esperar, eu vou voltar completamente pra nossa família.

Naquela época…

Eu, uma órfã desprezada por todos, quando ele se ajoelhou para me pedir em casamento… achei que era a mulher mais feliz do mundo.

As pessoas ao nosso redor não acreditavam.

Viviam dizendo:

— O que você fez na vida passada pra conseguir casar com alguém tão apaixonado como o Fernando?

Eu me afundei nesse amor, sem conseguir escapar.

Até que…

Quando Vanessa fazia birra com ele, ele mostrava abertamente vídeos meus sendo humilhada no passado para agradá-la, fazendo com que eu fosse rejeitada pelas outras mulheres da alta sociedade.

Por causa de uma ligação dela, ele me largou numa estrada deserta para voltar sozinha a pé… quase fui atacada por animais selvagens.

E depois foi piorando.

Ele deixava Vanessa ligar de madrugada, colocando o som da respiração deles na cama… o que me fez perder o filho que eu tinha acabado de descobrir que estava esperando.

E ainda teve a coragem de me culpar… dizendo que eu era mesquinha, que nem um filho consegui manter.

Meu rosto estava gelado, o suor frio escorria enquanto a dor me consumia.

Fernando colocou a chave do carro na minha mão.

— Se você continuar aqui, a Vanessa não vai conseguir se recuperar em paz. Dá alta e vai embora agora.

Meu corpo queimava, minha visão escurecia.

Mas mesmo assim… eu respondi:

— Tá.

A expressão dele se tornou complexa.

Nesse momento, recebi uma ligação da Dona Celina, do orfanato.

Quando soube que ela tinha tido um ataque cardíaco, corri, tropeçando, até o andar de cima.

Vi Dona Celina com o rosto roxo, mal conseguindo respirar.

Enquanto tentavam socorrê-la, o médico explicou:

— Agora há pouco, uma jovem veio discutir com ela… chegou até a bater na senhora e disse muitas coisas horríveis!

Minhas pupilas se contraíram instantaneamente.

Para alguém como eu, sem pai nem mãe…

Dona Celina era mais que família.

Virei-me cambaleando.

Vanessa estava jogada nos braços de Fernando, chorando de forma delicada:

— Aquela velha me chamou de amante… eu só me defendi um pouquinho, e ela já se jogou no chão fingindo… buá…

A raiva subiu como fogo dentro de mim:

— Você está mentindo!

Vanessa me lançou um olhar de canto, mostrando algumas marcas falsas de “beliscão” no corpo, e chorou ainda mais alto.

Enquanto isso… na pele exposta de Dona Celina, havia marcas profundas de unhas e hematomas evidentes.

Quando vi o sorriso provocador escondido de Vanessa, perdi completamente o controle.

Avancei e dei um tapa nela.

Mas no segundo seguinte… um tapa ainda mais forte caiu no meu rosto.

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