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《De Inútil a Rainha: Minha Jornada no Mundo das Feras com um Sistema de Fofura》Capítulo 42 — Maluquinha, você passou a noite com o dragão dourado

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Dante acordou com o barulho, ainda meio sonolento, e agarrou a mão de Luna, colocando-a na própria palma:

— Luninha… não fica brava… eu te ajudo a treinar…

A mão de Luna ficou presa na dele e começou a esquentar de novo.

Ela xingou mentalmente, mas não puxou a mão de volta.

A luz da lua atravessava a janela em frestas e caía sobre os dedos entrelaçados dos dois—

droga, aquilo parecia doce demais.

……

Luna acordou por causa do calor correndo pela ponta dos dedos.

Quando abriu os olhos, a luz da manhã já atravessava a janela de madeira e pousava sobre o braço com que Dante a abraçava—

o braço dele era firme, e ainda guardava um resto daquele calor febril, embora já não queimasse como na noite anterior.

Luna mexeu os dedos e percebeu na mesma hora que havia uma força nova correndo dentro do corpo, mais intensa do que três dias inteiros treinando a

Arte do Rei Coelho

.

Ela tentou puxar o poder de madeira.

A luz verde na ponta dos dedos brilhou quase o dobro do que no dia anterior.

Até o progresso da

Arte do Rei Coelho

tinha saltado para

75%

.

— CARALHO!

Luna sentou-se de repente, quase acertando o queixo de Dante.

— Isso não é exatamente cultivo duplo dos imortais? Que diabos! Isso é milagroso demais!

Dante foi acordado por ela. Esfregou os olhos e sorriu com os olhos dourados:

— Luninha, você acordou? Sentiu que ficou mais forte?

Luna lançou um olhar atravessado para ele, mas, por dentro, o coração sangrava—

o primeiro beijo já tinha ido embora.

Agora até a primeira noite tinha ido junto.

Que inferno de mundo das feras era esse, afinal? Será que esse lugar ia mesmo deixá-la voltar ao mundo moderno?

Ela passou a mão na cintura e ainda sentiu a dor latejando. Ao lembrar do sangue da noite anterior, respondeu de boca dura:

— Dói pra caramba! Se eu soubesse que aumentar de nível custava tanto, teria preferido treinar sozinha!

【Hospedeira! Você tá claramente reclamando de barriga cheia!】

Borboleta rolou pela mente dela, rindo daquele jeito irritante.

【Quem foi que ontem abraçou ele e ainda falou que era melhor do que biscoito comprimido?】

— Cala a porra da boca!

Luna xingou dentro da cabeça.

— Continua falando e eu te espeto num graveto, viro churrasquinho e ainda jogo pimenta por cima!

【Não faz isso, hospedeira! Nós somos irmãos de guerra!】

A larvinha se encolheu na hora, mas ainda conseguiu dar mais uma facada:

【Só que você precisa pensar direito… o cio do Leonardo, do Matheus, do Sebastian e do Adrian também tá chegando. Então quer dizer que, quando chegar a vez deles, você também vai ter que…】

A cabeça de Luna zumbiu na hora.

Droga.

É verdade.

Ainda faltavam quatro.

Leonardo. Matheus. Sebastian. Adrian.

Será que ela teria mesmo que “se sacrificar” com todos?

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Isso não era quase a mesma coisa que, no apocalipse, ser cercada por um bando de monstros?

Ela bateu nas próprias bochechas e xingou:

— Sonha! Se algum deles ousar vir, eu enrolo os quatro em vinhas, transformo em zongzi e jogo tudo pro dragão negro comer!

Dante observou o rosto dela mudando de expressão o tempo todo e passou a mão com cuidado no cabelo dela:

— Luninha, para de pensar nisso. Eles não vão te forçar. E eu também vou te ajudar a segurar eles.

Luna engasgou por um segundo com aquela gentileza toda e virou o rosto:

— Quem foi que pediu pra você segurar alguém? Eu sozinha dou conta!

Mas, por dentro, pensou:

Esse picante aí até se aproveitou de mim, mas pelo menos não parece tão canalha.

Ela afastou a coberta e desceu da cama.

Só que, assim que ficou de pé, cambaleou—

tinha levantado rápido demais, e a cintura doeu outra vez.

Dante a segurou depressa. A cauda dourada se enrolou discretamente em sua cintura para ajudá-la a se equilibrar:

— Anda devagar. Eu seguro você.

Luna quis afastá-lo.

Mas, como ele a mantinha firme sem machucá-la, acabou deixando.

Os dois caminharam assim até a porta.

No momento em que ela abriu—

o quintal inteiro estava cheio de gente.

Helena segurava uma tigela de mingau.

Augusto estava ao lado.

Os seis irmãos estavam alinhados.

E, além deles, Leonardo, Matheus, Sebastian e Adrian também estavam ali, todos olhando diretamente para os dois.

O ar pareceu congelar.

Só o som do vento passando pelas ervas aromáticas seguia vivo.

Helena foi a primeira a sorrir. Nos olhos escuros havia um calor quase transbordando:

— Luninha, acordou? Vem tomar café. A mamãe fez mingau de carne com Erva Qingling, cozidinho.

Augusto assentiu. Os olhos dourados passaram por Dante, mas ele não disse nada. Só deu um passo quase invisível para o lado de Luna, bloqueando um pouco o vento.

Rafael se aproximou e entregou um cantil:

— Luninha, toma água primeiro. Depois eu te explico as regras da competição.

Luna pegou o cantil e fingiu tossir:

— Cof! Cof! O que foi? Nunca viram alguém acordar tarde? Além disso, eu já rompi para A-rank hoje. Não tô tão atrás de vocês assim.

No instante em que essas palavras saíram, o pátio explodiu.

Theo arregalou os olhos:

— Sério? Sétima irmã, você chegou em A-rank?

Enzo bateu palmas:

— Isso sim é incrível! Quero ver agora quem ainda vai ter coragem de te chamar de inútil!

Leonardo se aproximou com um pedaço de carne de cervo assada na mão. A testa estava franzida, e ele já não sorria como de costume:

— Come. Você vai precisar de força pra competição.

Ele estendeu a carne.

Os dedos apertavam um pouco demais, a ponto de o caldo escorrer.

Matheus ficou ao lado em silêncio, a mão sobre a faca da cintura, os olhos fixos na mão com que Dante ainda a apoiava.

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Sebastian balançou as caudas e se aproximou com um sorriso preguiçoso:

— Nossa maluquinha é boa mesmo. Não só rompeu pra A-rank como ainda “dormiu” com o nosso dragão dourado. E aí, ontem à noite ele te cansou muito?

Adrian trouxe um cantil e falou num tom raro de suavidade:

— Água gelada da nascente do Mar do Leste. Ajuda com dor na cintura.

O rosto de Luna ficou vermelho na hora.

Ela pegou o cantil e o atirou na direção de Sebastian:

— Cala essa boca! Fala mais uma besteira e eu arranco suas caudas pra fazer cachecol!

Sebastian desviou com leveza e riu ainda mais alto:

— Ficou sem graça, foi?

Dante puxou Luna um pouco para trás de si, protegendo-a. Os olhos dourados esfriaram:

— Não provoca ela. A cintura dela ainda dói.

Assim que ele disse isso, o clima mudou de vez.

O rosto de Leonardo ficou ainda mais pesado.

Matheus apertou a faca com mais força.

Até os olhos azuis de Adrian escureceram um pouco.

Luna se soltou depressa da mão de Dante e correu para a mesa:

— Comer! Comer! Eu tô morrendo de fome!

Ela não queria ficar sendo observada daquele jeito pelos quatro ciumentos—

principalmente Leonardo, que estava olhando para Dante como se fosse engoli-lo vivo.

A mesa de madeira estava posta com carne de cervo assada, mingau de Erva Qingling e frutas silvestres lavadas.

Luna pegou um pedaço de cervo e começou a comer.

A carne tinha até um leve gosto de sal.

Enquanto mastigava, perguntou a Rafael:

— Irmão, afinal, como é essa regra da competição?

Rafael sentou ao lado dela e tomou um gole do mingau antes de responder:

— Dez pessoas por equipe. No total, trinta equipes. A primeira rodada do primeiro dia vai ser eliminatória, ainda dentro da Floresta Nebulosa—

Ele fez uma pequena pausa.

— Cada equipe precisa coletar vinte ervas designadas. Se alguém da equipe se ferir ou morrer, não pode haver substituição. As rodadas seguem assim, com eliminação sucessiva, até sobrar trinta pessoas em vinte equipes. Depois, as equipes são refeitas em três grupos. Quando restarem vinte pessoas, formam-se dois grupos. E, por fim, os sobreviventes desses dois grupos entram na final. Só quem vencer lá recebe a recompensa.

— Então também tem que eliminar os adversários?

Luna ergueu a sobrancelha.

— Quer dizer que pode brigar?

— Pode. E todos vão assinar termo de vida e morte.

Rafael assentiu.

— Mas os outros clãs provavelmente vão tentar te emboscar. Especialmente o pessoal do Zhu Liang. Ele com certeza vai mandar os subordinados dele te focarem.

Luna mastigou a carne, os olhos ficando afiados:

— Que venham. Quem tá com medo? Assim eu testo minha força de A-rank e ainda ganho mais pontos de fofura.

Dante, sentado ao lado dela, encheu uma tigela de caldo de carne e empurrou em sua direção:

— Eu vou ficar no seu grupo. Vou ajudar você.

— Não preciso!

Luna respondeu de boca dura.

— Eu dou conta sozinha!

Mas, por dentro, sentiu um calor doce.

Esse dragão dourado até que sabia se comportar.

Leonardo largou a carne que tinha nas mãos e falou, olhando para Luna:

— Eu também vou no seu grupo. Eu luto melhor do que ele.

Matheus falou logo em seguida:

— Eu também vou.

Sebastian sorriu, balançando as caudas:

— Conta comigo. Eu sou ótimo pra detectar armadilha e jogo sujo.

Adrian assentiu com calma:

— Eu fico com a exploração. Na névoa, eu enxergo mais longe do que vocês.

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