localização atual: Novela Mágica Fantasia De Inútil a Rainha: Minha Jornada no Mundo das Feras com um Sistema de Fofura Capítulo 39 — Recebendo a Pérola do Espírito de Fogo

《De Inútil a Rainha: Minha Jornada no Mundo das Feras com um Sistema de Fofura》Capítulo 39 — Recebendo a Pérola do Espírito de Fogo

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Os guardas conferiram a placa de comando e abriram a porta do tesouro tribal.

Lá dentro era enorme.

Havia de tudo—

armas afiadas, ervas raras, e muitos rolos de couro com inscrições antigas gravadas neles.

— Luninha, procura você mesma. O que quiser, pode pegar. — disse Rafael.

Luna assentiu e foi direto para as estantes onde estavam os rolos.

Procurou por bastante tempo.

Só depois de muito mexer encontrou um rolo azul, onde se lia:

Arte do Dragão Azul

.

Era uma técnica de cultivo da linhagem dracônica.

Não era de madeira, mas podia auxiliar na prática da

Arte do Rei Coelho

.

Ela estava prestes a pegá-la—

quando ouviu passos atrás.

Ao se virar, viu o grande sacerdote entrando, com uma caixa dourada nas mãos.

— Luna Valente, parabéns pela sua vitória. Isso é uma recompensa concedida pelo rei das feras.

Luna pegou a caixa e a abriu.

Lá dentro havia uma pérola vermelha, emitindo um brilho suave.

— Esta é a

Pérola do Espírito de Fogo

.

O grande sacerdote explicou:

— Ela pode fortalecer habilidades de fogo e também servir como proteção contra ataques flamejantes.

Ele fez uma breve pausa.

— O rei das feras disse que você está ferida. A competição foi adiada por um dia, e amanhã você deverá entrar na fase S-rank. Isso deve ajudar.

— Obrigada, grande sacerdote.

O sacerdote sorriu de leve:

— Prepare-se bem. A prova de amanhã será extremamente perigosa.

Luna assentiu.

Com a

Arte do Dragão Azul

numa mão e a

Pérola do Espírito de Fogo

na outra, saiu do tesouro junto com Rafael.

De volta ao Vale Valente, Luna guardou a

Arte do Dragão Azul

no espaço e ficou brincando com a pérola vermelha nas mãos—

como é que se ativa essa coisa pra liberar habilidade de fogo? Ah, dane-se. Depois da competição eu vejo com calma. Amanhã, se aparecer alguma fera que cospe fogo, pelo menos já não vou ficar tão vulnerável.

Nesse momento, Leonardo e os outros voltaram da caçada, carregando bastante presa.

Leonardo entregou a ela um coelho assado:

— Luninha, come um pouco. Você precisa recuperar as forças.

Luna pegou o coelho e deu uma mordida:

— Obrigada.

Dante se aproximou em seguida e lhe estendeu uma fruta:

— Luninha, essa é bem doce. Experimenta.

Luna pegou a fruta, e o coração esquentou um pouco—

ter tanta gente se importando com ela fazia o mundo das feras parecer, às vezes, um lugar até bom.

Mas logo sacudiu a cabeça e expulsou esse pensamento:

não. Não pode vacilar. Ela ainda precisava juntar cem milhões de pontos de fofura e voltar ao mundo moderno pra comer hot pot e tomar chá com leite.

【Hospedeira! Para de bancar a durona! Você já começou a gostar daqui!】

A voz de Borboleta surgiu dentro da mente dela.

Luna ignorou e continuou comendo o coelho assado, enquanto pensava na competição do dia seguinte—

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de qualquer maneira, ela precisava vencer.

Só vencendo continuaria se aproximando do retorno ao mundo moderno.

……

Depois de dar a última mordida no coelho assado, Luna limpou a gordura do canto da boca.

Mal tinha voltado para o quarto—

quando Helena entrou logo atrás, trazendo uma bandeja com frutas silvestres lavadas. O vestido verde trouxe junto um cheiro fresco de ervas aromáticas.

— Luninha, senta.

Helena colocou a bandeja sobre a mesa de madeira, puxou uma banqueta coberta de pele e sentou-se.

Os olhos escuros estavam fixos na filha, cheios de algo que parecia teste e hesitação.

O coração de Luna deu um pulo.

Com toda certeza a mãe vinha com assunto complicado.

Ela pegou uma fruta silvestre, enfiou na boca e perguntou de forma meio abafada:

— Mãe, aconteceu alguma coisa?

— Nada demais.

Helena pegou uma fruta também e foi passando os dedos pela casca.

— Eu só queria te perguntar uma coisa. Sobre o Leonardo e os outros quatro… você está satisfeita com eles ou não?

Luna quase se engasgou.

Começou a tossir e a bater no peito.

— Mãe! Por que você tá perguntando isso do nada?

— Não é do nada.

Helena sorriu e estendeu a mão para acariciar as costas dela.

— Naquele tempo, quando eu e seu pai acertamos seu noivado com os cinco, foi porque queríamos que você tivesse com quem contar depois de assumir forma humana.

Ela abaixou um pouco a voz.

— Você não sabe, mas nos últimos dois anos, toda vez que chegava o cio deles, eles quase morriam segurando sozinhos.

Os olhos de Luna congelaram por um instante.

Helena continuou:

— Quando um macho-besta entra no cio, aqueles sete dias são um tormento. Se ele não acasalar com sua fêmea, o fogo dentro do corpo pode realmente queimar ele até a morte.

A mão de Luna parou no meio do caminho.

A fruta, de repente, já não parecia doce.

Ela se lembrou da febre insana de Dante na noite anterior e pensou, por dentro:

porra, se eu soubesse disso antes…

Mas por fora manteve a calma e respondeu sem grande emoção:

— Eles que seguraram sozinhos. O que isso tem a ver comigo?

— Como não tem?

Helena tocou de leve a testa dela.

— Eles já te reconheceram como a única fêmea deles. Mesmo quando você ainda não tinha assumido forma humana, nenhum deles procurou outra.

A voz dela ficou mais séria.

— Seu pai já decidiu. Se você vencer a competição S-rank desta vez, vamos preparar o casamento de vocês seis.

— CASAMENTO?!

Luna saltou da banqueta na mesma hora, com os olhos arregalados.

— Isso tá rápido demais! Eu ainda nem…

— Ainda nem o quê?

Helena ergueu a sobrancelha.

— Você já é B-rank. Já assumiu forma humana. Casar com eles agora não é justamente o certo?

Ela inclinou a cabeça.

— Olha o Dante. Esses dias ele quase não aguentou o cio por sua causa. Você vai mesmo ficar olhando ele se acabar sem fazer nada?

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Luna abriu a boca para retrucar.

Mas a lembrança do estado em que Dante tinha ficado fez o argumento morrer antes de nascer.

Ela coçou a parte de trás da cabeça e mudou de assunto à força:

— Então por que o pai só casou com você? Você é um corpo de reprodução de alto nível. Em teoria, podia ter escolhido vários machos, não?

Ao ouvir isso, o rosto de Helena ficou corado, e um sorriso doce apareceu.

— Seu pai, naquela época, espancou mais de dez pretendentes por minha causa.

Ela abaixou os olhos, com um brilho quase tímido.

— No mundo das feras, se um macho quer disputar uma fêmea, ele precisa vencer no punho. Seu pai era forte demais. Como ninguém conseguia derrotá-lo, ninguém mais se atreveu a me disputar.

Foi então que a voz do sistema explodiu na mente de Luna:

【Ding! Detectado: sua mãe, Helena Valente, está grávida. Gestação atual: 4 semanas. Condição física: estável!】

Os olhos de Luna se arregalaram ainda mais.

Ela agarrou imediatamente a mão de Helena:

— Mãe! Você tá grávida?!

Helena ficou surpresa por um segundo.

Depois sorriu e assentiu, levando a mão até o próprio ventre.

— O grande sacerdote confirmou há pouco. Ainda nem contei pro seu pai. Queria fazer uma surpresa pra ele.

O coração de Luna amoleceu inteiro.

Sentiu uma coisa quente e estranha no peito, quase doce demais.

— Então eu vou ter um irmãozinho… ou uma irmãzinha?

— Talvez uma irmã, tão fofa quanto você. Mas, como fêmeas são raras, é difícil saber.

Helena bagunçou o cabelo dela e então puxou o assunto de volta:

— Voltando à questão de você e dos cinco…

Ela falou com mais calma:

— Acasalar também faz bem para a fêmea. Os hormônios dos machos podem estimular sua força. Talvez você até passe de B-rank para A-rank direto, muito mais rápido do que conseguiria sozinha.

— Caralho, isso existe mesmo?

A frase escapou antes que Luna pudesse segurar.

Na mesma hora, ela cobriu a boca.

— Quer dizer… isso realmente funciona?

— Claro que funciona.

Helena sorriu, os olhos curvando de leve.

— Eu fui de A-rank para S-rank justamente depois de me casar com seu pai.

Ela olhou de cima a baixo para a filha.

— Você já está quase em A-rank. Se ficar com eles…

— PARA!

Luna ergueu as duas mãos, interrompendo de uma vez.

O rosto já começava a esquentar.

— Mãe, me deixa pensar nisso com calma, tá bom?

Helena viu a expressão dela e resolveu não forçar mais.

Levantou-se devagar:

— Tudo bem. Pensa no seu tempo.

Então, antes de sair, deixou um último golpe:

— Mas não faz eles esperarem demais. No cio do ano passado, o Leonardo ficou sete dias trancado numa caverna sem comer e saiu magro que só. O Matheus foi ainda pior, entrou em água gelada pra baixar a febre e quase ficou doente de verdade.

Dito isso, Helena pegou a bandeja vazia e saiu, fechando a porta suavemente.

O quarto ficou silencioso num instante.

Luna permaneceu sentada na banqueta, segurando uma fruta silvestre entre os dedos.

A cabeça estava um completo novelo embolado.

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